DICA #5 – Teu sucesso é tua prova

Levando em consideração que quem está no começo vai tirar suas dúvidas sobre magia com quem lhe pareça “fodão”, notamos que geralmente quem “parece fodão” não costuma ser, visto que o extraordinário da magia se manifesta na simplicidade da transformação.

Tenho notado que cada dia mais as pessoas tem se assegurado em suas certezas como se fossem inabaláveis e definitivas, como se estas pessoas tivessem se tornado o verdadeiro e único norte, ou como sempre e melhor, o leste.

Erram por pequenas bobeiras, e não chamo de erro querendo apontar algo que deva ser correto, mas afirmo que erram por venderem seus pontos de vistas como únicos, verdadeiros e suficientes para os que buscam ajuda de suas partes.

Vejo cada vez mais “magos” vendendo receitas de bolo, quando na verdade a vida tem muito daquele momento em que Harry Potter pega o livro de anotações do “Principe Mestiço” que ensina uma forma alternativa para efetuar de forma correta os feitiços tentados (Alcançando da mesma maneira o resultado).

Manipulação energética dentro de Magick deve ser pessoal. Sistemas trazem exemplos funcionais de ritualísticas que funcionaram para o escritor em questão, mas não necessariamente estas são sempre as únicas maneiras de alcançar tais objetivos.

Procure ter um foco mais filosófico no processo e um olhar mais prático sobre o objetivo, não se esqueça que a vontade sempre deve estar livre de propósito, pois apenas assim notará a verdadeira “magia em prática” que sempre vai ser mais que apenas “prática mágica” como descrita nos currículos básicos de ordens iniciáticas.

Quando pensar, “teu sucesso é tua prova”, questione-se sobre sucesso.

Cada um de nós é uma egrégora em si, somos feitos de símbolos próprios, pensamentos singulares, e significados únicos, correto?

Se você concorda comigo, poderia pensar um pouco aí então sobre a forma como está sua prática? Ela é sua ou de alguém que você leu? Quando expressa sua energia, é de forma pessoal ou genérica?

Não ignore sua experiencia pessoal pela maioria e nunca se esqueça, quem determina a trajetória de um filme é o diretor, não o ator.

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DEUS ÚNICO? JURA?

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Deixa eu te explicar (Juro que vou ser bem didático, ta?), você ai cristão, que curte falar que curte um deus (o “D” maiúsculo é problema seu, não meu) só e blablablá…

Entenda que o politeísmo em 90% de sua prática, independente da religião, apresenta seus “deuses” ou “entidades”, como face de uma energia superior, um exemplo:

Hares pode significar o rigor de deus, Afrodite o amor de deus, Loki pode ser o sentimento de indignação que causa a transformação necessária da zona de conforto em atitude feroz…

Agora o eu vai explicar pra vocês as faces do deus de vocês (Ta vendo só, precisou vir um caoísta/thelemita/satanista/fã de bodes vir aqui explicar uma coisa que vocês nunca pararam pra pensar, só pararam pra julgar), o Jeovázão/Jeová/Yehovah/Yod He Vav He/Tetragrammaton/Javé/YHWH (E ó, não vai ter invenção nenhuma não, é tudo com base bíblica, ta? Então tá, beijos):

EL, ELOAH: Deus “poderoso, forte, proeminente” (Gênesis 7:1, Isaías 9:6) – etimologicamente, El parece significar “poder”, como em “Tenho o poder para prejudicá-los” (Gênesis 31:29). El é associado com outras qualidades, tais como integridade (Números 23:19), zelo (Deuteronômio 5:9) e compaixão (Neemias 9:31), mas a raiz original de ‘poder’ continua.

ELOHIM: Deus “Criador, Poderoso e Forte” (Gênesis 17:7; Jeremias 31:33) – a forma plural de Eloah, a qual acomoda a doutrina da Trindade. Da primeira frase da Bíblia, a natureza superlativa do poder de Deus é evidente quando Deus (Elohim) fala para que o mundo exista (Gênesis 1:1).

EL SHADDAI: “Deus Todo-Poderoso”, “O Poderoso de Jacó” (Gênesis 49:24; Salmo 132:2,5) – fala do poder supremo de Deus sobre todos.

ADONAI: “Senhor” (Gênesis 15:2; Juízes 6:15) – usado no lugar de YHWH, o qual os judeus achavam ser sagrado demais para ser pronunciado por homens pecadores. No Antigo Testamento, YHWH é mais utilizado em tratamentos de Deus com o Seu povo, enquanto que Adonai é mais utilizado quando Ele lida com os gentios.

YHWH / YAHWEH / JEOVÁ: “SENHOR” (Deuteronômio 6:4, Daniel 9:14) – a rigor, o único nome próprio para Deus. Traduzido nas bíblias em português como “SENHOR” (com letras maiúsculas) para distingui-lo de Adonai, “Senhor”. A revelação do nome é primeiramente dada a Moisés “Eu sou quem eu sou” (Êxodo 3:14). Este nome especifica um imediatismo, uma presença. Yahweh está presente, acessível, perto dos que o invocam por livramento (Salmo 107:13), perdão (Salmo 25:11) e orientação (Salmo 31:3).

JEOVÁ-JIRÉ: “O Senhor proverá” (Gênesis 22:14) – o nome utilizado por Abraão quando Deus proveu o carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque.

JEOVÁ-RAFA: “O Senhor que sara” (Êxodo 15:26) – “Eu sou o Senhor que te sara”, tanto em corpo e alma. No corpo, através da preservação e da cura de doenças, e na alma, pelo perdão de iniquidades.

JEOVÁ-NISSI: “O Senhor é minha bandeira” (Êxodo 17:15), onde por bandeira entende-se um lugar de reunião antes de uma batalha. Esse nome comemora a vitória sobre os amalequitas no deserto em Êxodo 17.

JEOVÁ-MAKADESH: “O Senhor que santifica, torna santo” (Levítico 20:8, Ezequiel 37:28) – Deus deixa claro que apenas Ele, e não a lei, pode purificar o Seu povo e fazê-los santos.

JEOVÁ-SHALOM: “O Senhor nossa paz” (Juízes 6:24) – o nome dado por Gideão ao altar que ele construiu após o Anjo do Senhor ter-lhe assegurado de que não morreria como achava que morreria depois de vê-lO.

JEOVÁ-ELOIM: “Senhor Deus” (Gênesis 2:4, Salmo 59:5) – uma combinação do singular nome YHWH e o nome genérico “Senhor”, significando que Ele é o Senhor dos senhores.

JEOVÁ-TSIDIKENU: “O Senhor nossa justiça” (Jeremias 33:16) – Tal como acontece com Jeová-Makadesh, só Deus proporciona a justiça para o homem, em última instância, na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, o qual tornou-se pecado por nós “para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).

JEOVÁ-ROHI: “O Senhor nosso Pastor” (Salmo 23:1) – Depois de Davi ponderar sobre seu relacionamento como um pastor de ovelhas, ele percebeu que era exatamente a mesma relação de Deus com ele, e assim declara: “Yahweh-Rohi é o meu Pastor. Nada me faltará” (Salmo 23:1).

JEOVÁ-SHAMMAH: “O Senhor está ali” (Ezequiel 48:35) – o nome atribuído a Jerusalém e ao templo lá, indicando que outrora partida glória do Senhor (Ezequiel 8-11) havia retornado (Ezequiel 44:1-4).

JEOVÁ-SABAOTH: “O Senhor dos Exércitos” (Isaías 1:24, Salmos 46:7) – Exércitos significa “hordas”, tanto dos anjos quanto dos homens. Ele é o Senhor dos exércitos dos céus e dos habitantes da terra, dos judeus e gentios, dos ricos e pobres, mestres e escravos. O nome expressa a majestade, poder e autoridade de Deus e mostra que Ele é capaz de realizar o que determina a fazer.

EL ELIOM: “Altíssimo” (Deuteronômio 26:19) – derivado da raiz hebraica para “subir” ou “ascender”, então a implicação refere-se a algo que é muito alto. El Elyon denota a exaltação e fala de um direito absoluto ao senhorio.

EL ROI: “Deus que vê” (Gênesis 16:13) – o nome atribuído a Deus por Agar, sozinha e desesperada no deserto depois de ter sido expulsa por Sara (Gênesis 16:1-14). Quando Agar encontrou o Anjo do Senhor, ela percebeu que tinha visto o próprio Deus numa teofania. Ela também percebeu que El Roi a viu em sua angústia e testemunhou ser um Deus que vive e vê tudo.

EL-OLAM: “Deus eterno” (Salmo 90:1-3) – A natureza de Deus não tem princípio, fim e nem quaisquer limitações de tempo. Deus contém dentro de Si mesmo a causa do próprio tempo. “De eternidade a eternidade, tu és Deus.”

EL-GIBOR: “Deus Poderoso” (Isaías 9:6) – o nome que descreve o Messias, Jesus Cristo, nesta porção profética de Isaías. Como um guerreiro forte e poderoso, o Messias, o Deus Forte, vai realizar a destruição dos inimigos de Deus e governar com cetro de ferro (Apocalipse 19:15).

Quando você escolhe uma dessas faces, você simplesmente está focando em um segmento de alcance do poder dessa força superior, assim como a maioria de nós politeístas fazemos quando abordamos um “deus” específico… Estamos assim como vocês dando um arquétipo à manifestação…

Melhor ainda, vamos para um exemplo simples, vamos pensar em deus como um corpo, e os “deuses” ou “santos” ou “nomes de deus” como os órgãos que constituem esse corpo, quando você quer respirar você utiliza os pulmões, quando você quer bombear o sangue você usa o coração, e assim é com os deuses ou com os nomes de deus que você utiliza, vocês simplesmente esta usando uma parte dessa força para atingir um objetivo específico.

Entenda que você estão longe de ser monoteístas por adorar à essas manifestações d’ele. Tudo é parte manifesta e específica de uma força incompreensível, ilimitável e impensável pela mente humana que é tão limitada. Entenda que quando pensamos em deus, precisamos utilizar o conteúdo que temos em nossa mente para poder significa-lo. Nossa mente é limitada, até mesmo limitar essa força ao termo “deus” é realmente limitar, e se você consegue limita-la então não está pensando em deus, porque essa força é o todo, e nossa mente não consegue pensar num todo, pois até o todo que pensamos é limitado.

VOCÊ PODE ATÉ DIZER QUE É MONOTEÍSTA, AFINAL “FAZE O QUE TU QUERES HÁ DE SER O TODO DA LEI” E “NADA É VERDADEIRO, TUDO É PERMITIDO”, PORÉÉÉÉÉÉÉM, EU E VOCÊ SABEMOS LÁ NO FUNDINHO QUE ISSO NÃO É MONOTEÍSMO, KE-RI-DX

Fonte: Bíblia Interlinear – Enih Gil’ead (Hebraico-Português), Material de estudos do curso de Kabbalah Hermética – Marcelo Del Debbio – EADeptus, Sêfer Yetzirá – O Livro da Criação