A Oficina de Criação de Sigilos Magickos e seu conteúdo

 


O Caminho do Mago é Solitário, mas não Sozinho

por Victor Vieira

O Mago dos tempos medievais estava sempre em sua caverna, sala secreta, topo de torre ou seja lá onde fosse, sempre afastado do convívio comum. Cá entre nós, uma atitude plausível quando se acredita em qualquer coisa que vá de contra quem pode cortar sua cabeça ou te atear fogo, nao e mesmo? Pois bem, hoje estamos no século XXI, e o equívoco sobre a forma de observar a tradição nos levou a transformarmos o que mais poderia nos unir, que e a internet em nossas cavernas que nos afastam de tudo, inclusive do sentimento legítimo de formação de comunidade. O caminho do mago e solitário porque toda experiência mística e individual, mas sem o “outro” não existe o “Eu”… A individualidade é formada a partir da observação do coletivo, e a comunidade se torna essencial, capaz de reforçar a necessidade de desenvolvimento pessoal a partir de comparações saudáveis, torna o pensamento magicko flexibilizado o suficiente para lidar com todo tipo de membro.
Cada homem e cada mulher é uma estrela, mas somos corpos sóis no corpo de Nuit, não podemos abandonar o senso de convivência, pois não há nada mais belo que a dança da órbita de duas estrelas que se aproximam e não se chocam, é a matemática perfeita da coexistência colaborativa na Obra de brilhar.
“Faze o que TU queres há de ser o Todo da Lei” depende de um sujeito te ofertando a boa nova, a Lei é para ser proclamada, e antes de conhecê-la, quem a apresentou a você?


Sobre o dia da Oficina de Criação de Sigilos Magickos

Faze o que Tu queres há de ser o Todo da Lei. O dia 15 de setembro de 2019 foi construído à muitas mãos, sigilizando, entrando em estado alterado de consciência, compartilhando experiências, ocupando espaço público e trazendo a sociedade o ato natural de fazer magia ao seu lugar de direito, que é O LUGAR QUE BEM ENTENDER. Amor é a Lei, Amor sob Vontade. O que fazemos não é resistência, o que fazemos é natural, resistir é ir de contra o funcionamento de Tudo o que é vivo e são “eles” que resistem. Cumprir a Lei não acompanha tensão, apenas o relaxamento de fazer o único ato possível para estar em completa concordância com o Eu.


CONTEÚDO DA OFICINA DE CRIAÇÃO DE SIGILOS MAGICKOS


O que é magia dentro da ótica da magia e esoterismo ocidental

  • Aleister Crowley

    “Magia é a Ciência e a Arte de Provocar Mudanças em Conformidade com a Vontade”

  • Israel Regardie

    “Magia é a ciência e a arte de usar estados de consciência alterada para provocar mudanças em conformidade com a vontade”

O que é Vontade?

– No “De Lege Libellum” (Liber CL), Crowley define a Verdadeira Vontade como a vontade que não se conforma com as coisas parciais e transitórias, mas… procedem firmemente para ao Fim”, e na mesma passagem ele identifica esse “Fim” como a destruição de si mesmo em Amor.

Amor esse chamado também de Agape, que em Thelema é geralmente usado para denotar o Amor que permeia e impele a criação, a única substância capaz de unir 2 separados.

  • Donald Tyson

    “A magia é a arte de afetar o manifesto através do imanifesto”

Sendo o manifesto tudo aquilo que pode ser visto, tocado, manipulado, imaginado ou compreendido. O não manifesto é nenhuma dessas coisas.

  • O que é magia para cada um aqui presente?
  • E como a gente seria capaz de definir o que ela é? (Parábola dos 3 cegos de nascença do Donald Tyson)

O que é o sigilo; a história da onipresença dos símbolos magickos até os tempos de hoje.

Um sigilo (pl. sigilia ou sigilos) é um signo criado para um propósito magicko específico. Um sigilo é geralmente composto por uma combinação complexa de traços ou figuras geométricas, cada uma com um significado ou intenção próprio.

O termo “sigilo” deriva do Latim sigillum, que significa “selo”, apesar de também estar relacionado a סגולה, do hebraico (segulah significando “palavra, ação ou item de efeito espiritual”). Um sigilo pode possuir uma forma abstrata, pictorial ou semi-abstrata.

Na antiguidade

De forma geral, os alfabetos utilizados atualmente derivam de símbolos, modificados através do tempo. Uma cabeça de búfalo, por exemplo, foi estilizada e modificada ao longo dos anos até se tornar a letra “A”. Os egípcios usavam os Hieróglifos, e no Japão a escrita Kanji ainda tem em seus traços grande similaridade com os elementos que busca representar.

Quanto à construção de desenhos a partir de mensagens e frases, a escrita árabe sempre permitiu esta prática. As palavras árabes são conectadas por uma linha contínua, um fio condutor que permite sua torção e disposição em arranjos elaborados. Sendo assim, nos adornos de templos e na heráldica era comum encontrar desenhos que codificavam frases ou nomes. As suras do Alcorão, por exemplo (com exceção da 9ª), iniciam por Bismillah, que forma um “fecho” e permite que a frase seja amarrada em torno de si mesma com fácil localização de seu início e fim. Além disso, nas práticas judaicas da Merkabah, a entrada nos níveis celestes era auxiliada pelos selos correspondentes, que deveriam ser desenhados pelo magista.

Na África subsaariana, os sigilos também eram extensamente utilizados, como por exemplo para codificar histórias, e para evocar energias ancestrais. A ideia de desenhar histórias e mensagens na areia, em tramas elaboradas, era muito utilizada pelo povo Tchokwe, da Angola (e chamada de desenho Sona). Já no campo magicko e espiritual, uma das práticas mais conhecidas de sigilização africana é o Traçado de Pemba, utilizado tanto para ancorar entidades no plano físico quanto para atrair suas qualidades ou codificar intenções e desejos (ver Pontos Riscados).

A sigilização é presente também na cultura Nórdica, com o uso de Bandrunar (união de runas) e Insigils (sigilos rúnicos). Estas práticas da Magia rúnica consistiam na elaboração de desenhos que eram usados como talismãs ou entalhados na madeira das casas, buscando proteção ou sorte em batalhas. O desenho mais conhecido deste tipo é o Ægishjálmr, ou Elmo do Terror, um símbolo rúnico representando o elmo de mesmo nome que é citado nas Eddas, usado para a proteção de casas e pessoas.

No Lemegeton

Nos livros Ars Theurgia e Ars Goetia, que fazem parte do Lemegeton (também chamado A Chave Menor de Salomão), são descritos os selos dos líderes espirituais, dos Daemons e dos Shemhamphorash. Já no Ars Paulina, são descritos os selos planetários, muitas vezes direcionados para uma intenção específica, e no Ars Almadel são apresentados os selos dos principais coros de anjos, bem como suas conjurações.

No Ars Notoria, são apresentados sigilos (chamados de Notas) que podem ser utilizados para as mais variadas finalidades, como acelerar o aprendizado ou obter conhecimento sobre uma área da ciência ou uma língua estrangeira. Os sigilos usados na Arte Notória eram construídos pelos magistas usando símbolos e elementos pertinentes àquela área do conhecimento. Por exemplo, o sigilo referente à gramática incluía os nomes de diferentes aspectos do discurso (morfologia, sintaxe, vocabulário, etc). Já o sigilo utilizado para aprender geometria contava com desenhos de linhas, triângulos, quadrados, pentagramas, estrelas de seis pontas e círculos.

As práticas Salomônicas, assim como as chinesas, consideravam que os portais de comunicação entre o mundo físico e o espiritual se abriam em lugares e horários específicos, por isso as direções cardeais e as horas planetárias sempre foram de vital importância na realização de qualquer intento magicko por estes sistemas.

Na Steganografia

Reconhecido como um livro de magia angelical e criptografia, este livro de Esteganografia foi escrito por volta de 1499 pelo monge beneditino Johannes Trithemius, e utilizado por Agrippa, John Dee e Austin Spare em seus trabalhos. A ideia geral do livro era a de codificar mensagens por meio de sigilos, e então enviá-las para pessoas distantes, por meio espiritual. As mensagens poderiam também ser enviadas a espíritos angelicais, que então iriam realizar os desejos ali descritos, funcionando por si só como um método de magia simpática (sistema magicko baseado na atração do que é desejado).

Na Steganographia, são descritos métodos de sigilização que permitem a representação pictórica de desejos e intenções. As mensagens, antes escritas em Inglês, Latim, Hebraico ou Enoquiano, poderiam ser descritas de forma mais exata e desambígua desta forma sigilizada, o que facilitaria sua transmissão e realização. O trabalho mental envolvido na elaboração do sigilo faria parte, segundo Trithemius, da prática mágica, e potencializaria seu efeito. Após o desenvolvimento do sigilo, este era enviado à entidade desejada, o que deveria ser feito na hora correta e voltando-se para a direção cardeal adequada.

Por Austin Osman Spare

Austin Osman Spare criou, por volta de 1910, técnicas de desenho e escrita automáticos, além de métodos de sigilização e um culto voltado à libertação do “verdadeiro eu” dos magistas, chamado Zos Kia. Em seu Livro do Prazer (Livro do Êxtase ou do Auto-Amor), Spare descreve como os sentimentos inconscientes podem estar ligados ao funcionamento da realidade externa, e como podem interferir na mesma, apresentando glifos para sua representação e práticas mágicas que incluem seu uso.

Nas descrições de sua prática com sigilos, Spare deixa claro que o envio de mensagens para serem atendidas por instâncias espirituais deve ocorrer de forma criptografada, uma vez que a linguagem humana não é suficiente para esta atividade. Além disso, Spare não utilizava horários, direções cardeais ou nomes de entidades, pois considerava que a realização dos intentos codificados nos sigilos ocorria por uma ou mais forças espirituais em consonância com o inconsciente do próprio magista.

Portanto, no momento da conjuração seriam selecionadas as energias corretas para levar a cabo cada objetivo, que então direcionariam o fluxo energético através do Éter. Este pensamento foi um dos que levou ao surgimento de novas vertentes de magia, baseadas em aspectos psicológicos e operadas pelo inconsciente do próprio magista. Isto aproximou ainda mais a magia da psicologia, e permitiu o uso magicko de ferramentas da psicanálise em conjunto com reinterpretações das evocações e invocações tradicionais.

Por Peter J.Carroll

Carroll apresenta três exemplos de métodos para a construção de sigilos. O primeiro método é baseado nas letras do alfabeto: escreve-se uma frase, eliminam-se as letras repetidas (e/ou as vogais), e combinam-se as letras restantes na forma de um desenho. O segundo método é pictórico: desenha-se a intenção desejada e simplifica-se o desenho em etapas, até a obtenção de um símbolo que não represente, à primeira vista, o que foi desenhado inicialmente. O terceiro método é mântrico: a partir da frase que codifica a intenção, eliminam-se algumas letras e cria-se um mantra que não descreva, em linguagem falada atual, o objetivo inicial.

  • Primeira prática de sigilos com base na escrita rabiscada – método pessoal (Victor Vieira)

A mente como ferramenta; dos princípios herméticos aos fundamentos da magia do caos.

Aqui faço junções entre os princípios herméticos e os conceitos do Liber Null que definem os passos para a libertação, na intenção de levar os oficineiros ao entendimento de que todos os símbolos estão à sua disposição para a construção não apenas de seus sigilos, mas também de entender que a sacralidade do símbolo mora na capacidade de ser manipulado e direcionado onde o operador o bem quiser.

  • As Sete Leis Herméticas (comentários com base n’O Caibalion adaptados a uma linguagem “não magistica” para tornar mais acessível e menos mística)

1 – O Princípio do MENTALISMO:  “O todo é Mente; o universo é mental.”

A primeira e mais importante lei hermética fala basicamente sobre o poder da mente. O universo em que vivemos e tudo o que cremos ser realidade é de natureza mental: a natureza, nossas ações, nossos corpos e todo o resto. Nós somos o que pensamos. Se pensamos coisas boas, coisas boas virão; se pensamos coisas ruins, elas ficarão mais próximas de nós em uma estrutura de forma-pensamento. O universo é um campo de energia mental em dimensões particulares.

2 – O Princípio da CORRESPONDÊNCIA: “O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora.”

Na segunda lei hermética, compreendemos que para tudo existe uma correspondência no universo, seja no microcosmo ou no macrocosmo. Usando a Bíblia como exemplo, este princípio está refletido na analogia de quando “Deus cria os homens à sua imagem e semelhança”. Sendo assim, para compreendermos tudo aquilo que nos cerca, temos que olhar para a sua correspondência e seu padrão em outros lugares.

3 – O Princípio da VIBRAÇÃO: “Nada está parado, tudo se move, tudo vibra.”

A terceira lei hermética é amplamente aceita pela ciência moderna e trata do movimento inerente ao universo. Tudo se move, pois tudo vibra. Tudo é composto de átomos em constante vibração. O movimento é o que leva a mudanças e as vibrações ocorrem em diferentes graus. Por meio das vibrações, podemos estar mais próximos do caos ou da harmonia, e isso pode ser controlado. Nas frequências mais altas estão aquilo que não é visto; nas frequências mais baixas estão as vibrações da matéria.

4 – O Princípio da POLARIDADE: “Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliáveis.”

Na quarta lei hermética, entendemos que vivemos em um mundo polarizado. Tudo tem uma dualidade: o quente e o frio, o claro e o escuro, esquerda e direita, bem e mal… Quando associamos o princípio da polaridade com o da vibração, porém, compreendemos que as dualidades são duas faces da mesma moeda – em graus diferentes. O escuro não é nada além da luz ausente; a saúde é ausência de doença. A dualidade é, também, a unidade.

5 – O Princípio do RITMO: “Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação.”

Na quinta lei hermética, entendemos que vivemos em uma dinâmica de ciclos. Tudo o que vai, volta, e vivemos em uma vibração eterna de atração e repulsão, de inspiração e expiração. Assim como podemos estar por cima, certamente voltaremos para baixo, e isso vale tanto para movimentos físicos como o dos astros, frequências mentais e padrões de relacionamento. Por meio da Neutralização, é possível conquistar maior estabilidade dos ritmos.

6 – O Princípio de CAUSA E EFEITO: “Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas nada escapa à Lei.”

Na sexta lei hermética, compreendemos que as coincidências nada mais são do que acontecimentos nos quais as causas ainda não foram esclarecidas. Toda ação tem uma reação e nada é por acaso. Ao dominar os princípios desta lei, é possível ser o agente causador e não apenas sentir os efeitos, de modo que possamos propagar o bem. Quando tal mecanismo é dominado, nos tornamos mestres de nós mesmos.

7 – O Princípio de GÊNERO: “O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero manifesta-se em todos os planos da criação.”

No último princípio hermético, entendemos que o gênero não está apenas naquilo que se reproduz fisicamente, mas também está em planos mentais, naturais e espirituais. Toda criação deriva de uma força masculina e feminina. Tudo o que existe pode ter gênero: seres humanos, planetas, árvores. Sabendo e internalizando este fato, podemos viver em maior plenitude.

  • Libertação (trechos do Liber Null – Liber LUX)

Sacrilégio: Destruindo o Sagrado

“Liberta-se energia quando um indivíduo rompe com regras de condicionamento por meio de alguns atos gloriosos de desobediência e blasfemia(…)”

Heresia: Definições Alternativas

“Ao buscar ideias que pareçam bizarras, malucas, extremas, arbitrárias, contraditórias, e sem sentido, você descobrirá que as ideias que anteriormente lhe pareciam razoáveis, sensatas e humanitárias são, na realidade bizarras, malucas, etc., da mesma forma(…)Em discussões sempre discorde, especialmente se seu oponente começar a expressar suas próprias opiniões.”

Iconoclastia: Quebrando Imagens

“(…)Remexendo as roupas de baixo sujas da sociedade, descobrimos seus verdadeiros habitos.(…)”

Bioesteticismo: O Corpo

“(…)Transcendência, o impulso de se tornar um com algo maior, pode ser satisfeita de diversas formas, através do amor, trabalhos humanitários ou nas buscas artísticas, científicas e mágicas pela verdade.(…)”

Anatematização: Autodestruição

“(…)Portanto, reflita sobre a natureza transitória e contingente de todas as coisas. Examine tudo em que você acredita, todas as preferências e todas as opiniões, e corte-os fora.(…)”


O que é gnose para o xamanismo que nunca morreu, e seus vários estados alterados de consciência.

  • Estado alterado de consciência;

    Condição de pensamento não ordenado em que se põe a consciência superficial em desordem o suficiente para que o trabalho magicko seja acessado pelo subconsciente.

  • Debate sobre o que é gnose;

Métodos para gnose, indo além da famigerada masturbação.

  • Excitação sexual
  • Exaustão
  • Transe musical
  • Transe por movimento repetitivo
  • Uso de psicotrópicos (Quimiognose)

Escolhendo o melhor banimento para seu trabalho magicko, dentro da flexibilização de paradigmas.

O que é o banimento e como escolher e se apropriar do banimento para o trabalho magicko.

Não pense sobre banir, bana! Não é sobre a ferramenta mais elaborada, é sobre compreender que o banimento é um ato de separar as coisas, definir espaços geográficos e a propriedade das coisas que se manipulam, incluindo a propriedade do operador sobre ele mesmo, determinando autonomia e poder absoluto no momento da prática.


Ferramentas de construção estrutural, kameas (quadrados magickos), mantras, anagramas, desenho automático e transposição imagética.

ATIVIDADE PRÁTICA DE TRAÇAR CODIFICAR SIGILOS, ATIVÁ-LOS E CARREGÁ-LOS

  • Método dos Kameas

Um quadrado magicko (kamea em hebraico) consiste em uma série de números dispostos em um quadrado para que a soma de qualquer linha seja igual a um de qualquer coluna. Para a maioria dos quadrados magickos, a soma de qualquer uma das diagonais também equivale à soma de uma linha ou coluna. Os quadrados magickos foram estimados por suas propriedades magickas e matemáticas há milhares de anos na China, na Índia e no Oriente Médio.

Saturno 3×3
4-9-2
3-5-7
8-1-6
=15

Jupiter 4×4
4-14-15-1
9-7-6-12
5-11-10-8
16-2-3-13
=34

Marte 5×5
11-24-7-20-3
4-12-25-8-16
17-5-13-21-9
10-18-1-14-22
23-6-19-2-15
=65

Sol 6×6
6-32-3-34-35-1
7-11-27-28-8-30
19-14-16-15-23-24
18-20-22-21-17-13
25-29-10-9-26-12
36-5-33-4-2-31
=111

Vênus 7×7
22-47-16-41-10-35-4
5-23-48-17-42-11-29
30-6-24-49-18-36-12
13-31-7-25-43-19-37
38-14-32-1-26-44-20
21-39-8-33-2-27-45
46-15-40-9-34-3-28
=175

Mercúrio 8×8
8-58-59-5-4-62-63-1
49-15-14-52-53-11-10-56
41-23-22-44-45-19-18-48
32-34-35-29-28-38-39-25
40-26-27-37-36-30-31-33
17-47-46-20-21-43-42-24
9-55-54-12-13-51-50-16
64-2-3-61-60-6-7-57
=260

Lua 9×9
37-78-29-70-21-62-13-54-5
6-38-79-30-71-22-63-14-46
47-7-39-80-31-72-23-55-15
16-48-8-40-81-32-64-24-56
57-17-49-9-41-73-33-65-25
26-58-18-50-1-42-74-34-66
67-27-59-10-51-2-43-75-35
36-68-19-60-11-52-3-44-76
77-28-69-20-61-12-53-4-45
=369

Para saber mais, recomendo meu conteúdo sobre quadrados magickos planetários
https://ocaosdesempre.wordpress.com/2017/06/23/quadrados-magickos-sigilos-e-o-quadrado-magicko-de-eris/

  • Método da Roda da bruxa

    Witch's Sigil Wheel

  • Método Pictográfico

    Para criar um sigilo usando o método pictórico/pictográfico, você desenha uma imagem aproximada do que deseja e minimiza os elementos da imagem até chegar a um símbolo simples.


Ânsia de resultado e suas consequências; o equívoco do esquecimento do sigilo que não devemos esquecer.

A crença do ato magicko ser algo não natural e em conformidade com o ecossistema e plano de manifestação que se busca tem o poder de foder com tudo por não trazer a verdade da essencia que brota de dentro do operador que sabe que não há motivos para algo não acontecer. Não se questiona a eficácia de um ato magicko assim como não se questiona a queda de uma folha de arvore no outono, porque ambos estão em conformidade com o movimento da vida no planeta, é apenas “mais do mesmo” na vida da vida. 

  • MOMENTO PARA DEBATE

Implementação dos sigilos no cotidiano; colocando seu sigilo no currículo para aquele job funcionar ou na propaganda do seu negócio (hipersigilos).

  • DEBATE E PRÁTICA!

AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar à Mia Bueno, minha namorada, parceira e produtora, sem ela nada disso teria sido feito, ela botou fé em primeiro lugar em mim e no que eu sei, me ajudou a levantar a bunda da cadeira desde minha autoestima até a fazer conteúdos pra esse dia maravilhoso, se preocupou com estrutura, espaço, mensagem, conforto de todos e em me amar rs
Agradeço também aos oficineiros, que compareceram de diversas distancias reais para chegar ao local, todos sabem que o Rio de Janeiro é complicado de transporte pra quem não mora no “Pequeno Centro” e Zona Sul, e tinha gente às 6h da manhã já na rua pra não se atrasar, gente que veio da região oceânica de Niterói e gente da Baixada Fluminense. Foram 7h de oficina com praticas, diálogos e muita troca e todos permaneceram ATÉ O FIM, e alguns um pouco mais.
Agradeço aos amigos magistas do meu círculo mais próximo, Gabriel “Royal” Costa, do Xaoz e Vinicius Rosa do CALEN, que compareceram, trocaram conosco, dividiram de suas experiencias e fizeram mais encantadora a tarde do que imaginávamos.


SE VOCÊ AI TA INTERESSADO(A) EM CONHECER ESSA OFICINA DE PERTO OU GOSTARIA DE ME INDICAR OUTROS TEMAS, ME MANDA UM EMAIL, VAMO LEVAR ESSA OFICINA PRA TUA CIDADE, REUNIR OS AMIGOS E OCUPAR OS ESPAÇOS QUE TAMBÉM SÃO NOSSOS!

ocaosdesempre@gmail.com


Lembrando que faço atendimentos de tarot, tanto presenciais* quando online, via skype/whatsapp/telegram, e faço acompanhamentos mensais.
Faço instruções de magia e criações específicas de sigilos e servidores, entre em contato e fazemos um bom orçamento pra você, vamos conversar (:

ocaosdesempre@gmail.com

*PRESENCIAIS SOMENTE CENTRO DO RIO E ZONA SUL

O Discordianismo & Kabbalah Hermética

Recomendo previamente a leitura do Princípia Discordia para que não fiques como o atual presidente deste quintal mediante qualquer literatura escrita com letras. risos

Tudo indica que desde os idos do cativeiro dos hebreus por Nabucodonosor, esta porra toda se aplica a qualquer coisa, provas disso  hoje são magnificas cabalas feitas com Star Wars, Naruto e todo o material de Kabbalah Hermética feitas por Del Debbio ou qualquer outro vendedor de cachorro quente na feira mais próxima às sextas-feiras.
Chega a ser engraçada toda a liberdade que a Kabbalah nos dá, pois toda essa liberdade se limita ao sistema de 10 (ou 11 rs) sephiroth, 22 caminhos, perceberam? Mas esse não é o problema, até porque se você tiver algum problema com isso não é comigo que deve reclamar rs
Estou aqui pra falar do caminho do meio, o caminho do místico, o caminho em que o discordiano desliza poeticamente como meleca do nariz de um deus que vive fungando.

A partir daqui começarei a falar do movimento de baixo para cima como um processo de “ascenção” na ótica cabalista comum, mas vamos levar em consideração que discordianos não tem a necessidade de nada além de discordar de qualquer coisa, inclusive discordar tanto que concordarão com seja lá o que for.


Em Malkut temos a consciencia sensorial, atravessamos Nephesch e chegamos a Yesod que é o psiquismo astral, subindo mais um pouco atravessamos Parokhet e alcançamos a iluminação em Tipheret. Após esse movimento, chegamos a Daath no abismo do conhecimento e de lá não temos motivo para ja que tão longe, não irmos até Kether para a unidade.
O discordiano por sua vez toma consciencia de si no meio em que habita no inicio de sua jornada, percebendo que nada faz sentido e que é isso que faz tudo ter um sentido próprio, significativo e aleatório, seguindo este caminho ele começa a ter contato com A Deusa e passa a ouvir sua voz e perceber sua face em tudo o que se aproxima no dia a dia, cada arroto, cada site de culinária, cada meme sobre os audios vazados do Moro e cada conversa sincera com ouvidos atentos para os sussurros ensurdecedores da Deusa. O discordiano nesse momento ruma em direção à compreensão da formação do quintoverso (Isso é um texto discordiano feito por um Episkopos, quer ter razão vá para o Kardecismo) com os movimentos de sistole e diástole entre Éris e Anéris de forma mais nítida que ilusório 4K das TVs que te deixam burro. Alcançando a iluminação, obviamente a luz do quarto está acesa e você pode ver tudo o que está espalhado por aí, essa é a hora de utilizamos tudo o que está as vistas e chegar ao conhecimento, que possivelmente é a capacidade de fazer algo de preste com aquilo que se tem, isso é o que nos torna um Verme Dourado da Maçã Dourada e ao contrário do que todo cabalista acredita, um discordiano pode se tornar isso ou qualquer coisa até mesmo durante um tombo descendo do ônibus, portanto cuidado, você pode estar fazendo um miojo e em 5 minutos estar iluminado.

Dentro desta trajetória trago a vocês um compilado de informações* onde estudando o discordianismo junto à cabala, encontrei fnords suficientes para um baita trabalho discordiano que fará cada cabalista pseudo-ortodoxo caoísta enfiar a própria pompa no cu, mas com todo respeito, pois dar o cu é ótimo e eu quero o bem de todos.

*As correlações abaixo vão de Kether à Malkut

Na imagem acima você pode encontrar informações adicionais, como os caminhos e as cartas de tarot relacionadas…

Sephira: Kether (F)
Elemento: Doce
Estação: Caos [Chaos] (01 de janeiro – 14 de março)
Sentido: Paladar
Dia da semana: Docemanhã (Sweetmorn – SM)
Santo: Hung-Mung (Seu dia é 05 de janeiro)

Kether está acima do abismo do conhecimento de Daath (Lembrando que Daath está no meio do 13º caminho, Guímel, representado pelo arcano meio III que é a Imperatriz)


Sephira: Daath (N)
Elemento: Bum [Boom]
Estação: Discórdia [Discord] (15 de março – 26 de maio)
Sentido: Audição
Dia da semana: Horadobum (Boomtime – BT)
Santo: Dr. Van Van Mojo (Seu dia é 20 de março)


Sephira: Tipheret (O)
Elemento: Picante
Estação: Confusão [Confusion] (27 de maio – 20 de setembro)
Sentido: Olfato
Dia da semana: Diapicante (Pungenday – PD)
Santo: Sri Sydasti (Seu dia é 31 de maio)


Sephira: Yesod (R)
Elemento: Espinho
Estação: Burocracia [Burocracy] (08 de setembro – 19 de outubro)
Sentido: Tato
Dia da semana: Espinho-Espinho (Prickle-Pricke – PP)
Santo: Zarathud (Seu dia é 12 de setembro)


Sephira: Malkut (D)
Elemento: Laranja
Estação: Pós-matemática/Consequencias [Aftermath] (20 de outubro – 31 de dezembro)
Sentido: Visão
Dia da semana: Laranja Poente (Setting Orange – SO)
Santo: Velho Malaclypse {Não confundir com Malaclypse, The Younger} (Seu dia é 25 de outubro)


Links para download das fontes abaixo (:

Fontes: Glândula Pineal – Episkopos Híbrido Leão-Serpente da Fraternidade IAO, A Cabala Mística – Dion Fortune,  Principia Discordia – Malaclypse The Younger, A Árvore da Vida (Cabala) – Shimon Halevi


Off-topic: Gente! O que vocês acharam do texto? Gostaria de saber suas opiniões e também saber sobre o que mais vocês se interessam que eu escreva. Fico no aguardo dos comentários hein! E ó… É pra passar pros amigos discordianos e pseudo-discordianos esse texto!
Não se esqueçam de me seguir nas redes sociais, geralmente eu to mais ativo no instagram e sempre to falando alguma besteira no twitter… Pode me mandar DM, respondo sempre (:

DICA #7 – Mago para quem?

Com tanto tempo de estudo e com tanto tempo de convívio com os mais diversos tipos de pessoas por esse matagal invadido chamada de internet, pude notar uma dependência que há nas pessoas de criar vínculos de proximidade física. Todos se dizem limitados no quesito evolução e sempre o argumento é o mesmo, “MAS BLABLABLA EU PRECISO DE PESSOAS PERTO BLABLABLA PARA DESENVOLVER”, sério isso?

Serio? Tipo, sério mesmo?

Gente, vamos voltar no tempo, vamos voltar às salas de experimentos dos alquimistas, ou vamos às cabanas das bruxas que viviam nos pagos da Europa Medieval. Vocês acham que esse povo tinha esse luxo que “postar anuncio” de “procura-se coven” sabendo que a igreja da época tava louca pra atear fogo até na alma das pessoas se pudessem?

Não ponha a culpa do seu bloqueio intelectual ou seja lá qual for seu problema na falta de assessoria próxima de si, assim você nunca será independente, e não sendo independente, pra que praticar magia?

Magia pode ser dita como a manifestação energética da sua própria individualidade e do próprio conhecedor de si, ou ao menos buscador, que a partir do conhecimento pessoal, começa a ter controle absoluto de tudo aquilo que está ao seu redor, ou ao menos toma conhecimento de tudo a sua volta para melhor conviver com o Todo.

Cuidado com essa necessidade excessiva de companhia para a pratica magicka, hoje você começa querendo um presença para te auxiliar, e amanhã você estará insatisfeito caso sua parceira ou parceiro não sejam do mesmo meio que você, ou do mesmo sistema ou do mesmo gosto.

As pessoas são feitas em sua maioria do mesmo material orgânico que as outras, e se não fossemos detentores de nossas singularidades, de nada adiantaria praticar magia, de nada adiantaria nos conhecermos e de nada adiantaria ser ao máximo o que se pode ser de si próprio.

As vezes a pratica magicka é seu único diferencial, então pra que querer todos nisto? Pra ser como todos os outros?

Seja único e seja o melhor nisso, pois aquele que manifesta da melhor forma sua essência, manifesta da melhor forma a excelência do Universo.

Não estou aqui dizendo para se reclusarem e se mudarem para uma caverna, mas aprendam a lidar com a solidão, as vezes essa é a unica forma de ouvir a si mesmo.


Para ficar de olho em mais textos, vá em Arte Abismal e dê uma mãozinha com o polegar em rije na página!

O CAOS COMO FORÇA MOTIVADORA

HAAIAH

Sabemos que no sistema da Kabbalah, existe AIM, a camada sobre a Arvore da Vida que serve como o Caos mantenedor de todo o sistema, quase ou verdadeiramente como o Caos que se equilibre mediante a Ordem. Mas não é disse que estamos falando, o que quero dizer é que existe dentro de meus estudos uma “não sephirot” além de Daath, inclusive, esta “não sephirot” que incluí no sistema combinada à Daath da um resultado que muitos valente buscam.

Antes me sinto no dever de lhe explicar o que é uma sephirot caso não saiba ao certo. Sephirot (também grafado Sephiroth, cujo singular é sephira ou sefira) são as dez emanações de Ain Soph na Kabbalah Segundo a cabala, Ain Soph é um princípio que permanece não manifestado e é incompreensível à inteligência humana. Deste princípio emanam os Sefirot em sucessão. Esta sucessão de emanações forma a Arvore da Vida.

Como também vou abordar bem de leve o sistema Enochiano, vou explicar um pouquinho sobre… Uma breve introdução.
Magia Enochiana ou Enoquiana é um sistema de magia cerimonial desenvolvido por Dr. John Dee e pelo vidente e Sir Edward Kelley no século XVI. Através de um sessão de vidência numa bola de cristal, os dois estabeleceram comunicação com supostos anjos, que lhes passaram um tipo de linguagem nativa dessas entidades.
Dee e Keley alegavam que sua informação era entregue a eles diretamente por um anjo. Então desenvolveram a escrita Enochiana e a tabela de correspondências que vinha com ela. É dito que esses escritos contém os segredos do livro apócrifo de Enoque.Essa “linguagem” (um verdadeiro idioma com regras próprias de gramática) era composta por um alfabeto de 21 letras, 19 invocações e conhecimentos ocultos. Segundo a história, as palavras possuem um poder tão grande ao serem pronunciadas, que foram transmitidas de trás para frente.

Agora vamos falar dos resultados, depois explico ao certo toda sua simbologia acima representada nessa arte que fiz.
Sabemos que toda sephirot tem sua virtude e seu vício de mesma proporção e de igual importância, mas ela por si só não faz com que a ascensão na escalada da Arvore da Vida, elas por sí só apenas são as manifestações da grandiosidade do Universo. Para que haja o progresso e o resultado do avanço nessa jornada, é preciso que algo sirva de “combustível” que ativa os resultados de cada sephirot, combustível esse que chamaremos de HAAIAH (Alef Alef Hei), uma “não sephirot” com a função mais incrível que poderia existir, que seria “chocar o ovo” que é a sephirot até que aconteça o milagre da vida, que em cada sephirot será a manifestação de sua virtude na vida do magista/kabbalista.

Nesse caso, vamos ser mais específicos, vamos tratar direto na união de HAAIAH com TIPHERETH e da união de HAAIAH com DAATH.

Tiphereth é o coração da arvore da vida, podemos dizer com certeza que a vida de um magista muda ao adentrar Tiphereth, o calor do coração do Universo batendo em consonância com o seu é algo inesquecível. O resultado obtido pela união de Haaiah com Tiphereth da o lindo fruto da apresentação e do contato com o SAG, que também podemos dizer que é a descoberta da Verdadeira Vontade (93). E é exatamente o caos como combustível que proporciona esse encontro, porque o Caos faz com que as peças se movam, tanto no microcosmos quanto no macrocosmos para um bem comum, porque tudo o que esta em cima é como o que está em baixo e tudo o que está em baixo é como o que está em cima e tudo coopera para a realização de um milagre maior, justamente esbarrando no equilíbrio do Universo, pois a Ordem é que precede o Caos, e a Sephirot sozinha é a Ordem, pois é a manifestação coordenada da divindade Maior, ou do nosso Eu Superior.

Daath é o abismo, é onde meninos se tornam homens ou onde se tornam alimento de uma Fera, fera essa que chamaremos de Choronzon, ou pior/melhor, EGO, VAIDADE, VÍCIO, aquele capaz de estragar tua encarnação, e aquele que guarda a porta da sala do tesouro trino. Alí o que impulsiona o mago à lutar e reconhecer que aquele é o monstro que precisa ser abandonado e que ele habita no próprio mago que luta, é HAAIAH, que dentro da simbologia Enochiana é o Anjo da Perceverança, e este encontro entre magista e Choronzon é que está a dupla possibilidade de colheita, a queda ou a elevação, graças ao item combustor chamado HAAIAH.

Dentro do sistema da Kabbalah que estou lhes apresentando, eu ponho HAAIAH, a “não sephirot” acima de Kether, observando tudo do alto e aguando a chegada do mago/kabbalista em cada sephirot para realizar sua função motivadora de obtenção de resultados de acordo com o desempenho de cada um.
HAAIAH é um dos Anjos Guardiões da falange de TSADKIEL
É, o principe das Dominações, faz parte das falanges de inspiração e profecias, ALEF (1 – א) ALEF (1 – א) HEI (5 – ה) tem o somatório 7 (Zayin – ז) numero divino, místico, profético e espiritual. Usei o simbolo astrológico de Éris (Tanto a Deusa quanto o planeta anão)/Discórdia como signo para a “não sephirot” que representa o Caos, que está ligado diretamente à essa bela Deusa, e acima dos simbolos astrológicos de Tiphereth e Daath estão os simbolos que representam os resultados, o Hexagrama Unicursal representa a Verdadeira Vontade e os Triangulos próximos representam Choronzon.

 

Referências utilizadas no texto acima: Liber 777 – Aleister Crowley, Material exclusivo do curso de Kabbalah Hermética – Marcelo Del Debbio (Plataforma EADeptus), Gnostic TeachingsIn the Beginning: A Short History of the Hebrew Language – Joel M. Hoffman, History of the Hebrew Language – David Steinberg, A Cabala Mística – Dion Fortune, Magia Enochiana Para Iniciantes – Donald Tyson, A True and Faithful Relation of What Passed for Many Years Between Dr. John Dee and Some Spirits – John Dee, The Illusion of the Abyss – Benjamin Rowe, A Golden Dawn – Israel Regardie