DEUS ÚNICO? JURA?

monoteismo1

Deixa eu te explicar (Juro que vou ser bem didático, ta?), você ai cristão, que curte falar que curte um deus (o “D” maiúsculo é problema seu, não meu) só e blablablá…

Entenda que o politeísmo em 90% de sua prática, independente da religião, apresenta seus “deuses” ou “entidades”, como face de uma energia superior, um exemplo:

Hares pode significar o rigor de deus, Afrodite o amor de deus, Loki pode ser o sentimento de indignação que causa a transformação necessária da zona de conforto em atitude feroz…

Agora o eu vai explicar pra vocês as faces do deus de vocês (Ta vendo só, precisou vir um caoísta/thelemita/satanista/fã de bodes vir aqui explicar uma coisa que vocês nunca pararam pra pensar, só pararam pra julgar), o Jeovázão/Jeová/Yehovah/Yod He Vav He/Tetragrammaton/Javé/YHWH (E ó, não vai ter invenção nenhuma não, é tudo com base bíblica, ta? Então tá, beijos):

EL, ELOAH: Deus “poderoso, forte, proeminente” (Gênesis 7:1, Isaías 9:6) – etimologicamente, El parece significar “poder”, como em “Tenho o poder para prejudicá-los” (Gênesis 31:29). El é associado com outras qualidades, tais como integridade (Números 23:19), zelo (Deuteronômio 5:9) e compaixão (Neemias 9:31), mas a raiz original de ‘poder’ continua.

ELOHIM: Deus “Criador, Poderoso e Forte” (Gênesis 17:7; Jeremias 31:33) – a forma plural de Eloah, a qual acomoda a doutrina da Trindade. Da primeira frase da Bíblia, a natureza superlativa do poder de Deus é evidente quando Deus (Elohim) fala para que o mundo exista (Gênesis 1:1).

EL SHADDAI: “Deus Todo-Poderoso”, “O Poderoso de Jacó” (Gênesis 49:24; Salmo 132:2,5) – fala do poder supremo de Deus sobre todos.

ADONAI: “Senhor” (Gênesis 15:2; Juízes 6:15) – usado no lugar de YHWH, o qual os judeus achavam ser sagrado demais para ser pronunciado por homens pecadores. No Antigo Testamento, YHWH é mais utilizado em tratamentos de Deus com o Seu povo, enquanto que Adonai é mais utilizado quando Ele lida com os gentios.

YHWH / YAHWEH / JEOVÁ: “SENHOR” (Deuteronômio 6:4, Daniel 9:14) – a rigor, o único nome próprio para Deus. Traduzido nas bíblias em português como “SENHOR” (com letras maiúsculas) para distingui-lo de Adonai, “Senhor”. A revelação do nome é primeiramente dada a Moisés “Eu sou quem eu sou” (Êxodo 3:14). Este nome especifica um imediatismo, uma presença. Yahweh está presente, acessível, perto dos que o invocam por livramento (Salmo 107:13), perdão (Salmo 25:11) e orientação (Salmo 31:3).

JEOVÁ-JIRÉ: “O Senhor proverá” (Gênesis 22:14) – o nome utilizado por Abraão quando Deus proveu o carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque.

JEOVÁ-RAFA: “O Senhor que sara” (Êxodo 15:26) – “Eu sou o Senhor que te sara”, tanto em corpo e alma. No corpo, através da preservação e da cura de doenças, e na alma, pelo perdão de iniquidades.

JEOVÁ-NISSI: “O Senhor é minha bandeira” (Êxodo 17:15), onde por bandeira entende-se um lugar de reunião antes de uma batalha. Esse nome comemora a vitória sobre os amalequitas no deserto em Êxodo 17.

JEOVÁ-MAKADESH: “O Senhor que santifica, torna santo” (Levítico 20:8, Ezequiel 37:28) – Deus deixa claro que apenas Ele, e não a lei, pode purificar o Seu povo e fazê-los santos.

JEOVÁ-SHALOM: “O Senhor nossa paz” (Juízes 6:24) – o nome dado por Gideão ao altar que ele construiu após o Anjo do Senhor ter-lhe assegurado de que não morreria como achava que morreria depois de vê-lO.

JEOVÁ-ELOIM: “Senhor Deus” (Gênesis 2:4, Salmo 59:5) – uma combinação do singular nome YHWH e o nome genérico “Senhor”, significando que Ele é o Senhor dos senhores.

JEOVÁ-TSIDIKENU: “O Senhor nossa justiça” (Jeremias 33:16) – Tal como acontece com Jeová-Makadesh, só Deus proporciona a justiça para o homem, em última instância, na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, o qual tornou-se pecado por nós “para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).

JEOVÁ-ROHI: “O Senhor nosso Pastor” (Salmo 23:1) – Depois de Davi ponderar sobre seu relacionamento como um pastor de ovelhas, ele percebeu que era exatamente a mesma relação de Deus com ele, e assim declara: “Yahweh-Rohi é o meu Pastor. Nada me faltará” (Salmo 23:1).

JEOVÁ-SHAMMAH: “O Senhor está ali” (Ezequiel 48:35) – o nome atribuído a Jerusalém e ao templo lá, indicando que outrora partida glória do Senhor (Ezequiel 8-11) havia retornado (Ezequiel 44:1-4).

JEOVÁ-SABAOTH: “O Senhor dos Exércitos” (Isaías 1:24, Salmos 46:7) – Exércitos significa “hordas”, tanto dos anjos quanto dos homens. Ele é o Senhor dos exércitos dos céus e dos habitantes da terra, dos judeus e gentios, dos ricos e pobres, mestres e escravos. O nome expressa a majestade, poder e autoridade de Deus e mostra que Ele é capaz de realizar o que determina a fazer.

EL ELIOM: “Altíssimo” (Deuteronômio 26:19) – derivado da raiz hebraica para “subir” ou “ascender”, então a implicação refere-se a algo que é muito alto. El Elyon denota a exaltação e fala de um direito absoluto ao senhorio.

EL ROI: “Deus que vê” (Gênesis 16:13) – o nome atribuído a Deus por Agar, sozinha e desesperada no deserto depois de ter sido expulsa por Sara (Gênesis 16:1-14). Quando Agar encontrou o Anjo do Senhor, ela percebeu que tinha visto o próprio Deus numa teofania. Ela também percebeu que El Roi a viu em sua angústia e testemunhou ser um Deus que vive e vê tudo.

EL-OLAM: “Deus eterno” (Salmo 90:1-3) – A natureza de Deus não tem princípio, fim e nem quaisquer limitações de tempo. Deus contém dentro de Si mesmo a causa do próprio tempo. “De eternidade a eternidade, tu és Deus.”

EL-GIBOR: “Deus Poderoso” (Isaías 9:6) – o nome que descreve o Messias, Jesus Cristo, nesta porção profética de Isaías. Como um guerreiro forte e poderoso, o Messias, o Deus Forte, vai realizar a destruição dos inimigos de Deus e governar com cetro de ferro (Apocalipse 19:15).

Quando você escolhe uma dessas faces, você simplesmente está focando em um segmento de alcance do poder dessa força superior, assim como a maioria de nós politeístas fazemos quando abordamos um “deus” específico… Estamos assim como vocês dando um arquétipo à manifestação…

Melhor ainda, vamos para um exemplo simples, vamos pensar em deus como um corpo, e os “deuses” ou “santos” ou “nomes de deus” como os órgãos que constituem esse corpo, quando você quer respirar você utiliza os pulmões, quando você quer bombear o sangue você usa o coração, e assim é com os deuses ou com os nomes de deus que você utiliza, vocês simplesmente esta usando uma parte dessa força para atingir um objetivo específico.

Entenda que você estão longe de ser monoteístas por adorar à essas manifestações d’ele. Tudo é parte manifesta e específica de uma força incompreensível, ilimitável e impensável pela mente humana que é tão limitada. Entenda que quando pensamos em deus, precisamos utilizar o conteúdo que temos em nossa mente para poder significa-lo. Nossa mente é limitada, até mesmo limitar essa força ao termo “deus” é realmente limitar, e se você consegue limita-la então não está pensando em deus, porque essa força é o todo, e nossa mente não consegue pensar num todo, pois até o todo que pensamos é limitado.

VOCÊ PODE ATÉ DIZER QUE É MONOTEÍSTA, AFINAL “FAZE O QUE TU QUERES HÁ DE SER O TODO DA LEI” E “NADA É VERDADEIRO, TUDO É PERMITIDO”, PORÉÉÉÉÉÉÉM, EU E VOCÊ SABEMOS LÁ NO FUNDINHO QUE ISSO NÃO É MONOTEÍSMO, KE-RI-DX

Fonte: Bíblia Interlinear – Enih Gil’ead (Hebraico-Português), Material de estudos do curso de Kabbalah Hermética – Marcelo Del Debbio – EADeptus, Sêfer Yetzirá – O Livro da Criação

De olhos fechados olhamos para nós mesmos

O universo de deus Quando fechamos os olhos em oração, prece, reza ou meditação, fechamos os olhos não apenas para facilitar a concentração, mas sim para olharmos para dentro de nós mesmos. Muitas das culturas antigas acreditam que deus habita em nós ou que somos deuses e até mesmo o ateísmo acredita na força pessoal do ser humano tratando-se de capacidade. Tomando como princípio minha crença pessoal de que somos todos fagulhas cósmicas da explosão do Universo e, tratando o Universo como força superior a todas as outras, podemos acreditar que, se a força do Universo é superior a todas as outras e nós somos fragmentos desse Universo, somos portanto, esse Universo cuja força é superior e, isso significa que nossa força é superior a todas as outras.

Supondo ser deus uma entidade dotada de consciência, essa consciência se manifesta e, quando nós apuramos nossos sentidos, códigos morais e consciência íntima de EU, desenvolve-se uma capacidade latente de que, o nosso querer se torna o querer dessa consciência supranatural que chamamos de deus
(Contribuição de Cassius Thalles Costa Mendes)

Acreditar no potencial de si mesmo é não só o segredo de tudo, mas é parte do “tornar-se tudo”, pois o Universo é tudo e, tornando-se tudo, tornamo-nos deuses, nos tornando deuses daremos passos a frente na evolução não apenas social, mas também espiritual, abandonando o papel de personagens de uma história escrita por um escritor malévolo e incoerente e, tomando posse do direito de escrever nossa própria história onde seremos não só a vela do barco, mas também o vento que nos impulsiona.

Seja seu deus e, acredite no potencial de si! Não estou dizendo para abandonar suas crenças, mas entendam que vocês são parte da divindade da qual adoram. Quando fecharem os olhos em oração entendam que, o consciente é o que fala, mas o que ouve na verdade é o subconsciente, é o pedaço de deus que habita em cada um e, é o que lhes dá a autoridade de se assumirem como deuses que verdadeiramente são. Na bíblia encontramos palavras dizendo que “o espírito santo de deus habita em nós“, as culturas nepalesas e indianas nas religiões hindus, sikhs, jainistas e budistas utilizam a expressão “Namastê” (Em sânscrito: नमस्ते, [nʌmʌsˈte]) que significa “O deus que habita no meu coração, saúda o deus que habita no seu coração. Mais radiante do que o Sol. Mais puro que a neve. Mais sutil que o éter. Esse é o Ser, o Espírito dentro do coração de cada um de nós. Esse ser sou eu, esse ser é você. Somos todos nós, Está em você, está em tudo.” e ainda podemos levar em consideração os termos muito utilizados não só na magia como na alquimia, chamados “Macrocosmo” e “Microcosmo”, onde o Macrocosmo é a grandiosidade do Universo externo e “superior” a nós e o Microcosmo é a grandiosidade do Universo interno, que habita em nós se assim posso dizer e que se inter-relacionam/comunicam. Ainda podemos levar em consideração o que dizia o pátio do pronaos do Oráculo de Delfos, com a seguinte escrita “Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo.” que nos leva a pensar diretamente no sentido da transcendência pessoal.  Com todos esses exemplos e com meus estudos, há algum tempo tenho percebido mais e mais do quanto nos enganamos necessitando de uma forma superior, externa e incontrolável para guiar nosso mundo e não apenas nos guiar para as escolhas certas como para fugir da responsabilidade das escolhas equivocadas… Somos não só o Criador, como o próprio Demiurgo.

“Quando fechamos os olhos para falar com deus, nos tornamos deus meditando dentro de si”

Referências utilizadas no texto acima: Bíblia (Ro 8.9-10 / 1 Co 3.16 / 1 Co 6.19),  Sanskrit English Disctionary (University of Koeln, Germany), Merriam-Webster, A Dictionary of Gnosticism (Andrew Phillip Smith, publicado pela Quest Book em 17/11/2009), Pausanias (Description of Greece)