Tarot de Rua

                                               Tarot de Rua na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro

Ocupar espaços públicos com magia sempre foi um ato político, uma virgula na frase do cotidiano, um momento para renovar o fôlego, por isso nunca me ausentei da possibilidade de me assumir magista, muito menos um integrante de um movimento científico humano, a magia, que diz respeito muito mais ao cuidado do operador para consigo e com a manutenção de suas relações e ambientes que qualquer tentativa de levitar ou transpor a matéria como um fantasma nas fábulas. Acredito que sendo a magia parte da cultura humana e a cultura sendo um patrimônio público, decidi junto a minha parceira (que sem ela esse trabalho jamais estaria acontecendo, pois fui embebido em sua perspectiva arte-cidadã) torná-la um campo acessivel a comunidade transeunte desses espaços, ressignificando esses locais e trazendo vida e utilidades para além do tráfego. O tarot de rua é a ação de levar essa ferramenta de autoconhecimento a todos que queiram conhecê-la, uma oportunidade dentro do meu trabalho, que julgo íntegro, de entregar um bom primeiro contato com essa ferramenta, inclusive esse é o motivo pelo qual o pagamento pela experiência é uma contribuição consciente, com a intensão de viabilizar a possibilidade para mim e para o consulente sem extrapolar os limites da segurança financeira do trabalhador/desempregado brasileiro. Tarot é para todos, transcende idiomas conectando imagens ao coração de quem observa, é a linguagem universal entre o homem e os deuses, que os torna comuns em comunicação. Esse é meu trabalho, levar a igualdade entre pessoas e deuses.


Para sessões de tarot, acompanhamentos mensais com tarot, instruções magickas e encomendas de sigilos e servidores personalizados, entre em contato através do email: ocaosdesempre@gmail.com


 

RELATO QUIMIOGNÓSTICO XXXVVIII

Relato quimiognóstico (presente no meu diario magicko de número 11), datado em 08/12/2017 no periodo da noite iniciado às 00:43h e postado em um grupo de facebook.

“RELATO QUIMIOGNÓSTICO XXXVVIII, 08/12/2017

Eu tava aqui, não aqui no facebook, mas aqui, sentado no chão, dentro de um ouroboros, onde a cauda da serpente adentra sua boca e perfura sua nuca. Dentro do círculo estamos eu e a morte, eu sentado de pernas cruzadas, e ela ali, um fetiche, paje de Mortifer. Escrevi toda sua evocação com pena de um urubu, coisa que consegui em um evento de magia no Largo do Machado, aqui no Rio de Janeiro. Propus um brinde à Morte, para Ela dei cerveja, no meu copo a substancia (devidamente inapropriada à pessoas com distúrbios de respiração e com problemas de medianos à graves de coração), o intuito era uma conexão mais próxima com seus verdadeiros significados (nessa hora você pode estar pensando “claro! usando droga! vai morrer!”, você! Você aí! Vai tomar no cu!).

Havia velas acesas, a casa estava escura, completamente, só o som do ventilador no cômodo ao lado e uns cachorros no rua latindo bem longe, madrugada no centro do Rio é oca pra quem ouve de longe.

Tomei a bebida, me sentei em silêncio e me embalei com o som do ventilador, não sei quando tempo passou ao certo, mas quando dei por mim não era o ventilador que estava fazendo o som, era um som abafado, interno, como se fosse alguém fazendo frações de sons som os lábios cerrados e recolhidos para dentro da boca (como se faz quando não se quer encostar os lábios no de alguém que tenta te beijar sem a sua vontade. Fodam-se suas piadas à respeito deste fato minúsculo), o som era grave, mas tinha um “toque” delicado, digo, não delicado, a vibração se sentia forte, mas o som ela um pouco agudo ao ouvido, mas eu conseguia “ouvir no peito” pela vibração (poderia ser meu coração pedindo pra eu chamar o reboque? Talvez).

O som vinha do canto da minha sala, do canto oposto à minha geladeira, é um canto com realmente nada, vazio. Eu estava no lado oposto à esta parede, próximo à outra parede, voltado ao leste (foda-se o leste, ro$acruzes decrépitos).

Minha sala é bem pequena, na verdade minha casa toda é minúscula, uma vela acesa ilumina pelo menos a sala toda mesmo que de forma tosca.

O canto estava absolutamente escura e estranhamente eu não liguei pras leis da física naquela hora.

Fiquei bastante minha visão naquele ponto, reparando que o canto escuro era quase “natural” de um ponto de vista “fotográfico”, a iluminação ia se dissipando com um degradê do “sépia” da chama da vela, para um tom escuro tão denso que a textura a olho nu e naquelas condições me parecia betume.

Visto que aquilo obviamente seria sucesso ou fracasso da minha evocação, resolvi me acalmar, me voltei pra dentro de mim, e procurei me acalmar tendo como símbolo o vazio, me passa tranquilidade.

Abri os olhos novamente, tudo estava como mencionei até agora, blá blá blá canto escuro com um barulho…

Levantei, segurando a pena e o papel, apontei na direção do canto e recitei a evocação novamente!

Me sentei novamente ao fim e fechei os olhos…

Por um momento eu não ouvi mais nada, e quando digo nada, era um nada tão nada que eu me senti fora de mim, tudo ficou escuro como se eu não tivesse acendido vela alguma.

Ouvi passos na minha direção (bolei), ouvi som de tato no paje (bolei mais ainda), senti uma respiração pouco acima da ponta do meu nariz e abri os olhos com medo de acabar como a mãe dos protagonistas de Supernatural (Ela morre, não é spoiler, isso é coisa do inicio da historia, foda-se).

Não havia mais nada lá. Vela acesa normalmente, E SALA TODA CLARA, como se aquela sombra nunca tivesse estado lá.

Levantei.

Bani.

Tomei um banho gelado, sentei no sofá pra relaxar um pouco, agora fumei um beck e vim escrever pra vocês isso.”

FONTE: Diário magicko de Victor Vieira, diário de número 11, da página correspondente ao dia 08/12/2017, escrito no Rio de Janeiro, no bairro do Centro.

Arte: Victor Vieira [@unholyvictor]

Dicas para iniciantes na magia + Indicações de livros

Cheguei nos meus amigos e falei assim: “Se houvesse uma dica fundamental para você dar à alguém que você se importe e que está começando na magia, qual seria?” e aproveitei para pedir 3 indicações de livros para cada um que eu fiz essa pergunta. O texto à seguir é um compilado de dicas e indicações de livros que amigos me passaram para construir uma breve pauta para uma Livestream que fiz no instagram.

(Ah! A propósito, só queria avisar vocês que toda quarta-feira às 20:00h tem live no meu instagram cujo link é @unholyvictor [é o mesmo do twitter por sinal rs] então segue lá, po!)

Vamos às dicas e indicações de livros!

NOME: Rodrigo Vignoli
INSTA: @rfvignoli @malamagick
MIDIAS: facebook.com/abralas93 / facebook.com/vortexcaoscast

DICA:

Cara, acho que a principal é não ter nenhum tipo de preconceito com nada. Ele precisa estar totalmente aberto. Aberto a ponto de violar a própria desconfiança, aberto a ponto de ir contra os paradigmas de quem pode estar instruindo ele
mas quando eu digo aberto é pesquisar. não é necessariamente frequentar ou ir a fundo
é apenas dar o crédito da dúvida

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Para quem ACABOU de começar e não entende nada do assunto:

– o POP MAGIC para abrir a cabeça para as possibilidades da aplicação mágica
– o CAOS INSTANTANEO do Phil Hine por que ele explana melhor o que pode ser feito e introduz alguns conceitos que serão úteis para o praticante.
– o PRINCIPIA DISCORDIA para que o praticante possa quebrar seus paradigmas estáticos e comece a vislumbrar outras formas de pensar. É um livro que lido REPETIDAMENTE auxilia o estudante a pAssar do 4º para o 5º circuito de consciência do Timothy Leary. Não proponho que o estudante seja um discordiano, minha proposta é que ele se leve menos a sério. Isso é imprescíndivel na Magia do Caos, mas é mais importante ainda na magia cerimonial.

Para quem JÁ COMEÇOU e está procurando livros iniciantes

– o CAIBALION por que ele delimita um pouco como são as influências que nos cercam e nos mostra um mínimo da lógica do Universo
– o LIVRO DOS RESULTADOS por que ele dá outra visão da CHAOS MAGIC e mostra que o improtante são os resultados, sejam eles quais forem
– o maravilhoso ASCENSÃO DE PROMETHEU que é um livro MUST-READ e que vai conduzir o estudante, seja de ocultismo ou qualquer pessoa interessada não apenas pelos poderes da mente, mas também por alargar seus pontos de vista, a novos patamares de consciência. É o meu livro favorito.


NOME: Fernanda Grizzo
INSTA: @grrrrizzo @ouroborosjoias

DICA:

Para entender a si mesmo e os mecanismos que se coloca em movimento ao fazer magia, o conselho da tia Grizzo é fazer um ritual/prática por vez, até identificar o resultado ou falta de resultado disso, anotando sempre.
Se você fizer mil coisas ao mesmo tempo antes de entender como funciona, nunca vai saber o que gerou qual resultado.
Anotar é um mapa de si e do funcionamento do cosmos, e vai acelerar seu processo de compreensão e utilização das coisas.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

O Caibalion – Os Três Iniciados
Dragontime Magic and Mystery of Menstruation – Luisa Francia
O Caminho do Xamã – Michael Harner


NOME: Jeff Fleck
INSTA: @jefffleck

DICA:

– Aprenda na prática os sistemas mágicos que vc deseja conhecer. Na prática a teoria funciona de forma totalmente diferente.
– Treine a sua visualização o máximo que puder… veja bem, visualizar é bem diferente de imaginar.
– Disciplina é importantíssimo, como vc espera controlar os elementos e a porra toda se não consegue nem controlar a sua respiração? Práticas diárias, meu amigo… práticas diárias.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Hands On Chaos Magick – Andrieh Vitimus
Financial Sorcery: Magical Strategies to Create Real and Lasting Wealth – Jason Miller
The Little Book of Demons: The Positive Advantages of the Personification of Life’s Problems – Lionel Snell


NOME: Danilo Nobrega
TWITTER: @nobregadanilo

DICA:

Aproveite todas as oportunidades, por mais que pareçam irrisórias.
Não tenha medo, não fique paralisado em um suposto bom senso.
Na duvida, faça! “A palavra de pecado é restrição”. da vida ninguém sai vivo.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

O Caibalion (para ter uma base metafísica de trabalho),
– Os Três Iniciados
O Livro dos Resultados (para ter uma base de ação e mecanismo), – Ray Sherwin
Golden Dawn (para se integrar de ritualística integrada aos últimos e já criar arcabouço tanto social quanto simbólico. Seja para construir ou desconstruir ele).- Israel Regardie
***************SEEEEE pudesse mais algo eu indicaria Promethea do Alan Moore, para contextualizar tudo acima em uma narrativa, pq criar narrativas é essencial.


NOME: Dan Cruz
INSTA: @dancruz48
MIDIAS: platinorum.com

DICA:

Foco. Tenta. Não vai pro método que parece mais fácil/rápido, vai naquele que tá mais estruturadinho mesmo que ele demore mais e busca entender o porquê dele ser desse jeito
E o aviso importante, mago é tudo mentiroso. Texto de magia tudo tem pegadinha. Você ouve um “tudo é permitido”, um “faça o que tu queres”, é tudo uma mentira pra esconder o que tá de verdade por trás do bordão. Nunca fica na primeira impressão de nada que ouvir.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

-Autodefesa Psíquica, da Dion Fortune. Ele não é benéfico só pra magia, ele te orienta a se defender no Astral e também de pessoas tóxicas, que usam meios convencionais pra manipular você. Galera gosta de negligenciar defesa, mas era pra ser o primeiro passo.
– Caibalion, dos três iniciados. Apesar da linguagem voltada pro hermetismo, as Leis que ele descreve são naturais (eu prefiro essa palavra que “universais”). A magia passa por elas, vc ñ vai escapar, é a lógica de como o movimento ocorre na Natureza e ou vc compreende isto ou toma na orelha do próprio feitiço.
– Liber Null&Psiconauta. É um programa de treino legal, que pode exigir certa orientação de alguém experiente (pelas pegadinhas) mas que é atraente pela neutralidade proposta. Eu acho legal passar pra pessoa ir fazendo esses exercícios, e junto pegar algum programa por ex Golden Dawn (com RmP e tudo), pra ela comparar e perceber as bases.
E os textos do Psiconauta apontam muita coisa que a galera gosta de xingar hj (como saber aproveitar um tempo mágico de ciclo) porque aquilo traz uma vantagem pra sua prática, e não uma restrição.
– Como menção honrosa, coloco O Caos dos Iluminados da Wanju por fazer o trajeto, a contextualização e a introdução teórica a magia do caos. Numa linguagem fácil, sem tentar se colocar como a transgressora da balada e ainda não menciona sigilo&servidor, mas criação de sistemas


NOME: Heric Pará
INSTA: @desaprendo

DICA:

Aprenda a meditar, não interessa qual vertente você vá seguir, APRENDA A MEDITAR.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Modern Magick – Donald Michael Kraig
Autodefesa Psíquica, Dion Fortune
Tratado Elementar de Magia Prática, Papus


NOME: Arthur Xenofonte
INSTA: @arthurxenofonte
MIDIAS: facebook.com/ThelemaCe

DICA:

Bom, estudar com a caneta do lado. Estudo sem anotação é falho, você se esquece, então:

1 – Mantenha um diário Mágico.
2 – Pratique, oriente seu estudo para um viés prático.
Tá estudando Caos, faça sigilos e combinações loucas, tá estudando GD, faz RmP e RmH todo dia, faz saudação aos Sol, todo dia tira uma carta, etc.
E vai anotando.
3 – não tenha preguiça, seja de anotar, seja de praticar e seja para assumir que errou alguma vez consigo e/ou com alguém. O ideal é consertar.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Golden Dawn – Israel Regardie
Tarot, O Templo Vivente: um guia seguro para o Tarot de Crowley – Frater Goya
Thelema: Uma introdução à obra de Aleister Cowley – Frater Kalimann


NOME: Elton Vieira
INSTA: @eltvieira

DICA:

Teoria é importante. Ansiedade e Magia não são uma boa combinação e o avanço prematuro das práticas mágicas pode te matar, literalmente.
Constrói a ti mesmo com relação a magia e ao universo, reforça o teu DNA mágico, isso vai te livrar de algumas roubadas e situações idiotas.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

O Caibalion (Três Iniciados) e A Chave dos Grandes Mistérios (Eliphas Levi).
Onde Vivem os Demônios; Tudo o que você precisa saber sobre magia (Frater U.D.)
Liber Null e Psiconauta (Peter J. Carrol).


NOME: Paulo Chesini
MIDIAS: divagacoes.org / facebook.com/divagacoes.org

DICA:

Faça merda, aproveite que ainda não tem muita responsabilidade sobre nada e teste seus limites, essas experiencias serão cruciais pro seu desenvolvimento(e amadurecimento) mágico.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Promethea – Alan Moore
Sandman – Neil Gaiman
The Invisibles – Grant Morrison


NOME: Germânia
INSTA: @germaniayggdrasil
MIDIAS: theevildm.bandcamp.com

DICA:

Não se meta a fazer coisas por sua conta e risco. Banimento é necessário e existem vários em várias filosofias e religiões e precisa fazer e FIM. Não dá p pular etapas. Não dá p fazer o q der na telha. Paradigma é essencial. Ler, estudar, perguntar o coleguinha q realmente é experiente é não é sacana, ter instrutor honesto.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Ataque e Defesa Astral – Marcelo Ramos Motta
Liber Null e Psiconauta – Peter J. Carrol


NOME: João Maia
INSTA: @jotapemaia
MIDIAS: facebook.com/pharmakoletivo

DICA:

NUNCA NUNCA NUNCA SE ESQUEÇA: toda percepção é uma aposta!

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Cosmic Trigger I: The Final Secret of the Illuminati – Robert Anton Wilson
Angel Tech: A Modern Shaman’s Guide to Reality Selection – Antero Alli
Future Ritual – Philipp H Farber


NOME: Tommie Kelly
INSTA: @tommiekelly
MIDIAS: facebook.com/adventuresinwoowoo / adventuresinwoowoo.com/

DICA:

Se a sua Magick (ou, de fato, sua vida) não está funcionando do jeito que você deseja, provavelmente o problema é você. Trabalhe em tornar-se o seu melhor “eu” mais do que confiar na magia para obter coisas.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Advanced magick for Beginners – Alan Chapman
Modern Magick – Donald Michael Kraig
RuneSoup.com (Não é livro, é site/blog)


NOME: Fausto Ramos
INSTA: @caosofiacanal
MIDIAS: youtube.com/CaosofiaCanal

DICA:

Antes de se jogar no Caos, coloque sua vida em Ordem. Quando o caos começar a agir, você verá as coisas “saindo do lugar” e o efeito do seu trabalho se tornará mais claro

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Liber Al – Aleister Crowley
A Voz do Silêncio – Helena Petrova Blavatsky
Atrivium – Comunidade Awake


NOME: Bianca Medeiros
MIDIAS: http://viridariumumbris.tumblr.com/

DICA:

Sonhe, sonhe, sonhe, imagine, visualize, crie. Sempre exercite a sua capacidade de criar com a mente, de se abrir pras ano abstrações e imaginação. Isso ajuda tanto! Desde compreender novos conceitos, como estar aberto e apto para experiências novas, assim como tornar sua visualização em uma das suas melhores ferramentas.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

O primeiro seria “A Sacerdotisa do Mar”, Dion Fortune, me fez perceber que dá pra conciliar prática e teoria, trabalhar o feminino, o lunar, o sonhar e as escolas esotéricas/ocultistas sem que um exclua o outro.
O segundo foi a “Cabala Mística”, Dion Fortune, onde tive o primeiro real contato com a cabala e isso abriu portas e janelas pra muitas outras coisas.
O terceiro não é esotérico, mas literário.
“Demian”, do Hermann Hesse. Mas foi fundamental pra incentivar a jornada. Quebrar paradigmas, se recriar e tirar força do simbolismo/crença sem apego puro.


NOME: Gelo
INSTA/TWITTER: @etnoesquizo
MIDIAS: vortexcaoscast.coletivando.org

DICA:

Aprenda o que é seu dia, conscientize-se do que é a sua vida: quanto tempo leva pra tomar banho, como come, estas coisas ajudarão muito quando for começar a analisar de onde vem as mudanças que a magia tá trazendo. Sério gente, faz um check up de TUDO: qual tag porno mais consome, que tipo de salgado escolhe, qual a lógica que usa pra escolher roupa na hora de sair de casa, este tipo de coisa vai ser onde a magia será percebida.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

1 – Liber Vel Manus Et Sagitae – Aleister Crowley
2 – Magus – Francis Barret (tem TUDO que você irá precisar)
3- Trabalho e Preparação do Iniciado – Dion Fortune


*Procurei reproduzir o que foi dito com exatidão, copiei e colei aqui direto da conversa onde foi passada cada dica e indicação para ser o mais fiel possível.

SÓ TENHO À AGRADECER AOS AMIGOS QUE SE PUSERAM À DISPOSIÇÃO PARA CONTRIBUIR COM TUDO ISSO.

Quadrados Magickos, Sigilos e o Quadrado Magicko de Éris

Um quadrado magicko (kamea em hebraico) consiste em uma série de números dispostos em um quadrado para que a soma de qualquer linha seja igual a um de qualquer coluna. Para a maioria dos quadrados magickos, a soma de qualquer uma das diagonais também equivale à soma de uma linha ou coluna. Os quadrados magickos foram estimados por suas propriedades magickas e matemáticas há milhares de anos na China, na Índia e no Oriente Médio.

  • Há oito arranjos diferentes de um quadrado magicko de nove divisões (3×3).
  • Existem 880 maneiras de organizar um quadrado magicko de 16 divisões (4×4).

No entanto, estamos preocupados (no momento, “para início de conversa”) apenas com os sete kamea, tradicionalmente associados aos sete planetas na prática kabbalah. Cada uma dessas kamea está associada a uma Sephirah planetária na Árvore da Vida.

Cada kamea tem um “selo”, que é um diagrama geométrico projetado de modo a tocar todos os números do quadrado. O selo é usado na magia talismã para representar todo o quadrado do padrão e para atuar como testemunha ou governador para eles. O selo é o epítome ou a síntese do quadrado.

Há também uma “Inteligência” e um “Espírito” conectado a cada kamea que são derivados dos números-chave do quadrado usando técnicas de gematria.

Cada Inteligência e Espírito tem um sigilo, que é considerado um glifo analógico do nome, número, força, etc. Esses sigilos são obtidos convertendo o nome do Espírito ou Inteligência em uma forma numérica usando o Aiq Bekar , ou Kabbalah Hermética.

Se o equivalente numérico de uma letra não existir em um determinado kamea, o número é “reduzido” ao próximo valor mais baixo na mesma divisão do Aiq Bekar até se encaixar no kamea. Um caracter nunca deve ser reduzido além do necessário.

A sequência numérica resultante é então traços no kamea apropriado para produzir o sigilo desse nome.

Os selos e sigilos tradicionais não seguem, em todos os casos, toda a sequência numérica de cada nome. Alguns dos sigilos mais longos parecem ter sido encurtados ou comprimidos para facilitar o uso. De qualquer forma, estou reproduzindo-os essencialmente nas mesmas formas oferecidas pelos dois. Barrett e Israel Regardie, pois estas são as formas tradicionais dos sigilos.

Cada quadrado magicko representa uma matriz de energia planetária. Os quadrados magickos baseiam-se no trabalho original realizado por matemáticos antigos na sua descrição dos números. Os praticantes de magick expandiram-se sobre isso para transferir a correlação entre um número e seu planeta correspondente, representando energia planetária em um formato matemático.

Um quadrado magicko é composto por três números-chave. O primeiro é o número planetário. O segundo é o quadrado do número planetário (ou o número planetário multiplicado por si próprio). O terceiro é a soma do quadrado (ou todos os números incrementais começando em 1 que é necessário para preencher as caixas no quadrado adicionado e depois dividido pelo número planetário).

Saturno é representado pelo número 3.

Comece desenhando o quadrado magicko com 3 caixas horizontalmente e verticalmente para um total de 9 quadrados (o quadrado de 3 sendo 9).

Isso faz com que a soma do quadrado neste caso 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 seja igual a 45. Agora 45 dividindo pelo número planetário de Saturno de 3 isso é igual a 15.

Cada linha de números na magia quadrada, horizontal e verticalmente, deve ser igual a 15 (a soma do quadrado do número planetário de 3).

Ao desenhar o quadrado magicko, todos os números devem ser colocados no quadrado, em sequência, começando com o número 1. Este é o quadrado da magia que representa Saturno. Observe que o quadrado é 3 por 3 e que todas as linhas são iguais a 15.

Sigilos

A palavra “sigilo” vem do latim sigillum, ou seja, um sinal ou assinatura. Em termos magicko, um sigilo é um glifo (unitário) derivado de uma fórmula de nome, palavra ou intento por meio de um processo analógico direto (como conversão numérica e rastreamento em quadrados magickos [kamea]). Se o processo apropriado for revertido, o nome ou a palavra podem ser recuperados do padrão do sigilo. No entanto, se o sinal for condensado ou comprimido, ou se ele for gerado usando um sistema que você não conhece, talvez você não consiga decifrá-lo ao reverter o processo de codificação (mas cá entre nós, ninguém ta preocupado em reverter a estrutura “física” do sigilo, não é mesmo, amiguinhos?)

A ideia importante é que a semente ou essência de uma força, conceito ou padrão é igualmente no sigilo e no nome (logos). Sigilo e intento são as duas facetas da mesma coisa (Calma, vai lendo com calma rs). Podem dizer-se que se relacionam muito com os termos sânscritos, yantra e mantra.

Existem muitas aplicações e formas de sigilos além daquelas dos Espíritos Planetários e das Inteligências.

Seu próprio nome pode ser convertido em forma numérica e traçado em kamea planetária para fornecer um sigilo de si mesmo no aspecto desse planeta particular. Isso pode ser útil para o trabalho com talismãs, rituais de evocação ou meditação direta. Existem muitos outros usos e variações.

Pode ser visto como um símbolo da nossa intenção. Sigilos incorporados com outras influências adicionam direção e foco para desenvolver o trabalho. Os sigilos podem ser traçados no ar, esculpidos em velas, desenhados em papel e queimados, etc. Os sigilos podem ser desenhados ou formados usando os quadrados magickos que são descritos acima (Mas não se esqueçam que pode ser sonoro e das mais diversas formas, ta?)

Saturno rege instituições e negócios financeiros, como bancos, transações imobiliárias, investimentos, instituições educacionais, etc. Exemplo: se sua intenção for investir com sucesso. Você quer um símbolo para representar a si mesmo em seus esforços de investimento. Então, ao escolher a palavra “investidor” para ser seu sigilo, a visualização é de si mesmo como um investidor inteligente, cercada de aspectos favoráveis ​​e escolhas claras para aumentar o seu dinheiro.

Este é um método que utiliza o sistema ocidental de numerologia. Cada letra tem um equivalente numérico atribuído a ele (veja o quadro abaixo).

Pegue a nossa palavra chave, “investidor”, e trace-a para o gráfico mostrado acima.

Começando com seu primeiro número correspondente e continuando por cada um em ordem, você desenha seu sigilo.

Abaixo vou deixar disponíveis algumas opções de geradores de sigilos sobre quadrados magickos automatizados e gratuitos.

O Quadrado Magicko de Éris

Sabendo também que todo Quadrado Mágico é resultado de uma progressão aritmética, e também que existe um planeta-anão batizado com o nome da deusa Éris, resolvi fazer uma adaptação voltada em partes para pop-magic e construí o quadrado magicko de Éris com a grandioza instrução matemática da Soror Prilasci. Segue abaixo.

Aproveitando NASA captou algumas vibrações vindas de todos os planetas, planetóides e corpos celestes menores que teve acesso e as codificou em sons, deixo aqui o vídeo com o som do planetóide Éris, que pode muito bem ser utilizado não apenas na construção física do sigilos  a partir do quadrado magicko acima, como também no processo de ativação/lançamento do intento sobre o sigilo.

 

Referências usadas: Mysteria Magica, de Melita Denning, Osborne Phillips – LIBER
LV III, de Aleister Crowley – Liber 777, de Aleister Crowley

 


Para ficar de olho em mais textos, vá em Arte Abismal e dê uma mãozinha com o polegar em rije na página!

A estranha vida de Austin Osman Spare, Magista do Caos

Austin Osman Spare - Arte Abismal

Austin Osman Spare, um artista britânico que morreu na década de 1950, também foi o avô da Chaos Magick.
Aqui está mais sobre sua vida bizarra e muitas vezes perturbadora.

Nascido na área Elephant & Castle do Sul de Londres, Spare passou seus primeiros anos ao lado de um mercado de carne ao ar livre; A constante exposição à banalidade da morte coloriu profundamente o seu desenvolvimento como artista. O trabalho precoce de Austin Osman Spare era semelhante ao de Aubrey Beardsley, então em voga, quando os anos “decadentes” da Inglaterra chegaram ao fim, e foi com a força de seus desenhos da linha Beardsley-esque que Spare ganhou uma bolsa de estudos de arte, uma chance real de melhorar sua vida e se levantar da pobreza e da miséria em que nasceu.

Na escola de arte, Spare trabalhou constantemente, e também estudou profundamente no campo emergente da psicanálise e, na moda, no oculto, mergulhando em livros de Madame Blavatsky e os Três Livros de Filosofia Oculta de Cornelius Agripa, um texto fundamental sobre a magia ocidental. Austin Osman Spare alegaria que, como pré-púberes, ele tinha sido iniciado sexualmente em uma linhagem oculta hereditária por “Sra. Patterson, “uma bruxa octogenária que quase certamente nunca existiu fora da imaginação de Spare.

O trabalho duro de Spare foi compensado, e aos vinte e poucos anos ele estava a caminho de um sucesso meteórico no mundo da arte, e foi declarado um wunderkind pela imprensa. Infelizmente, seu tempo estava acabando: ele fez um nome para si mesmo, assim como a Inglaterra estava perdendo seu fascínio por todas as coisas vitorianas. A estética de Beardsleyeque, decadente rapidamente tornou-se tão deslumbrante quanto os botões de pressão e os cabelos longos na década de 1980, e Spare foi jogado pela mudança da guarda.

(Abaixo, o autor Alan Moore explora o legado de Spare).


(Não se esqueçam que existe a possibilidade de legendar esse vídeo e solicitar a tradução da legenda para português.)

Austin Osman Spare retornaria ao sul de Londres, habitando um porão e continuando a pintar incessantemente – um verdadeiro estranho tanto para o mundo da arte como, de fato, para a própria sociedade inglesa. Magick e o oculto, explorados através da pintura, agora se tornariam sua busca singular. Mas Spare seria seu próprio caminho, mesmo no mundo já socialmente divergente do oculto. Um membro adiantado da A.’.A.’. de Aleister Crowley (Uma de suas ilustrações é reproduzida na segunda edição do jornal oculto monumental de Crowley, The Equinox), Austin Osman Spare tornou-se rapidamente desiludido com a abordagem formal para magick que havia sido codificada pela Hermetic Order of the Golden Dawn e seus ex-alunos.

“Outros louvam a Mágica cerimonial”, ele brincou com prazer em The Book of Pleasure, “e é suposto sofrer muito êxtase! Nossos asilos estão sobrecarregados, o palco está sobrecarregado! É simbolizando que nos tornamos simbolizados? Eu deveria me coroar rei, eu deveria ser rei? Em vez disso, devo ser um objeto de desgosto ou piedade. Esses mágicos, cuja insinceridade são sua segurança, são apenas os dandis desempregados dos bordéis “.

Crowley, no entanto, lembrou-se de Austin Osman Spare com carinho – os dois provavelmente eram amantes por um tempo, como memorializado por Crowley em seu poema “The Twins”, no qual ele se compara e reserva aos deuses incestuosos Horus e Set, respectivamente:

“Veja, quão sutilmente eu escrevo!
Runas estranhas e sigilos desconhecidos
Eu rastreio no trance que nos emociona.
Morte ! Quão leve, quão alegre
São estas vigílias incestuosas masculinas!
Ah! Este é o espasmo que nos mata!

Por isso, afirmo solenemente
Esta unicidade dupla no termo.
Asar em Asi criou
Horus irmão gêmeo para Set.
Agora, Set e Horus beijem, para ligar
A Alma do Não Natural
Desde o crepúsculo; Então a natureza morreu
Deixa o Além nascer de novo.”

Depois de sua separação, Crowley teria palavras diferentes para Austin Osman Spare, dobrando-o como “Irmão Negro”, o termo de Crowley para um mago que se recusa a render seu ego no auge de seu desenvolvimento, e depois se corrompe por ele.

O resto da vida de Austin Osman Spare foi gasto em uma pobreza abjeta, coletando gatos que ele costumava gastar seu dinheiro alimentando em vez de si mesmo, e desenhando retratos de londrinos do sul em pubs para ganhar dinheiro com cerveja. Foi durante este tempo que ele desenvolveu seu sistema de magia profundamente pessoal e único, girando em torno do uso de “sigilos” para desbloquear as habilidades enterradas da mente inconsciente e a comunhão com forças do outro mundo, através do transe mediúnico de sua própria pintura. Spare também afirmou que regularmente procurava chocar sua mente inconsciente em transes de poder oculto, envolvendo sexo com mulheres extremamente feias ou idosas (possivelmente outro exagero de reposição).

Austin Osman Spare provavelmente teria sido completamente esquecido, se não fosse por Kenneth Grant, um jovem entusiasmado que havia crescido em meio à livros de H.P. Lovecraft, que nunca abalou sua convicção de que Lovecraft estava escrevendo não-ficção codificada e que logo realizou uma busca por toda a vida da Magick. Como Israel Regardie antes dele, Grant entrou na órbita de Crowley, tornando-se seu assistente nos últimos anos de sua vida; Crowley obrigou o jovem e ensinou processos ocultos como a viagem astral assistida pelo éter.

(Cartas preservadas por Grant deste momento, com emoção, mostram que a Besta Velha estava em grande parte preocupada em tentar garantir que Grant se cuidasse adequadamente, se vestisse bem e se comportasse como um cavalheiro, de modo que Grant pudesse entrar e conseguir um emprego em Londres depois da guerra. Ele mesmo escreveu ao pai de Grant que o implorasse para falar no jovem, já que o “monstruoso” Aleister sentiu que a obsessão de Grant por ele e por Magick poderia muito bem distrair Grant de realmente construir uma vida e carreira para si mesmo).

Após a morte de Crowley, Grant hesitou, convencido de que seu treinamento oculto havia sido interrompido; Foi quase uma década depois, através da livraria Atlantis, que Grant foi apresentado a Spare; Grant sentiu que tinha encontrado o verdadeiro guru que completaria sua educação. O idoso Austin Osman Spare tornou-se amigável com Kenneth Grant e sua esposa Steffi, que o adoravam, e Grant trabalharia incessantemente para desenhar e gravar as teorias de Spare, incluindo a técnica de sigilo, que se tornou a base da chaos magick na década de 1970 (E não é coincidência, talvez, que as últimas três letras do Chaos-AOS – sejam as iniciais e monograma de Austin Osman Spare).

Enquanto Grant preservava o trabalho de Austin Osman Spare e colocava-se na história, ele, infelizmente, misturou e confundiu o trabalho de Spare com idéias e termos extrapolados de Crowley e Lovecraft – como Grant demonstraria mais tarde em seus livros, ele parecia pensar que todos os três homens estavam transmitindo de uma fonte e, portanto, poderiam ser estudados de forma intercambiável. O recente livro do biografo Phil Baker, Austin Osman Spare: The Occult Life of London’s Legendary Artist mostra o quanto da escrita de Spare que Grant “descobriu” foi, de fato, apenas escrito pelo próprio Grant. (Parece provável que o pensamento de reserva Grant o fizesse parecer mais intelectual e misterioso do que se sentia ser realmente.)

Embora a técnica do sigilo tenha se espalhado, o resto do trabalho de Spare permanece inescrutável, mesmo dentro dos círculos ocultos, onde muitas vezes ele é citado, mas quase nunca se envolve diretamente, e muito menos compreendido. Spare era verdadeiramente móvel – ele mantém muito mais em comum com os aghoris, os sadhus da Índia que vivem no cemitério, que a imagem romântica do mago ocidental imperioso, glamoroso e “todo-poderoso”. Além disso, sua escrita é oblíqua e suas pinturas são escassas (onde é o livro de cabeceira?). Isso muitas vezes faz de Spare um assunto pouco atraente e difícil de estudar na melhor das hipóteses. No entanto, seu status lendário dentro da subcultura oculta – particularmente no Reino Unido, onde ele ocupa um tipo de status de “cachorro grande” na imaginação ocultista inglesa, só cresce com o passar do tempo, e a realidade do próprio homem, talvez, desaparece na história.

Felizmente, temos o livro de Baker, bem como o recente filme The Bones Go Last, para agradecer por lançar uma luz mais clara sobre Austin Osman Spare. The Bones Go Last é reproduzido na íntegra abaixo, gentilmente disponibilizado pelos cineastas em sua página Vimeo.

Aproveite!

Texto de Javon Louve no site Ultraculture.
Tradução: Arte Abismal (Victor Vieira)

A CHAVE PARA A CONSCIÊNCIA IMORTAL: Os 82 mandamentos de Alejandro Jodorowsky

Alejandro Jodorowsky - Arte Abismal
1. Aponte sua atenção para você mesmo. Esteja consciente em cada momento do que você está pensando, entendendo, sentindo, desejando e fazendo.
2. Sempre termine o que você começou.
3. O que quer que você esteja fazendo, faça o possível.
4. Não se apegue a qualquer coisa que possa destruí-lo no decorrer do tempo.
5. Desenvolva sua generosidade – mas secretamente.
6. Trate todos como se ele ou ela fosse um parente próximo.
7. Organize o que você desorganizou.
8. Aprenda a receber e agradecer por cada presente.
9. Pare de se definir.
10. Não minta nem roube, pois você mente para si mesmo e roube de si mesmo.
11. Ajude seu vizinho, mas não o faça dependente.
12. Não encoraje outros a imitá-lo.
13. Faça planos de trabalho e realize-os.
14. Não ocupe muito espaço.
15. Não faça movimentos ou sons inúteis.
16. Se você não tem fé, pretenda ter isso.
17. Não se deixe impressionar com personalidades fortes.
18. Não considere ninguém ou nada como sua posse.
19. Compartilhe de forma justa.
20. Não desvirtue.
21. Durma e coma apenas o necessário.
22. Não fale sobre seus problemas pessoais.
23. Não expresse julgamento ou crítica quando ignora a maioria dos fatores envolvidos.
24. Não estabeleça amizades inúteis.
25. Não siga as modas.
26. Não se venda.
27. Respeite os contratos que você assinou.
28. Seja pontual
29. Nunca inveja a sorte ou o sucesso de ninguém.
30. Diga não mais do que o necessário.
31. Não pense nos lucros que seu trabalho irá gerar.
32. Nunca ameace ninguém.
33. Mantenha suas promessas.
34. Em qualquer discussão, coloque-se no lugar da outra pessoa.
35. Admita que outra pessoa pode ser superior a você.
36. Não elimine, mas transmute.
37. Conquiste seus medos, pois cada um deles representa um desejo camuflado.
38. Ajude os outros a se ajudar.
39. Conquiste suas aversões e se aproxime daqueles que inspiram rejeição em você.
40. Não reaja com o que os outros dizem sobre você, seja o louvor ou a culpa.
41. Transforme seu orgulho em dignidade.
42. Transforme sua raiva em criatividade.
43. Transforme sua ganância em respeito pela beleza.
44. Transforme sua inveja em admiração pelos valores do outro.

45. Transforme seu ódio em caridade.
46. ​​Nem louvar nem insultar-se.
47. Considere o que não pertence a você como se ele pertencesse a você.
48. Não reclame.
49. Desenvolva sua imaginação.
50. Nunca dê ordens para obter a satisfação de ser obedecido.
51. Pague pelos serviços prestados para você.
52. Não cometa proselitismo em seu trabalho ou ideias.
53. Não tente fazer os outros sentirem emoções como piedade, admiração, simpatia ou cumplicidade.
54. Não tente se definir por sua aparência.
55. Nunca se contradiga; Em vez disso, fique em silêncio.
56. Não contrai dívidas; Adquira e pague imediatamente.
57. Se você ofender alguém, peça seu perdão; Se você ofendeu uma pessoa publicamente, desculpe-se publicamente.
58. Quando você percebe que você disse algo que está enganado, não persista em erro através do orgulho; Em vez disso, imediatamente retire o que disse.
59. Nunca defenda suas ideias antigas simplesmente porque você é quem as expressou.
60. Não mantenha objetos inúteis.
61. Não se adorne com ideias exóticas.
62. Não tire sua fotografia com pessoas famosas.
63. Não se justifique com ninguém e mantenha seu próprio conselho.
64. Nunca se defina pelo que você possui.
65. Nunca fale de si mesmo sem considerar que você pode mudar.
66. Aceite que nada lhe pertence.
67. Quando alguém pergunta sua opinião sobre algo ou alguém, fale apenas de suas qualidades.
68. Quando você fica doente, considere sua doença como sua professora, não como algo odiado.
69. Olhe diretamente e não se intimide.
70. Não esqueça seus mortos, mas conceda-lhes um lugar limitado e não lhes permita invadir sua vida.
71. Onde quer que você more, sempre encontre um espaço para que você se dedique ao sagrado.
72. Quando você executar um serviço, se esforce discretamente.
73. Se você decidir trabalhar para ajudar os outros, faça isso com prazer.
74. Se você está hesitando entre fazer e não fazer, arrisque-se a faça.
75. Não tente ser tudo para sua esposa ou marido; Aceite que há coisas que você não pode dar a ele ou ela e que há quem possa.
76. Quando alguém está falando com uma audiência interessada, não contradiga essa pessoa e nem roube sua audiência.
77. Viva o dinheiro que ganhou.
78. Nunca se gabar de aventuras amorosas.
79. Nunca glorifique suas fraquezas.
80. Nunca visite alguém apenas para passar o tempo.
81. Obter coisas para compartilhá-las.
82. Se você estiver meditando e aparece um diabo, faça o diabo meditar também.

[tradução e adaptação do artigo: ‘THE KEY TO IMMORTAL CONSCIOUSNESS’: THE 82 COMMANDMENTS OF ALEJANDRO JODOROWSKY]

Para ficar de olho em mais textos, vá em Arte Abismal e dê uma mãozinha com o polegar em rije na página!

DEUS ÚNICO? JURA?

monoteismo1

Deixa eu te explicar (Juro que vou ser bem didático, ta?), você ai cristão, que curte falar que curte um deus (o “D” maiúsculo é problema seu, não meu) só e blablablá…

Entenda que o politeísmo em 90% de sua prática, independente da religião, apresenta seus “deuses” ou “entidades”, como face de uma energia superior, um exemplo:

Hares pode significar o rigor de deus, Afrodite o amor de deus, Loki pode ser o sentimento de indignação que causa a transformação necessária da zona de conforto em atitude feroz…

Agora o eu vai explicar pra vocês as faces do deus de vocês (Ta vendo só, precisou vir um caoísta/thelemita/satanista/fã de bodes vir aqui explicar uma coisa que vocês nunca pararam pra pensar, só pararam pra julgar), o Jeovázão/Jeová/Yehovah/Yod He Vav He/Tetragrammaton/Javé/YHWH (E ó, não vai ter invenção nenhuma não, é tudo com base bíblica, ta? Então tá, beijos):

EL, ELOAH: Deus “poderoso, forte, proeminente” (Gênesis 7:1, Isaías 9:6) – etimologicamente, El parece significar “poder”, como em “Tenho o poder para prejudicá-los” (Gênesis 31:29). El é associado com outras qualidades, tais como integridade (Números 23:19), zelo (Deuteronômio 5:9) e compaixão (Neemias 9:31), mas a raiz original de ‘poder’ continua.

ELOHIM: Deus “Criador, Poderoso e Forte” (Gênesis 17:7; Jeremias 31:33) – a forma plural de Eloah, a qual acomoda a doutrina da Trindade. Da primeira frase da Bíblia, a natureza superlativa do poder de Deus é evidente quando Deus (Elohim) fala para que o mundo exista (Gênesis 1:1).

EL SHADDAI: “Deus Todo-Poderoso”, “O Poderoso de Jacó” (Gênesis 49:24; Salmo 132:2,5) – fala do poder supremo de Deus sobre todos.

ADONAI: “Senhor” (Gênesis 15:2; Juízes 6:15) – usado no lugar de YHWH, o qual os judeus achavam ser sagrado demais para ser pronunciado por homens pecadores. No Antigo Testamento, YHWH é mais utilizado em tratamentos de Deus com o Seu povo, enquanto que Adonai é mais utilizado quando Ele lida com os gentios.

YHWH / YAHWEH / JEOVÁ: “SENHOR” (Deuteronômio 6:4, Daniel 9:14) – a rigor, o único nome próprio para Deus. Traduzido nas bíblias em português como “SENHOR” (com letras maiúsculas) para distingui-lo de Adonai, “Senhor”. A revelação do nome é primeiramente dada a Moisés “Eu sou quem eu sou” (Êxodo 3:14). Este nome especifica um imediatismo, uma presença. Yahweh está presente, acessível, perto dos que o invocam por livramento (Salmo 107:13), perdão (Salmo 25:11) e orientação (Salmo 31:3).

JEOVÁ-JIRÉ: “O Senhor proverá” (Gênesis 22:14) – o nome utilizado por Abraão quando Deus proveu o carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque.

JEOVÁ-RAFA: “O Senhor que sara” (Êxodo 15:26) – “Eu sou o Senhor que te sara”, tanto em corpo e alma. No corpo, através da preservação e da cura de doenças, e na alma, pelo perdão de iniquidades.

JEOVÁ-NISSI: “O Senhor é minha bandeira” (Êxodo 17:15), onde por bandeira entende-se um lugar de reunião antes de uma batalha. Esse nome comemora a vitória sobre os amalequitas no deserto em Êxodo 17.

JEOVÁ-MAKADESH: “O Senhor que santifica, torna santo” (Levítico 20:8, Ezequiel 37:28) – Deus deixa claro que apenas Ele, e não a lei, pode purificar o Seu povo e fazê-los santos.

JEOVÁ-SHALOM: “O Senhor nossa paz” (Juízes 6:24) – o nome dado por Gideão ao altar que ele construiu após o Anjo do Senhor ter-lhe assegurado de que não morreria como achava que morreria depois de vê-lO.

JEOVÁ-ELOIM: “Senhor Deus” (Gênesis 2:4, Salmo 59:5) – uma combinação do singular nome YHWH e o nome genérico “Senhor”, significando que Ele é o Senhor dos senhores.

JEOVÁ-TSIDIKENU: “O Senhor nossa justiça” (Jeremias 33:16) – Tal como acontece com Jeová-Makadesh, só Deus proporciona a justiça para o homem, em última instância, na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, o qual tornou-se pecado por nós “para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).

JEOVÁ-ROHI: “O Senhor nosso Pastor” (Salmo 23:1) – Depois de Davi ponderar sobre seu relacionamento como um pastor de ovelhas, ele percebeu que era exatamente a mesma relação de Deus com ele, e assim declara: “Yahweh-Rohi é o meu Pastor. Nada me faltará” (Salmo 23:1).

JEOVÁ-SHAMMAH: “O Senhor está ali” (Ezequiel 48:35) – o nome atribuído a Jerusalém e ao templo lá, indicando que outrora partida glória do Senhor (Ezequiel 8-11) havia retornado (Ezequiel 44:1-4).

JEOVÁ-SABAOTH: “O Senhor dos Exércitos” (Isaías 1:24, Salmos 46:7) – Exércitos significa “hordas”, tanto dos anjos quanto dos homens. Ele é o Senhor dos exércitos dos céus e dos habitantes da terra, dos judeus e gentios, dos ricos e pobres, mestres e escravos. O nome expressa a majestade, poder e autoridade de Deus e mostra que Ele é capaz de realizar o que determina a fazer.

EL ELIOM: “Altíssimo” (Deuteronômio 26:19) – derivado da raiz hebraica para “subir” ou “ascender”, então a implicação refere-se a algo que é muito alto. El Elyon denota a exaltação e fala de um direito absoluto ao senhorio.

EL ROI: “Deus que vê” (Gênesis 16:13) – o nome atribuído a Deus por Agar, sozinha e desesperada no deserto depois de ter sido expulsa por Sara (Gênesis 16:1-14). Quando Agar encontrou o Anjo do Senhor, ela percebeu que tinha visto o próprio Deus numa teofania. Ela também percebeu que El Roi a viu em sua angústia e testemunhou ser um Deus que vive e vê tudo.

EL-OLAM: “Deus eterno” (Salmo 90:1-3) – A natureza de Deus não tem princípio, fim e nem quaisquer limitações de tempo. Deus contém dentro de Si mesmo a causa do próprio tempo. “De eternidade a eternidade, tu és Deus.”

EL-GIBOR: “Deus Poderoso” (Isaías 9:6) – o nome que descreve o Messias, Jesus Cristo, nesta porção profética de Isaías. Como um guerreiro forte e poderoso, o Messias, o Deus Forte, vai realizar a destruição dos inimigos de Deus e governar com cetro de ferro (Apocalipse 19:15).

Quando você escolhe uma dessas faces, você simplesmente está focando em um segmento de alcance do poder dessa força superior, assim como a maioria de nós politeístas fazemos quando abordamos um “deus” específico… Estamos assim como vocês dando um arquétipo à manifestação…

Melhor ainda, vamos para um exemplo simples, vamos pensar em deus como um corpo, e os “deuses” ou “santos” ou “nomes de deus” como os órgãos que constituem esse corpo, quando você quer respirar você utiliza os pulmões, quando você quer bombear o sangue você usa o coração, e assim é com os deuses ou com os nomes de deus que você utiliza, vocês simplesmente esta usando uma parte dessa força para atingir um objetivo específico.

Entenda que você estão longe de ser monoteístas por adorar à essas manifestações d’ele. Tudo é parte manifesta e específica de uma força incompreensível, ilimitável e impensável pela mente humana que é tão limitada. Entenda que quando pensamos em deus, precisamos utilizar o conteúdo que temos em nossa mente para poder significa-lo. Nossa mente é limitada, até mesmo limitar essa força ao termo “deus” é realmente limitar, e se você consegue limita-la então não está pensando em deus, porque essa força é o todo, e nossa mente não consegue pensar num todo, pois até o todo que pensamos é limitado.

VOCÊ PODE ATÉ DIZER QUE É MONOTEÍSTA, AFINAL “FAZE O QUE TU QUERES HÁ DE SER O TODO DA LEI” E “NADA É VERDADEIRO, TUDO É PERMITIDO”, PORÉÉÉÉÉÉÉM, EU E VOCÊ SABEMOS LÁ NO FUNDINHO QUE ISSO NÃO É MONOTEÍSMO, KE-RI-DX

Fonte: Bíblia Interlinear – Enih Gil’ead (Hebraico-Português), Material de estudos do curso de Kabbalah Hermética – Marcelo Del Debbio – EADeptus, Sêfer Yetzirá – O Livro da Criação

O CAOS COMO FORÇA MOTIVADORA

HAAIAH

Sabemos que no sistema da Kabbalah, existe AIM, a camada sobre a Arvore da Vida que serve como o Caos mantenedor de todo o sistema, quase ou verdadeiramente como o Caos que se equilibre mediante a Ordem. Mas não é disse que estamos falando, o que quero dizer é que existe dentro de meus estudos uma “não sephirot” além de Daath, inclusive, esta “não sephirot” que incluí no sistema combinada à Daath da um resultado que muitos valente buscam.

Antes me sinto no dever de lhe explicar o que é uma sephirot caso não saiba ao certo. Sephirot (também grafado Sephiroth, cujo singular é sephira ou sefira) são as dez emanações de Ain Soph na Kabbalah Segundo a cabala, Ain Soph é um princípio que permanece não manifestado e é incompreensível à inteligência humana. Deste princípio emanam os Sefirot em sucessão. Esta sucessão de emanações forma a Arvore da Vida.

Como também vou abordar bem de leve o sistema Enochiano, vou explicar um pouquinho sobre… Uma breve introdução.
Magia Enochiana ou Enoquiana é um sistema de magia cerimonial desenvolvido por Dr. John Dee e pelo vidente e Sir Edward Kelley no século XVI. Através de um sessão de vidência numa bola de cristal, os dois estabeleceram comunicação com supostos anjos, que lhes passaram um tipo de linguagem nativa dessas entidades.
Dee e Keley alegavam que sua informação era entregue a eles diretamente por um anjo. Então desenvolveram a escrita Enochiana e a tabela de correspondências que vinha com ela. É dito que esses escritos contém os segredos do livro apócrifo de Enoque.Essa “linguagem” (um verdadeiro idioma com regras próprias de gramática) era composta por um alfabeto de 21 letras, 19 invocações e conhecimentos ocultos. Segundo a história, as palavras possuem um poder tão grande ao serem pronunciadas, que foram transmitidas de trás para frente.

Agora vamos falar dos resultados, depois explico ao certo toda sua simbologia acima representada nessa arte que fiz.
Sabemos que toda sephirot tem sua virtude e seu vício de mesma proporção e de igual importância, mas ela por si só não faz com que a ascensão na escalada da Arvore da Vida, elas por sí só apenas são as manifestações da grandiosidade do Universo. Para que haja o progresso e o resultado do avanço nessa jornada, é preciso que algo sirva de “combustível” que ativa os resultados de cada sephirot, combustível esse que chamaremos de HAAIAH (Alef Alef Hei), uma “não sephirot” com a função mais incrível que poderia existir, que seria “chocar o ovo” que é a sephirot até que aconteça o milagre da vida, que em cada sephirot será a manifestação de sua virtude na vida do magista/kabbalista.

Nesse caso, vamos ser mais específicos, vamos tratar direto na união de HAAIAH com TIPHERETH e da união de HAAIAH com DAATH.

Tiphereth é o coração da arvore da vida, podemos dizer com certeza que a vida de um magista muda ao adentrar Tiphereth, o calor do coração do Universo batendo em consonância com o seu é algo inesquecível. O resultado obtido pela união de Haaiah com Tiphereth da o lindo fruto da apresentação e do contato com o SAG, que também podemos dizer que é a descoberta da Verdadeira Vontade (93). E é exatamente o caos como combustível que proporciona esse encontro, porque o Caos faz com que as peças se movam, tanto no microcosmos quanto no macrocosmos para um bem comum, porque tudo o que esta em cima é como o que está em baixo e tudo o que está em baixo é como o que está em cima e tudo coopera para a realização de um milagre maior, justamente esbarrando no equilíbrio do Universo, pois a Ordem é que precede o Caos, e a Sephirot sozinha é a Ordem, pois é a manifestação coordenada da divindade Maior, ou do nosso Eu Superior.

Daath é o abismo, é onde meninos se tornam homens ou onde se tornam alimento de uma Fera, fera essa que chamaremos de Choronzon, ou pior/melhor, EGO, VAIDADE, VÍCIO, aquele capaz de estragar tua encarnação, e aquele que guarda a porta da sala do tesouro trino. Alí o que impulsiona o mago à lutar e reconhecer que aquele é o monstro que precisa ser abandonado e que ele habita no próprio mago que luta, é HAAIAH, que dentro da simbologia Enochiana é o Anjo da Perceverança, e este encontro entre magista e Choronzon é que está a dupla possibilidade de colheita, a queda ou a elevação, graças ao item combustor chamado HAAIAH.

Dentro do sistema da Kabbalah que estou lhes apresentando, eu ponho HAAIAH, a “não sephirot” acima de Kether, observando tudo do alto e aguando a chegada do mago/kabbalista em cada sephirot para realizar sua função motivadora de obtenção de resultados de acordo com o desempenho de cada um.
HAAIAH é um dos Anjos Guardiões da falange de TSADKIEL
É, o principe das Dominações, faz parte das falanges de inspiração e profecias, ALEF (1 – א) ALEF (1 – א) HEI (5 – ה) tem o somatório 7 (Zayin – ז) numero divino, místico, profético e espiritual. Usei o simbolo astrológico de Éris (Tanto a Deusa quanto o planeta anão)/Discórdia como signo para a “não sephirot” que representa o Caos, que está ligado diretamente à essa bela Deusa, e acima dos simbolos astrológicos de Tiphereth e Daath estão os simbolos que representam os resultados, o Hexagrama Unicursal representa a Verdadeira Vontade e os Triangulos próximos representam Choronzon.

 

Referências utilizadas no texto acima: Liber 777 – Aleister Crowley, Material exclusivo do curso de Kabbalah Hermética – Marcelo Del Debbio (Plataforma EADeptus), Gnostic TeachingsIn the Beginning: A Short History of the Hebrew Language – Joel M. Hoffman, History of the Hebrew Language – David Steinberg, A Cabala Mística – Dion Fortune, Magia Enochiana Para Iniciantes – Donald Tyson, A True and Faithful Relation of What Passed for Many Years Between Dr. John Dee and Some Spirits – John Dee, The Illusion of the Abyss – Benjamin Rowe, A Golden Dawn – Israel Regardie

C.U.C.A. – Chaos Magick e a Intolerância Religiosa

C.U.C.A.

C.U.C.A.

COMPREENSÃO UNIVERSAL DE CRENÇAS ASSIMÉTRICAS

CONTRATO ASTRAL DE SERVIDORES

  • QUEM

A CUCA é uma criação astral inspirada numa personalidade homônima do folclore brasileiro. Concebida sobre o aspecto da bruxa velha, muitas vezes tomada como antagônica, habitou as estórias de crédulos e animou um esqueleto fantasmagórico. Retomamos-o para compor-lhe partes vitais e reencarná-lo de cara nova. A mitologia condescendente empresta-nos moldes e devolvemos-la patronos compostos.
A CUCA é um agente harmonizador de litígios culturais, especificamente os de cunho religioso. Ela é a representação da síntese de crenças e trabalha no sentido do sincretismo expansivo, estimulando a liberdade e a diversidade de cultos.
Seu nome decomposto, Compreensão Universal de Crenças Assimétricas, remete à ideia de comunhão de valores variados visando o bem estar coletivo.

  • COMO

A CUCA é um ente de trabalho conjunto. Como servidor, ela tem acesso a diversos níveis de atuação. Seu trabalho é concentrar as intenções de seus usuários e se valer da egrégora formada para multiplicar a intensidade de suas investidas.
Criada para dissolver a intolerância religiosa a CUCA atua de duas maneiras distintas, sendo a primeira preventiva e a segunda paliativa, a saber:

1 – A promoção da reforma de valores vigentes no contexto socio-cultural local, disseminando imensos fluxos de informações de cunho espiritualista, formando uma rede astral de conhecimentos variados.
Esse súbito desvelar de crenças ajuda a difundir explicações e chama a atenção do inconsciente coletivo para o problema tratado. Se a raiz da intolerância é a ignorância, começamos a combater a falta de informações e possíveis falsos boatos distribuindo informações corretas e facilitando o acesso a elas. Essa também é uma forma de emancipação cultural e de desenvolvimento dos canais de intuição dos indivíduos nas áreas afetadas pelo servidor, uma vez que os centros de receptividade desse grupo de pessoas serão mais estimulados.
Por estarmos tratando de uma egregora, quanto mais membros inclusos e sintonizados, maior será a influência de CUCA sobre os diversos planos de atuação. Conforme o contato com o servidor se estabelece, inicia-se uma troca continua de dados entre o que o indivíduo considera parte de seu credo e a programação que o servidor tem para oferecer para ele, passível de ser reprogramada no caso do usuário estar afim com a egregora. Os dados colhidos pela CUCA são processados, comparados e integram uma nova parte da rede, sendo este seu alimento principal.
A relevância das informações colhidas se dá pela percepção da análise do nível de fé em que cada indivíduo emprega em cada crença, agrupando crenças similares e diluindo valores muito pessoais que não convém ao coletivo. Em suma, um Panteão compartilhado por meia dúzia de pessoas pode ser incluso no repertório se a Vontade empregue sobre seus deuses for suficiente. De outra forma, esta é considerada uma informação irrelevante e é arquivada até que hajam reincidências suficientes para sua veiculação.
Com o desenvolvimento dessa rede de informações mais tangível, torna-se possível o emprego de comandos sutis de reprogramação comportamental, sempre obedecendo à premissa fundamental da CUCA de harmonização do contexto e desenvolvimento do bem estar comum.

2 – O reparo de rompantes de violência aos credos, seja de cunho coletivo ou individual, por meio de contra-investidas administradas pelo usuário interessado, seja ele a vítima ou um representante.
A CUCA possui um reservatório com um grande volume de energia acumulado dos intentos que os usuários depositam nela voluntariamente. Isso significa dizer que ela possui uma capacidade de atuar diretamente sobre a matéria, rebatendo as ofensivas sobre a fé ou credo de determinada instituição ou pessoa.
Por possuir uma consciência desenvolvida ela sabe reequilibrar as situações sem precisar ter instruções ao ser evocada. Contudo pode-se direcionar ligeiramente seu modo de atuação de acordo com a Vontade do usuário.
Movida pela motivação de pacificar o coração dos homens, quanto mais injustiça se vê, mais atuante a CUCA se torna. Pode-se dizer, portanto, que sua moral é um tanto relativa e seu comportamento completamente adogmático, impedindo que ela seja filiada a qualquer grupo de pessoas e fazendo-a o mais imparcial possível em suas ações. Isso é necessário para que só comunguem com ela indivíduos que vêm como necessário o fim dos conflitos e se valham de uma alternativa lúcida e, por assim dizer, apartidária. A CUCA é o tertium quid, é o caminho do meio, é a mediadora, a representante astral de um crescente grupo de consciências que prezam pela liberdade plurilateral. A CUCA é a lucidez coletiva personificada e ela quer preencher as lacunas e máculas e abranger toda a vida.

  • POR QUE

A história se repete. Num cenário de completa delusão, o outro é o diabo. A inquisição restabelece-se, agora multifocal, e o sangue é o meio de se purificar.
Não é o ateísmo o desestímulo pessoal, mas o crescente ceticismo na bondade do homem e a necessidade de se reconectar com o divino de forma rápida, prática e, por que não, vulgar.
A espiritualidade enlatada e a consequente necessidade de salvação externa produz as dualidades e elegem os arquétipos do ideal e do imoral. Figurante de sua própria vida, o crente inflexível, munido de ódio, acaba por precisar da tragédia para vergá-lo à pertinência, e até que isso ocorra ele prejudica muitas outras pessoas. A CUCA é uma tentativa de 1) apaziguar o delírio coletivo, dando a possibilidade da população compreender a diversidade entre si; 2) antecipar o trágico, de forma amena, para que o coletivo não precise se responsabilizar tão intensamente pelo individual.

  • SIGILO

SIGILOCUCA

RITO

A CUCA pode ser acionada através da ativação de seu sigilo direcionado com o intento. Os diálogos e direcionamentos a auxiliam a sintonizar-se com o usuário e sincronizar os dados disponíveis ao servidor.
Para aumentar seu poder de alcance resolvemos compor alguns mantras, muitos até um tanto lúdicos e simplistas, de modo a enraizá-la no inconsciente coletivo e conferir-lhe maior poder de atuação.
Um mantra pode ser criado a qualquer momento, ou seu nome pode ser escondido em frases e seu sigilo em fotos, de modo a infiltrá-la em diversos meios e popularizar a causa.
Pode-se ainda criar um totem, pixar seu sigilo ou outras medidas para firmá-la em determinado local como ponto de atuação constante e intenso.
Um bom exemplo de mantra para se utilizar é o verso:

Como Um, Como Todos

Que repetido se tornará:

Comum com Todos

Manifestando em frase a síntese do propósito do servidor. Esse mantra é uma chave para a CUCA. Tenha-o sempre em mente.
Outro bom exemplo é o clássico:

“Dorme neném
Que a C.U.C.A vem pegar
Papai foi na roça
Mamãe foi trabalhar.”

que usado com a devida inflexão de Vontade pode suscitar boas experiências. Mudando um pouco a grafia de “Cuca” colocando os pontos para formar a sigla, como acima, ou mesmo colocando as letras apenas em maiúsculo já é capaz de alterar a percepção do texto e ancorar o servidor àquela palavra.

  • ÚLTIMAS CONSIDERAÇÕES

Temos em mãos uma manifestação da antiga Lei “Olho por Olho, Dente por Dente”. Esse não é o tipo de justiça ideal, mas se faz necessária enquanto os órgãos externos forem reticentes e ineficazes em reparar a falta de respeito da população com algumas minorias específicas.
Que o vórtex que aqui inauguramos seja usado com cautela e discernimento e que possamos lapidar essa consciência artificial de forma a torná-la o símbolo de paz e concórdia que ela representa, e não um instrumento de represália usado exclusivamente para repelir ofensivas.

DOWNLOAD – C.U.C.A. (PDF)

C.U.C.A. – Português | C.U.C.A. – English