Polarização da Magia do Caos

Com base em muitas discussões que acompanhei pela internet sobre a utilização da magia do caos obrigatoriamente direcionada tanto para a esquerda como para a direita (trazendo inclusive a relação esquisita da AltRight nos estados unidos com o assunto) resolvi trazer pra vocês um vídeo que lancei no meu canal pondo na discurso alguns autores já conhecidos da Magia do Caos
Nesse vídeo eu trago um ponto de vista que expõe a magia do caos como uma ferramenta neutra que não pode ser definida só pela vontade do operador, já que a magia do caos é algo que não depende do magista para ser o que é, seu efeito sim, mas o que ela é não rs

Comentários sobre Khaos Magick & Urban Shamanism [Texto da DKMU] | Download do texto traduzido PT-BR

Khaos Magick & Xamanismo Urbano

Essa é uma sequencia de comentários que anotei enquanto estudava esse pequeno material de 18 páginas encontrado no portal da DKMU e disponível em inglês no formato pdf, foi escrito como um compilado de textos do Frater Sheosyrath (-∞°, 5°) com contribuições do Frater Alysyrose (-11 °, 5 °) e seu nome é Khaos Magick & Urban Shamanism (Khaos Magick & Xamanismo Urbano).

Mas antes de começarmos à falar sobre o material, preciso apresentar à vocês esse esplêndido grupo de magistas, e a melhor definição que encontrei sobre eles foi disposto pelo KiaMagic, segue texto à seguir (Tradução livre feita por mim):

“A DKMU consiste em dois títulos em um, respectivamente. A DKMU é mais conhecida por representar a união dos dois grupos ocultos, Domus Kaotica & Marauder Underground. A DKMU é um grupo autodenominado composto por membros de várias escolas de pensamento, com conhecimentos ocultos, psicodélicos, artísticos, revolucionários, científicos, ativistas e filosóficos.
O logotipo original consiste em um crânio humano sorridente com asas de cada lado, contendo Nada (zero = 0) no olho esquerdo, e Tudo (infinito = ∞) à direita. Uma cobra é vista saindo do interior do crânio ou da área do cérebro. Este simbolismo no todo poderia assumir uma variedade de significados. Os dois ícones DK & MU geralmente são vistos em conjunto com o crânio, Ellis (The Linking Sigil) à esquerda e o Atomosphere (Nada infinito da estrela do caos e Todo finito [o átomo]) à direita (Imagem à seguir).

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“A DKMU é uma coletiva autônoma internacional, mas mais apropriadamente, uma união de artistas (filósofo, criador, mago, etc.) com raízes em estudo oculto. O tipo de movimento criativo que a DKMU pratica na escrita, música e artes visuais é aquele que sem dúvida tem raízes no dadaísmo, e utiliza o absurdo, a bagunça e a complexidade, o minimalismo, a aleatoriedade, a erudição (inteligência) e o inculto (loucura) , humor discordiano, ou simplesmente a antítese do esperado dado as circunstâncias da criação (como em, se alguém esperasse desordem, o resultado seria a ordem para o efeito de quebrar a expectativa. Da mesma forma, se esta “regra” de oposição puder ser antecipada, também seria quebrada – o resultado final é uma mudança criativa contínua por parte do artista e seu trabalho.), e também faz uso freqüente do iconoclasmo em todas as formas, embora nem todos os membros adiram a essas filosofias e são conhecidos por seguir suas próprias musas. Em termos de estudo e prática de magia, esse estilo de pensamento abstrato também é usado. Para o membro da DKMU, a própria psique é tratada como uma obra de arte em andamento, e as realidades estranhas são muitas vezes procuradas e consideradas superiores às mundanas (concedendo que sejam benéficas de alguma forma), simplesmente porque elas são mais interessantes para viver “. modo intenso de existência “.

Comentários sobre Khaos Magick & Urban Shamanism:

  • O Dom da Consciência > Sessão I (Subsessão I-A e I-B) > Sessão II (Subsessão II-A e II-B)

A primeira parte do livro é escrita pelo Frater Sheosyrath (-∞°, 5°) e é chamado de “Dom da Consciência” , e é bom deixar claro que daqui por diante ele deixa muitos “rastros” no estudo dele, utilizando palavras que no levam à um conhecimento mais objetivo para a pratica que é proposta neste mesmo material.

Frater Sheosyrath começa nos introduzindo no ambiente ao qual serão operados procedimentos, dividindo este momento em 2, a Sessão I e II. 

Na Sessão I, subsessão A, é dito que o Cosmos é infinito e múltiplo, que todo verso do Cosmos é unido por uma Consciência Consciente e Universal, e aqui fico me perguntando se ele se refere à exatamente cada verso, dizendo que cada verso possui uma Consciência Consciente Universal dotada de energia ou se ele se refere à uma unica Consciência Consciente Universal dotada da energia que une todos os versos, visto que ele fala de Multi-verso mas quando se refere à essa Consciência, ele utiliza o elemento prefixal UNI.
Também é dito para tocar no circuito subconsciente para iniciar a comunicação com a Consciência Consciente Universal, o que me parece um convite para acessar o Quinto Circuito de Consciência, o Circuito Neurossomático/Hedônico retratado pelo Timothy Leary e muito bem desenvolvido no livro Prometheus Rising do escritor Robert Anton Wilson.

Na subsessão B, Frater Sheosyrath explica um pouco sobre os véus de existência contidos no sistema da Kabbalah, mas na hora de atribuir definições, se atém apenas à Ain Soph, o véu que há entre Ain e Ain Soph Aur. Me voltei para o inicio novamente e fiquei pensando se quando ele fala sobre os véus e expressão do Cosmos se na verdade o autor se refere à aquelas imagens tridimensionais em que uma Kabbalah se une há outra.

Não exatamente como na imagem, mas essa imagem é um ótimo pseudo-exemplo, por favor, não escrevo para PhD’s mas escrevo para pessoas com boa capacidade interpretativa, né? rs

Na Sessão II o Frater Sheosyrath fala sobre a subconsciência, que quando evoluída, alcança-se um estado de consciência microcósmica que se linka (de link) à Consciência Consciente Universal, sendo a mente do operador uma reflexo oposto e equivalente da Consciência Consciente Universal.
O autor diz que a evolução da consciência humana deve ser encorajada para que através de um conjunto de níveis microcósmicos (no caso de cada ser humano), a consciência macrocósmica seja também evoluída.

  • Contemple a Raiz > Auto-Destruição e Re-Criação

O autor começa nos explicando a qual emanação do Khaos estamos nos referindo, ele traz a palavra Khaos, como algo proveniente dos gregos, algo amorfo e de onde todas as emanações surgiram, referindo-se inclusive como “agua primordial”, o que me fez lembrar de Tianmat, a soberana consorte de Apsu na mitologia Babilônica (Recomendo a leitura do livro Enuma Elish que narra a criação de “tudo” pelo prisma babilônico) e não posso também deixar de dizer que também lembra muito a forma como é vista o Ginnungagap dentro de uma capacidade tão abstrata e explosiva que é tanto -∝ = 0 = ∝ (nem tudo aqui é “de graça” rs) se bem me entendem.
É interessante se atentar que Frater Sheosyrath usa o termo “Ovo Preto” para falar sobre o Khaos, quando o “Ovo Preto” é o Tattva que representa dos cinco elementos o Akasha, cuja citação abaixo deixada por Franz Bardon ilustra bem seu potencial (Mas na minha opinião faltam adjetivos e atribuições à essa força):

“Na descrição dos elementos, eu mencionei que estes surgiram a partir do princípio etérico. Por causa disso ele é o mais elevado de todos, o mais poderoso a inimaginável; ele é a origem, o fundamento de todas as coisas a de toda a criação. Em resumo, ele é a esfera primordial. É por isso que o Akasha é isento de espaço e de tempo. Ele é o não criado, o incompreensível, o indefinível. As religiões chamam-no de Deus. Ele é a quinta força, a força primordial; ele é aquilo que contém tudo o que foi criado a que mantém tudo em
equilíbrio. É a origem e a pureza de todos os pensamentos e idéias, é o mundo das coisas primordiais no qual se mantém tudo o que foi criado, desde as esferas mais elevadas até as mais baixas. É a quintessência dos alquimistas. É tudo em todas as coisas.”
Franz Bardon – Magia Prática: O Caminho do Adepto

A próxima parte, Frater Sheosyrath começa dizendo:

Quando você nasce, você é criado por sua percepção das pessoas ao seu redor.
Uma criança não tem sentido de si mesma, nem consciência de ser. Outros criam você.
O ambiente, as pessoas ao seu redor, o que as pessoas pensam de você, essas coisas
alimentam seu cérebro desde o momento em que você sai. Você não acha que seria em
seu benefício destruir tudo isso e reconstruir?

Além disso, o autor nos trás também uma pequena fórmula “quase” matemática, para explicar como é o funcionamento lógico de um procedimento magicko, onde ele diz que:

*Intenção + Ação(s) = Reação(s)

Essa formula nos mostra um funcionamento diferenciado, onde muitos sempre expõe um funcionamento em que mostra que fundamental é a intenção, quando na verdade a formula acima retratada diz que mais importante a reação que a ação em si, por a intenção através da ação. Frater Alysyrose ainda reforça dizendo que através dessa fórmula “toda magia é a mesma, projetada através de diferentes máscaras“.

*Sobre a formula, é deixado esse comentário ao final da página:

A fórmula magicka também é muito simples e pode ser aplicada
em todas as escolas imaginárias imagináveis. Intenção + Ação = Reação. O que mais existe para isso? Nada realmente. Intenção e ação, para cada ação, há uma reação igual, porém oposta. Então, boa magia está apenas recebendo a reação que você quer de sua intenção e ações. O que significa, crianças, lembrem-se, a reação é a parte importante. Não é a intenção. Quem se preocupa com sua intenção, desde que sua reação seja aquela que você está procurando.

  • O Caminho de Menor Resistência

É sabido que para vermos a luz, é preciso nos voltar para a direção em que ela aponta, e não para sua origem, por de certo a luz nos ofuscaria. Com isso, é proposto neste texto um “Caminho de Menor Resistência”, uma forma de proceder perante o sistema vigente e adoecido que existe no nosso momento, que se entende a conexão holística e que neste plano de manifestação estão todas as ferramentas necessárias para atos cuja intenção sobreposta resulta na manifestação da vontade do operador.

É através do “Caminho de Menor Resistência” que o adepto obtém seus resultados, ele compreende que palavras desencadearão certos atos, e alguns atos irão desencadear certos
estados. Alguns estados desencadearão certos pensamentos e esses pensamentos levarão novamente o adepto à ações renovadas, conscientes, e que assim como no começo deste estudo, o autor fala de uma Consciência Consciente Universal num nível microcósmico, o conjunto de pessoas com ações conscientes trarão em conjunto um comportamento verdadeiramente Universal e Consciente.

ANOTAÇÃO SOBRE A ATOMOSPHERE (É um nome próprio, respeitemos a ortografia original)

atomosphere
Atomosphere

A Atomosphere é uma representação do primeiro conceito do KHAOS. Nada infinito (a estrela do caos) dá origem a tudo finito (o átomo). Pode ser usado como um dispositivo de gravação, uma ferramenta de comunicação entre membros e / ou janela no multiverso. O conhecimento oculto pode ser alcançado olhando fixamente nele durante horas a fio através da meditação, e nós encorajamos cada membro a fazer um dos seus próprios sob a forma de uma esteta pintada para ser colocada na vanguarda do espaço ritual.

  • No Pós-Meta-Paradigma

Aqui o Frater Sheosyrath apresenta algo anteriormente mencionado como Intenção + Ação(s) = Reação(s) que resume toda magia cerimonial, se extendendo até a Sigil Magick, representada pela sentença à seguir, Intento + Processo do Sigilo = Resultado.

O Pós-Meta-Paradigma se vale da máxima da Magia do Caos de “Nada é Verdadeiro, Tudo é permitido” e a extrapola para além disso e afirma que “TUDO É VERDADEIRO” e apenas, por na raiz de toda operação, a fórmula anteriormente proposta se reproduz sempre, lembrando que intenções nos levam à ações que geram sempre reações.

Posteriormente o autor trás um conjunto de pequenos textos muito sucintos e auto-explicativos que achei melhor não comentar pois talvez estragaria a graça de lê-los.
Atente-se à parte que fala de Servidores Programados Dinamicamente (DPS), são muito importantes.

  • O Doombringer

Nesta parte Frater Sheosyrath nos conta sobre uma Godform que é um portal para manifestação e direcionamento das energias vindas diretamente do Khaos, no seu sentido mais direto abordado pela linha de pensamento anteriormente proposta. Aqui eu deixo meu silêncio pois a pratica aqui proposta fala muito mais que qualquer comentário que eu poderia deixar aqui. Aproveitem.

DOWNLOAD DO MATERIAL TRADUZIDO (Khaos Magick & Urban Shamamism)

 


Referências: Site Oficial da DKMU, KiaMagicColégio Platinorum [Obrigado pela indicação do texto, Dan Cruz], Magia Prática: O Caminho do Adepto – Franz Bardon, Prometheus Rising – Robert Anton Wilson, Teogonia: A Origem dos Deuses – Hesíodo [Obrigado pela indicação, Pedro Meneghetti]


ANÚNCIOS:

Antes de anunciar eu preciso agradecer à vocês, que podendo estar se acabando em algum site pornográfico sobre tortas de pêssego e cachorros-quentes, preferiram dar atenção unica à este texto ou no mínimo se dividiram entre a pornografia e este blog.

  1. Toda quarta-feira às 20:00h eu faço lives no meu instagram (caso eu mude de plataforma avisarei aqui no meu blog mesmo), cujo user é @unholyvictor, mas se preferir pode só clicar AQUI que você vai parar nele.
  2. Este blog possui fanpage no facebook, se puder curta lá, basta clicar AQUI.
  3. Tenho um twitter e costumo usar mais lá que meu facebook pessoal, se quiser pode falar comigo por lá, o user também é @unhlyvictor, mas se quiser clique AQUI que eu te levo lá.
  4. Se inscreva aqui no blog, lembre-se que se inscrevendo, sempre que eu lançar um texto, você vai receber notificação, fica tranquilo que eu não mando nenhum spam, e se em algum momento em enviar eu te explico até como deixar de seguir o blog, ta?
  5. Tenho um podcast junto com mais dois amigos, lá falamos sobre Magia do Caos, mas eu também posso prometer que não é só sobre isso, e vocês vão gostar bastante, o site ta AQUI ó, e caso goste, lembre-se de assinar o feed lá e ouça nosso podcast por um agregador, vai ser bem mais fácil.
  6. Gosto de receber feedbacks, então se puder, comente, me mande email ou até mesmo um sinal de fumaça.

Dicas para iniciantes na magia + Indicações de livros

Cheguei nos meus amigos e falei assim: “Se houvesse uma dica fundamental para você dar à alguém que você se importe e que está começando na magia, qual seria?” e aproveitei para pedir 3 indicações de livros para cada um que eu fiz essa pergunta. O texto à seguir é um compilado de dicas e indicações de livros que amigos me passaram para construir uma breve pauta para uma Livestream que fiz no instagram.

(Ah! A propósito, só queria avisar vocês que toda quarta-feira às 20:00h tem live no meu instagram cujo link é @unholyvictor [é o mesmo do twitter por sinal rs] então segue lá, po!)

Vamos às dicas e indicações de livros!

NOME: Rodrigo Vignoli
INSTA: @rfvignoli @malamagick
MIDIAS: facebook.com/abralas93 / facebook.com/vortexcaoscast

DICA:

Cara, acho que a principal é não ter nenhum tipo de preconceito com nada. Ele precisa estar totalmente aberto. Aberto a ponto de violar a própria desconfiança, aberto a ponto de ir contra os paradigmas de quem pode estar instruindo ele
mas quando eu digo aberto é pesquisar. não é necessariamente frequentar ou ir a fundo
é apenas dar o crédito da dúvida

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Para quem ACABOU de começar e não entende nada do assunto:

– o POP MAGIC para abrir a cabeça para as possibilidades da aplicação mágica
– o CAOS INSTANTANEO do Phil Hine por que ele explana melhor o que pode ser feito e introduz alguns conceitos que serão úteis para o praticante.
– o PRINCIPIA DISCORDIA para que o praticante possa quebrar seus paradigmas estáticos e comece a vislumbrar outras formas de pensar. É um livro que lido REPETIDAMENTE auxilia o estudante a pAssar do 4º para o 5º circuito de consciência do Timothy Leary. Não proponho que o estudante seja um discordiano, minha proposta é que ele se leve menos a sério. Isso é imprescíndivel na Magia do Caos, mas é mais importante ainda na magia cerimonial.

Para quem JÁ COMEÇOU e está procurando livros iniciantes

– o CAIBALION por que ele delimita um pouco como são as influências que nos cercam e nos mostra um mínimo da lógica do Universo
– o LIVRO DOS RESULTADOS por que ele dá outra visão da CHAOS MAGIC e mostra que o improtante são os resultados, sejam eles quais forem
– o maravilhoso ASCENSÃO DE PROMETHEU que é um livro MUST-READ e que vai conduzir o estudante, seja de ocultismo ou qualquer pessoa interessada não apenas pelos poderes da mente, mas também por alargar seus pontos de vista, a novos patamares de consciência. É o meu livro favorito.


NOME: Fernanda Grizzo
INSTA: @grrrrizzo @ouroborosjoias

DICA:

Para entender a si mesmo e os mecanismos que se coloca em movimento ao fazer magia, o conselho da tia Grizzo é fazer um ritual/prática por vez, até identificar o resultado ou falta de resultado disso, anotando sempre.
Se você fizer mil coisas ao mesmo tempo antes de entender como funciona, nunca vai saber o que gerou qual resultado.
Anotar é um mapa de si e do funcionamento do cosmos, e vai acelerar seu processo de compreensão e utilização das coisas.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

O Caibalion – Os Três Iniciados
Dragontime Magic and Mystery of Menstruation – Luisa Francia
O Caminho do Xamã – Michael Harner


NOME: Jeff Fleck
INSTA: @jefffleck

DICA:

– Aprenda na prática os sistemas mágicos que vc deseja conhecer. Na prática a teoria funciona de forma totalmente diferente.
– Treine a sua visualização o máximo que puder… veja bem, visualizar é bem diferente de imaginar.
– Disciplina é importantíssimo, como vc espera controlar os elementos e a porra toda se não consegue nem controlar a sua respiração? Práticas diárias, meu amigo… práticas diárias.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Hands On Chaos Magick – Andrieh Vitimus
Financial Sorcery: Magical Strategies to Create Real and Lasting Wealth – Jason Miller
The Little Book of Demons: The Positive Advantages of the Personification of Life’s Problems – Lionel Snell


NOME: Danilo Nobrega
TWITTER: @nobregadanilo

DICA:

Aproveite todas as oportunidades, por mais que pareçam irrisórias.
Não tenha medo, não fique paralisado em um suposto bom senso.
Na duvida, faça! “A palavra de pecado é restrição”. da vida ninguém sai vivo.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

O Caibalion (para ter uma base metafísica de trabalho),
– Os Três Iniciados
O Livro dos Resultados (para ter uma base de ação e mecanismo), – Ray Sherwin
Golden Dawn (para se integrar de ritualística integrada aos últimos e já criar arcabouço tanto social quanto simbólico. Seja para construir ou desconstruir ele).- Israel Regardie
***************SEEEEE pudesse mais algo eu indicaria Promethea do Alan Moore, para contextualizar tudo acima em uma narrativa, pq criar narrativas é essencial.


NOME: Dan Cruz
INSTA: @dancruz48
MIDIAS: platinorum.com

DICA:

Foco. Tenta. Não vai pro método que parece mais fácil/rápido, vai naquele que tá mais estruturadinho mesmo que ele demore mais e busca entender o porquê dele ser desse jeito
E o aviso importante, mago é tudo mentiroso. Texto de magia tudo tem pegadinha. Você ouve um “tudo é permitido”, um “faça o que tu queres”, é tudo uma mentira pra esconder o que tá de verdade por trás do bordão. Nunca fica na primeira impressão de nada que ouvir.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

-Autodefesa Psíquica, da Dion Fortune. Ele não é benéfico só pra magia, ele te orienta a se defender no Astral e também de pessoas tóxicas, que usam meios convencionais pra manipular você. Galera gosta de negligenciar defesa, mas era pra ser o primeiro passo.
– Caibalion, dos três iniciados. Apesar da linguagem voltada pro hermetismo, as Leis que ele descreve são naturais (eu prefiro essa palavra que “universais”). A magia passa por elas, vc ñ vai escapar, é a lógica de como o movimento ocorre na Natureza e ou vc compreende isto ou toma na orelha do próprio feitiço.
– Liber Null&Psiconauta. É um programa de treino legal, que pode exigir certa orientação de alguém experiente (pelas pegadinhas) mas que é atraente pela neutralidade proposta. Eu acho legal passar pra pessoa ir fazendo esses exercícios, e junto pegar algum programa por ex Golden Dawn (com RmP e tudo), pra ela comparar e perceber as bases.
E os textos do Psiconauta apontam muita coisa que a galera gosta de xingar hj (como saber aproveitar um tempo mágico de ciclo) porque aquilo traz uma vantagem pra sua prática, e não uma restrição.
– Como menção honrosa, coloco O Caos dos Iluminados da Wanju por fazer o trajeto, a contextualização e a introdução teórica a magia do caos. Numa linguagem fácil, sem tentar se colocar como a transgressora da balada e ainda não menciona sigilo&servidor, mas criação de sistemas


NOME: Heric Pará
INSTA: @desaprendo

DICA:

Aprenda a meditar, não interessa qual vertente você vá seguir, APRENDA A MEDITAR.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Modern Magick – Donald Michael Kraig
Autodefesa Psíquica, Dion Fortune
Tratado Elementar de Magia Prática, Papus


NOME: Arthur Xenofonte
INSTA: @arthurxenofonte
MIDIAS: facebook.com/ThelemaCe

DICA:

Bom, estudar com a caneta do lado. Estudo sem anotação é falho, você se esquece, então:

1 – Mantenha um diário Mágico.
2 – Pratique, oriente seu estudo para um viés prático.
Tá estudando Caos, faça sigilos e combinações loucas, tá estudando GD, faz RmP e RmH todo dia, faz saudação aos Sol, todo dia tira uma carta, etc.
E vai anotando.
3 – não tenha preguiça, seja de anotar, seja de praticar e seja para assumir que errou alguma vez consigo e/ou com alguém. O ideal é consertar.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Golden Dawn – Israel Regardie
Tarot, O Templo Vivente: um guia seguro para o Tarot de Crowley – Frater Goya
Thelema: Uma introdução à obra de Aleister Cowley – Frater Kalimann


NOME: Elton Vieira
INSTA: @eltvieira

DICA:

Teoria é importante. Ansiedade e Magia não são uma boa combinação e o avanço prematuro das práticas mágicas pode te matar, literalmente.
Constrói a ti mesmo com relação a magia e ao universo, reforça o teu DNA mágico, isso vai te livrar de algumas roubadas e situações idiotas.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

O Caibalion (Três Iniciados) e A Chave dos Grandes Mistérios (Eliphas Levi).
Onde Vivem os Demônios; Tudo o que você precisa saber sobre magia (Frater U.D.)
Liber Null e Psiconauta (Peter J. Carrol).


NOME: Paulo Chesini
MIDIAS: divagacoes.org / facebook.com/divagacoes.org

DICA:

Faça merda, aproveite que ainda não tem muita responsabilidade sobre nada e teste seus limites, essas experiencias serão cruciais pro seu desenvolvimento(e amadurecimento) mágico.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Promethea – Alan Moore
Sandman – Neil Gaiman
The Invisibles – Grant Morrison


NOME: Germânia
INSTA: @germaniayggdrasil
MIDIAS: theevildm.bandcamp.com

DICA:

Não se meta a fazer coisas por sua conta e risco. Banimento é necessário e existem vários em várias filosofias e religiões e precisa fazer e FIM. Não dá p pular etapas. Não dá p fazer o q der na telha. Paradigma é essencial. Ler, estudar, perguntar o coleguinha q realmente é experiente é não é sacana, ter instrutor honesto.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Ataque e Defesa Astral – Marcelo Ramos Motta
Liber Null e Psiconauta – Peter J. Carrol


NOME: João Maia
INSTA: @jotapemaia
MIDIAS: facebook.com/pharmakoletivo

DICA:

NUNCA NUNCA NUNCA SE ESQUEÇA: toda percepção é uma aposta!

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Cosmic Trigger I: The Final Secret of the Illuminati – Robert Anton Wilson
Angel Tech: A Modern Shaman’s Guide to Reality Selection – Antero Alli
Future Ritual – Philipp H Farber


NOME: Tommie Kelly
INSTA: @tommiekelly
MIDIAS: facebook.com/adventuresinwoowoo / adventuresinwoowoo.com/

DICA:

Se a sua Magick (ou, de fato, sua vida) não está funcionando do jeito que você deseja, provavelmente o problema é você. Trabalhe em tornar-se o seu melhor “eu” mais do que confiar na magia para obter coisas.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Advanced magick for Beginners – Alan Chapman
Modern Magick – Donald Michael Kraig
RuneSoup.com (Não é livro, é site/blog)


NOME: Fausto Ramos
INSTA: @caosofiacanal
MIDIAS: youtube.com/CaosofiaCanal

DICA:

Antes de se jogar no Caos, coloque sua vida em Ordem. Quando o caos começar a agir, você verá as coisas “saindo do lugar” e o efeito do seu trabalho se tornará mais claro

INDICAÇÃO DE LIVROS:

Liber Al – Aleister Crowley
A Voz do Silêncio – Helena Petrova Blavatsky
Atrivium – Comunidade Awake


NOME: Bianca Medeiros
MIDIAS: http://viridariumumbris.tumblr.com/

DICA:

Sonhe, sonhe, sonhe, imagine, visualize, crie. Sempre exercite a sua capacidade de criar com a mente, de se abrir pras ano abstrações e imaginação. Isso ajuda tanto! Desde compreender novos conceitos, como estar aberto e apto para experiências novas, assim como tornar sua visualização em uma das suas melhores ferramentas.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

O primeiro seria “A Sacerdotisa do Mar”, Dion Fortune, me fez perceber que dá pra conciliar prática e teoria, trabalhar o feminino, o lunar, o sonhar e as escolas esotéricas/ocultistas sem que um exclua o outro.
O segundo foi a “Cabala Mística”, Dion Fortune, onde tive o primeiro real contato com a cabala e isso abriu portas e janelas pra muitas outras coisas.
O terceiro não é esotérico, mas literário.
“Demian”, do Hermann Hesse. Mas foi fundamental pra incentivar a jornada. Quebrar paradigmas, se recriar e tirar força do simbolismo/crença sem apego puro.


NOME: Gelo
INSTA/TWITTER: @etnoesquizo
MIDIAS: vortexcaoscast.coletivando.org

DICA:

Aprenda o que é seu dia, conscientize-se do que é a sua vida: quanto tempo leva pra tomar banho, como come, estas coisas ajudarão muito quando for começar a analisar de onde vem as mudanças que a magia tá trazendo. Sério gente, faz um check up de TUDO: qual tag porno mais consome, que tipo de salgado escolhe, qual a lógica que usa pra escolher roupa na hora de sair de casa, este tipo de coisa vai ser onde a magia será percebida.

INDICAÇÃO DE LIVROS:

1 – Liber Vel Manus Et Sagitae – Aleister Crowley
2 – Magus – Francis Barret (tem TUDO que você irá precisar)
3- Trabalho e Preparação do Iniciado – Dion Fortune


*Procurei reproduzir o que foi dito com exatidão, copiei e colei aqui direto da conversa onde foi passada cada dica e indicação para ser o mais fiel possível.

SÓ TENHO À AGRADECER AOS AMIGOS QUE SE PUSERAM À DISPOSIÇÃO PARA CONTRIBUIR COM TUDO ISSO.

Manifesto da Manipulação dos Símbolos

Devo começar dizendo algo chato, que já foi dito, pensado ou questionado por alguém perto de você caso você mesmo não tenha sido capaz de pensar:

Até que se prove o contrário, todos os deuses e símbolos adorados, um dia foram criados por aqueles que os adoram.

Esta frase pode-lhes parecer um tanto ofensiva, principalmente em relação à sacralidade que cada deus como simbolo emana de si, mas devemos lembrar que além de não ser um problema meu a forma como o que eu digo os ofende, trago à vocês a lembrança de que quando um simbolo passa à ter mais influencia que seu manipulador, a receita do fracasso está instaurada, pois é perdida a capacidade de questionar o simbolo da parte do operador, e ali perdemos um mago e encontramos um fanático, e ainda que um fanático seja capaz de manifestar atos magickos, o filtro da sua intenção não está conectado ao ato, mas apenas seus sentimentos com os olhos embaçados pela névoa da falta de capacidade interpretativa e cognitiva no convívio com os símbolos, também não estou dizendo que não sirva como fonte de prazer legítima para que se permaneça nesta forma de prática, mas devemos levar em consideração que até Crowley já comentou que “a palavra do pecado é restrição”, portanto, recomendo que se recorde sempre disto:

Todo limite imposto por um símbolo não é limite verdadeiro, é corruptela propagada da interpretação do mesmo, e na falta de uma interpretação plausível, interprete você mesmo, nada vai mais além que a experiencia do próprio operador.

Toda interpretação simbólica necessita de um vocabulário mental, que é como um alfabeto de símbolos que nos ajudam na concepção de tudo o que desejamos processar na nossa mente para qualquer fim. Deixo o exemplo da palavra “Tudo”, que muitos nesse momento de leitura já foram remetidos à um grau divino que se refere à quantidade, mas que em verdade quando pensam em “Tudo”, se direcionam à um numero limitado em existência, visto que “tudo” o que se sabe nem sempre representa “tudo” o que verdadeiramente “é”.

Afirmo ser benéfica a ressignificação dos símbolos que são interpretados de forma desagradável, notem, eu disse DESAGRADÁVEL, porque símbolos são ferramentas, e a forma como cada ferramenta se aplica, cabe apenas ao operador, afinal de contas, se eu uso um martelo para pregar alguém à cruz ou para pregar um quadro pintado por um artista, a importância habita na intenção direcionada pela ferramenta, e não pelo sentido simbólico comum ao vocabulário social/cultural vigente.

Acaso se na lenda cristã da crucificação de Je$us, alguém perguntasse ao prego com o qual crucificaram o nazareno, “Je$us ou Barrabas?” já sabemos que encontraríamos um prego bastante desinteressado quanto a dúvida.

Na relação OPERADOR x FERRAMENTA existem um manipulando e outro sendo manipulado, e se você está nessa relação sem deter o controle de como as energias se manifestam, questione-se sobre você ser o operador ou ferramenta.

Alguém pode estar fazendo magia e não ser você.

Quadrados Magickos, Sigilos e o Quadrado Magicko de Éris

Um quadrado magicko (kamea em hebraico) consiste em uma série de números dispostos em um quadrado para que a soma de qualquer linha seja igual a um de qualquer coluna. Para a maioria dos quadrados magickos, a soma de qualquer uma das diagonais também equivale à soma de uma linha ou coluna. Os quadrados magickos foram estimados por suas propriedades magickas e matemáticas há milhares de anos na China, na Índia e no Oriente Médio.

  • Há oito arranjos diferentes de um quadrado magicko de nove divisões (3×3).
  • Existem 880 maneiras de organizar um quadrado magicko de 16 divisões (4×4).

No entanto, estamos preocupados (no momento, “para início de conversa”) apenas com os sete kamea, tradicionalmente associados aos sete planetas na prática kabbalah. Cada uma dessas kamea está associada a uma Sephirah planetária na Árvore da Vida.

Cada kamea tem um “selo”, que é um diagrama geométrico projetado de modo a tocar todos os números do quadrado. O selo é usado na magia talismã para representar todo o quadrado do padrão e para atuar como testemunha ou governador para eles. O selo é o epítome ou a síntese do quadrado.

Há também uma “Inteligência” e um “Espírito” conectado a cada kamea que são derivados dos números-chave do quadrado usando técnicas de gematria.

Cada Inteligência e Espírito tem um sigilo, que é considerado um glifo analógico do nome, número, força, etc. Esses sigilos são obtidos convertendo o nome do Espírito ou Inteligência em uma forma numérica usando o Aiq Bekar , ou Kabbalah Hermética.

Se o equivalente numérico de uma letra não existir em um determinado kamea, o número é “reduzido” ao próximo valor mais baixo na mesma divisão do Aiq Bekar até se encaixar no kamea. Um caracter nunca deve ser reduzido além do necessário.

A sequência numérica resultante é então traços no kamea apropriado para produzir o sigilo desse nome.

Os selos e sigilos tradicionais não seguem, em todos os casos, toda a sequência numérica de cada nome. Alguns dos sigilos mais longos parecem ter sido encurtados ou comprimidos para facilitar o uso. De qualquer forma, estou reproduzindo-os essencialmente nas mesmas formas oferecidas pelos dois. Barrett e Israel Regardie, pois estas são as formas tradicionais dos sigilos.

Cada quadrado magicko representa uma matriz de energia planetária. Os quadrados magickos baseiam-se no trabalho original realizado por matemáticos antigos na sua descrição dos números. Os praticantes de magick expandiram-se sobre isso para transferir a correlação entre um número e seu planeta correspondente, representando energia planetária em um formato matemático.

Um quadrado magicko é composto por três números-chave. O primeiro é o número planetário. O segundo é o quadrado do número planetário (ou o número planetário multiplicado por si próprio). O terceiro é a soma do quadrado (ou todos os números incrementais começando em 1 que é necessário para preencher as caixas no quadrado adicionado e depois dividido pelo número planetário).

Saturno é representado pelo número 3.

Comece desenhando o quadrado magicko com 3 caixas horizontalmente e verticalmente para um total de 9 quadrados (o quadrado de 3 sendo 9).

Isso faz com que a soma do quadrado neste caso 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 seja igual a 45. Agora 45 dividindo pelo número planetário de Saturno de 3 isso é igual a 15.

Cada linha de números na magia quadrada, horizontal e verticalmente, deve ser igual a 15 (a soma do quadrado do número planetário de 3).

Ao desenhar o quadrado magicko, todos os números devem ser colocados no quadrado, em sequência, começando com o número 1. Este é o quadrado da magia que representa Saturno. Observe que o quadrado é 3 por 3 e que todas as linhas são iguais a 15.

Sigilos

A palavra “sigilo” vem do latim sigillum, ou seja, um sinal ou assinatura. Em termos magicko, um sigilo é um glifo (unitário) derivado de uma fórmula de nome, palavra ou intento por meio de um processo analógico direto (como conversão numérica e rastreamento em quadrados magickos [kamea]). Se o processo apropriado for revertido, o nome ou a palavra podem ser recuperados do padrão do sigilo. No entanto, se o sinal for condensado ou comprimido, ou se ele for gerado usando um sistema que você não conhece, talvez você não consiga decifrá-lo ao reverter o processo de codificação (mas cá entre nós, ninguém ta preocupado em reverter a estrutura “física” do sigilo, não é mesmo, amiguinhos?)

A ideia importante é que a semente ou essência de uma força, conceito ou padrão é igualmente no sigilo e no nome (logos). Sigilo e intento são as duas facetas da mesma coisa (Calma, vai lendo com calma rs). Podem dizer-se que se relacionam muito com os termos sânscritos, yantra e mantra.

Existem muitas aplicações e formas de sigilos além daquelas dos Espíritos Planetários e das Inteligências.

Seu próprio nome pode ser convertido em forma numérica e traçado em kamea planetária para fornecer um sigilo de si mesmo no aspecto desse planeta particular. Isso pode ser útil para o trabalho com talismãs, rituais de evocação ou meditação direta. Existem muitos outros usos e variações.

Pode ser visto como um símbolo da nossa intenção. Sigilos incorporados com outras influências adicionam direção e foco para desenvolver o trabalho. Os sigilos podem ser traçados no ar, esculpidos em velas, desenhados em papel e queimados, etc. Os sigilos podem ser desenhados ou formados usando os quadrados magickos que são descritos acima (Mas não se esqueçam que pode ser sonoro e das mais diversas formas, ta?)

Saturno rege instituições e negócios financeiros, como bancos, transações imobiliárias, investimentos, instituições educacionais, etc. Exemplo: se sua intenção for investir com sucesso. Você quer um símbolo para representar a si mesmo em seus esforços de investimento. Então, ao escolher a palavra “investidor” para ser seu sigilo, a visualização é de si mesmo como um investidor inteligente, cercada de aspectos favoráveis ​​e escolhas claras para aumentar o seu dinheiro.

Este é um método que utiliza o sistema ocidental de numerologia. Cada letra tem um equivalente numérico atribuído a ele (veja o quadro abaixo).

Pegue a nossa palavra chave, “investidor”, e trace-a para o gráfico mostrado acima.

Começando com seu primeiro número correspondente e continuando por cada um em ordem, você desenha seu sigilo.

Abaixo vou deixar disponíveis algumas opções de geradores de sigilos sobre quadrados magickos automatizados e gratuitos.

O Quadrado Magicko de Éris

Sabendo também que todo Quadrado Mágico é resultado de uma progressão aritmética, e também que existe um planeta-anão batizado com o nome da deusa Éris, resolvi fazer uma adaptação voltada em partes para pop-magic e construí o quadrado magicko de Éris com a grandioza instrução matemática da Soror Prilasci. Segue abaixo.

Aproveitando NASA captou algumas vibrações vindas de todos os planetas, planetóides e corpos celestes menores que teve acesso e as codificou em sons, deixo aqui o vídeo com o som do planetóide Éris, que pode muito bem ser utilizado não apenas na construção física do sigilos  a partir do quadrado magicko acima, como também no processo de ativação/lançamento do intento sobre o sigilo.

 

Referências usadas: Mysteria Magica, de Melita Denning, Osborne Phillips – LIBER
LV III, de Aleister Crowley – Liber 777, de Aleister Crowley

 


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DICA #7 – Mago para quem?

Com tanto tempo de estudo e com tanto tempo de convívio com os mais diversos tipos de pessoas por esse matagal invadido chamada de internet, pude notar uma dependência que há nas pessoas de criar vínculos de proximidade física. Todos se dizem limitados no quesito evolução e sempre o argumento é o mesmo, “MAS BLABLABLA EU PRECISO DE PESSOAS PERTO BLABLABLA PARA DESENVOLVER”, sério isso?

Serio? Tipo, sério mesmo?

Gente, vamos voltar no tempo, vamos voltar às salas de experimentos dos alquimistas, ou vamos às cabanas das bruxas que viviam nos pagos da Europa Medieval. Vocês acham que esse povo tinha esse luxo que “postar anuncio” de “procura-se coven” sabendo que a igreja da época tava louca pra atear fogo até na alma das pessoas se pudessem?

Não ponha a culpa do seu bloqueio intelectual ou seja lá qual for seu problema na falta de assessoria próxima de si, assim você nunca será independente, e não sendo independente, pra que praticar magia?

Magia pode ser dita como a manifestação energética da sua própria individualidade e do próprio conhecedor de si, ou ao menos buscador, que a partir do conhecimento pessoal, começa a ter controle absoluto de tudo aquilo que está ao seu redor, ou ao menos toma conhecimento de tudo a sua volta para melhor conviver com o Todo.

Cuidado com essa necessidade excessiva de companhia para a pratica magicka, hoje você começa querendo um presença para te auxiliar, e amanhã você estará insatisfeito caso sua parceira ou parceiro não sejam do mesmo meio que você, ou do mesmo sistema ou do mesmo gosto.

As pessoas são feitas em sua maioria do mesmo material orgânico que as outras, e se não fossemos detentores de nossas singularidades, de nada adiantaria praticar magia, de nada adiantaria nos conhecermos e de nada adiantaria ser ao máximo o que se pode ser de si próprio.

As vezes a pratica magicka é seu único diferencial, então pra que querer todos nisto? Pra ser como todos os outros?

Seja único e seja o melhor nisso, pois aquele que manifesta da melhor forma sua essência, manifesta da melhor forma a excelência do Universo.

Não estou aqui dizendo para se reclusarem e se mudarem para uma caverna, mas aprendam a lidar com a solidão, as vezes essa é a unica forma de ouvir a si mesmo.


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DICA #5 – Teu sucesso é tua prova

Levando em consideração que quem está no começo vai tirar suas dúvidas sobre magia com quem lhe pareça “fodão”, notamos que geralmente quem “parece fodão” não costuma ser, visto que o extraordinário da magia se manifesta na simplicidade da transformação.

Tenho notado que cada dia mais as pessoas tem se assegurado em suas certezas como se fossem inabaláveis e definitivas, como se estas pessoas tivessem se tornado o verdadeiro e único norte, ou como sempre e melhor, o leste.

Erram por pequenas bobeiras, e não chamo de erro querendo apontar algo que deva ser correto, mas afirmo que erram por venderem seus pontos de vistas como únicos, verdadeiros e suficientes para os que buscam ajuda de suas partes.

Vejo cada vez mais “magos” vendendo receitas de bolo, quando na verdade a vida tem muito daquele momento em que Harry Potter pega o livro de anotações do “Principe Mestiço” que ensina uma forma alternativa para efetuar de forma correta os feitiços tentados (Alcançando da mesma maneira o resultado).

Manipulação energética dentro de Magick deve ser pessoal. Sistemas trazem exemplos funcionais de ritualísticas que funcionaram para o escritor em questão, mas não necessariamente estas são sempre as únicas maneiras de alcançar tais objetivos.

Procure ter um foco mais filosófico no processo e um olhar mais prático sobre o objetivo, não se esqueça que a vontade sempre deve estar livre de propósito, pois apenas assim notará a verdadeira “magia em prática” que sempre vai ser mais que apenas “prática mágica” como descrita nos currículos básicos de ordens iniciáticas.

Quando pensar, “teu sucesso é tua prova”, questione-se sobre sucesso.

Cada um de nós é uma egrégora em si, somos feitos de símbolos próprios, pensamentos singulares, e significados únicos, correto?

Se você concorda comigo, poderia pensar um pouco aí então sobre a forma como está sua prática? Ela é sua ou de alguém que você leu? Quando expressa sua energia, é de forma pessoal ou genérica?

Não ignore sua experiencia pessoal pela maioria e nunca se esqueça, quem determina a trajetória de um filme é o diretor, não o ator.

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DICA #4 – Enlouqueça

Uma vez ouvi dizer que se todo mundo está fazendo algo, algo nisso aí está errado. O que você acha disso?

Eu, particularmente falando acho fenomenal, e é essa a oportunidade que todo magista aguarda, que é a mudança de percepção, o olhar noturno pras coisas do dia.

Imagino que você, magista que chegou até aqui neste texto, adora ver “Hora de Aventura” e reconhecer os símbolos alquímicos que não fazem qualquer sentido (Ou fazem? Talvez o Acre Boy deva ter descoberto o significado, né?), ou até mesmo ler Promethea e compreender a complexidade dos ensinamentos cabalísticos que Alan Moore ali nos proporciona dando real valor ao conteúdo como quem lê qualquer outro Liber de grande importância para a comunidade ocultista.

Este texto serve de apelo, se assim posso colocar. Vejo tanto conteúdo de valor inestimável na internet, e não apenas, como na mídia em geral, mas ao mesmo tempo, vejo “pseudo-intelecto-magistas” que se apegam apenas aos grandes escritores, se apegam apenas aos nomes do passado, e param de dar credibilidade às novas escolas, aos novos pensamentos e até mesmo à nova face da cultura que carrega a “ressignificação” de seus antigos símbolos.

Hoje é muito fácil você notar a mania de “maturidade social”, onde todos devem tomar atitudes de acordo com uma convenção cuja decisão não foram participados. Acabam não acompanhando o contexto cultural por acharem que “tudo em malukt é maya“, quando a verdade é que estes estão presos em maya por não notarem que malkut é nosso plano de manifestação, e não é uma manifestação seletiva, é a verdadeira manifestação do macrocosmos, e que na verdade o desenvolvimento das praticas de qualquer sistema de magia, lida na verdade com a inserção do comportamento e da visão “magicka” no dia-a-dia. Magick é uma ferramenta que colabora com a manifestação da verdadeira vontade do magista e não o norte, ou melhor, o leste da essência humana.

Se dêem o direito de “enlouquecer” nos padrões de hoje, sejam vocês, os loucos, como no arcano 0=22, aquele que se apresenta ao abismo, e que ali se lança sem o medo das experiencias, com a coragem de quem tem a certeza do voo e preparo para a queda.

A loucura só aprisiona quem nunca foi livre.

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C.U.C.A. – Chaos Magick e a Intolerância Religiosa

C.U.C.A.

C.U.C.A.

COMPREENSÃO UNIVERSAL DE CRENÇAS ASSIMÉTRICAS

CONTRATO ASTRAL DE SERVIDORES

  • QUEM

A CUCA é uma criação astral inspirada numa personalidade homônima do folclore brasileiro. Concebida sobre o aspecto da bruxa velha, muitas vezes tomada como antagônica, habitou as estórias de crédulos e animou um esqueleto fantasmagórico. Retomamos-o para compor-lhe partes vitais e reencarná-lo de cara nova. A mitologia condescendente empresta-nos moldes e devolvemos-la patronos compostos.
A CUCA é um agente harmonizador de litígios culturais, especificamente os de cunho religioso. Ela é a representação da síntese de crenças e trabalha no sentido do sincretismo expansivo, estimulando a liberdade e a diversidade de cultos.
Seu nome decomposto, Compreensão Universal de Crenças Assimétricas, remete à ideia de comunhão de valores variados visando o bem estar coletivo.

  • COMO

A CUCA é um ente de trabalho conjunto. Como servidor, ela tem acesso a diversos níveis de atuação. Seu trabalho é concentrar as intenções de seus usuários e se valer da egrégora formada para multiplicar a intensidade de suas investidas.
Criada para dissolver a intolerância religiosa a CUCA atua de duas maneiras distintas, sendo a primeira preventiva e a segunda paliativa, a saber:

1 – A promoção da reforma de valores vigentes no contexto socio-cultural local, disseminando imensos fluxos de informações de cunho espiritualista, formando uma rede astral de conhecimentos variados.
Esse súbito desvelar de crenças ajuda a difundir explicações e chama a atenção do inconsciente coletivo para o problema tratado. Se a raiz da intolerância é a ignorância, começamos a combater a falta de informações e possíveis falsos boatos distribuindo informações corretas e facilitando o acesso a elas. Essa também é uma forma de emancipação cultural e de desenvolvimento dos canais de intuição dos indivíduos nas áreas afetadas pelo servidor, uma vez que os centros de receptividade desse grupo de pessoas serão mais estimulados.
Por estarmos tratando de uma egregora, quanto mais membros inclusos e sintonizados, maior será a influência de CUCA sobre os diversos planos de atuação. Conforme o contato com o servidor se estabelece, inicia-se uma troca continua de dados entre o que o indivíduo considera parte de seu credo e a programação que o servidor tem para oferecer para ele, passível de ser reprogramada no caso do usuário estar afim com a egregora. Os dados colhidos pela CUCA são processados, comparados e integram uma nova parte da rede, sendo este seu alimento principal.
A relevância das informações colhidas se dá pela percepção da análise do nível de fé em que cada indivíduo emprega em cada crença, agrupando crenças similares e diluindo valores muito pessoais que não convém ao coletivo. Em suma, um Panteão compartilhado por meia dúzia de pessoas pode ser incluso no repertório se a Vontade empregue sobre seus deuses for suficiente. De outra forma, esta é considerada uma informação irrelevante e é arquivada até que hajam reincidências suficientes para sua veiculação.
Com o desenvolvimento dessa rede de informações mais tangível, torna-se possível o emprego de comandos sutis de reprogramação comportamental, sempre obedecendo à premissa fundamental da CUCA de harmonização do contexto e desenvolvimento do bem estar comum.

2 – O reparo de rompantes de violência aos credos, seja de cunho coletivo ou individual, por meio de contra-investidas administradas pelo usuário interessado, seja ele a vítima ou um representante.
A CUCA possui um reservatório com um grande volume de energia acumulado dos intentos que os usuários depositam nela voluntariamente. Isso significa dizer que ela possui uma capacidade de atuar diretamente sobre a matéria, rebatendo as ofensivas sobre a fé ou credo de determinada instituição ou pessoa.
Por possuir uma consciência desenvolvida ela sabe reequilibrar as situações sem precisar ter instruções ao ser evocada. Contudo pode-se direcionar ligeiramente seu modo de atuação de acordo com a Vontade do usuário.
Movida pela motivação de pacificar o coração dos homens, quanto mais injustiça se vê, mais atuante a CUCA se torna. Pode-se dizer, portanto, que sua moral é um tanto relativa e seu comportamento completamente adogmático, impedindo que ela seja filiada a qualquer grupo de pessoas e fazendo-a o mais imparcial possível em suas ações. Isso é necessário para que só comunguem com ela indivíduos que vêm como necessário o fim dos conflitos e se valham de uma alternativa lúcida e, por assim dizer, apartidária. A CUCA é o tertium quid, é o caminho do meio, é a mediadora, a representante astral de um crescente grupo de consciências que prezam pela liberdade plurilateral. A CUCA é a lucidez coletiva personificada e ela quer preencher as lacunas e máculas e abranger toda a vida.

  • POR QUE

A história se repete. Num cenário de completa delusão, o outro é o diabo. A inquisição restabelece-se, agora multifocal, e o sangue é o meio de se purificar.
Não é o ateísmo o desestímulo pessoal, mas o crescente ceticismo na bondade do homem e a necessidade de se reconectar com o divino de forma rápida, prática e, por que não, vulgar.
A espiritualidade enlatada e a consequente necessidade de salvação externa produz as dualidades e elegem os arquétipos do ideal e do imoral. Figurante de sua própria vida, o crente inflexível, munido de ódio, acaba por precisar da tragédia para vergá-lo à pertinência, e até que isso ocorra ele prejudica muitas outras pessoas. A CUCA é uma tentativa de 1) apaziguar o delírio coletivo, dando a possibilidade da população compreender a diversidade entre si; 2) antecipar o trágico, de forma amena, para que o coletivo não precise se responsabilizar tão intensamente pelo individual.

  • SIGILO

SIGILOCUCA

RITO

A CUCA pode ser acionada através da ativação de seu sigilo direcionado com o intento. Os diálogos e direcionamentos a auxiliam a sintonizar-se com o usuário e sincronizar os dados disponíveis ao servidor.
Para aumentar seu poder de alcance resolvemos compor alguns mantras, muitos até um tanto lúdicos e simplistas, de modo a enraizá-la no inconsciente coletivo e conferir-lhe maior poder de atuação.
Um mantra pode ser criado a qualquer momento, ou seu nome pode ser escondido em frases e seu sigilo em fotos, de modo a infiltrá-la em diversos meios e popularizar a causa.
Pode-se ainda criar um totem, pixar seu sigilo ou outras medidas para firmá-la em determinado local como ponto de atuação constante e intenso.
Um bom exemplo de mantra para se utilizar é o verso:

Como Um, Como Todos

Que repetido se tornará:

Comum com Todos

Manifestando em frase a síntese do propósito do servidor. Esse mantra é uma chave para a CUCA. Tenha-o sempre em mente.
Outro bom exemplo é o clássico:

“Dorme neném
Que a C.U.C.A vem pegar
Papai foi na roça
Mamãe foi trabalhar.”

que usado com a devida inflexão de Vontade pode suscitar boas experiências. Mudando um pouco a grafia de “Cuca” colocando os pontos para formar a sigla, como acima, ou mesmo colocando as letras apenas em maiúsculo já é capaz de alterar a percepção do texto e ancorar o servidor àquela palavra.

  • ÚLTIMAS CONSIDERAÇÕES

Temos em mãos uma manifestação da antiga Lei “Olho por Olho, Dente por Dente”. Esse não é o tipo de justiça ideal, mas se faz necessária enquanto os órgãos externos forem reticentes e ineficazes em reparar a falta de respeito da população com algumas minorias específicas.
Que o vórtex que aqui inauguramos seja usado com cautela e discernimento e que possamos lapidar essa consciência artificial de forma a torná-la o símbolo de paz e concórdia que ela representa, e não um instrumento de represália usado exclusivamente para repelir ofensivas.

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Éris e Loki, o casamento demiúrgico

Caosboro

Desde a cristianização da consciência humana, o caos é mal interpretado, levado a todos como um sinônimo de bagunça, balbúrdia, ou qualquer outra palavra que nos leve a lembrar de algo desastroso. De fato temos a deusa Éris como a deusa do Caos, e atrelado ao caos temos suas consequências, que apesar de serem imprevisíveis, grande parte das consequências não são agradáveis (ou melhor, as que damos mais atenção nunca são agradáveis), e é nesses frutos que podemos dizer que o grande Loki habita.

Vamos falar primeiro de um de cada vez, e depois eu conto sobre esse casamento lindo.

O caos é realmente incompreendido, porque apesar do ser humano ser capaz de produzir incontáveis formas de pensar sobre o mesmo assunto, ele parece ter um fetiche grande por engessar o pensamento e limitar qualquer capacidade de produzir algo que não seja a habilidade de reproduzir aquilo que é dito sem que o que foi dito seja digerido por si. Crescemos ouvindo e lendo que o caos é algo ruim, pelo simples fato de bossais que nos antecederam sempre utilizaram apenas essa palavra para falar de algo bagunçado e desastroso (como Ovídio, havia atribuído esses adjetivos à divindade Caos), parecendo que tinham o prazer de castrar seu próprio vocabulário.

Uma das interpretações do significado que levo para a minha vida e não só para a minha vida no âmbito pessoal, mas na própria interpretação do caos ao qual Éris representa, é a teoria comprovada de que caos é uma força externa que penetra em um padrão de certa forma organizado, desordenando tal ordem e gerando a necessidade de nova organização, gerando trabalho e o trabalho gerando energia, como todo bom “motor”.

Eis o papel de Éris, tornar aquilo que está estagnado e causar eventos que façam com que a mudança seja necessária para que algo se torne correto de acordo com a necessidade de quem promove o primeiro padrão, afinal de contas podemos pensar pela seguinte vertente: Em nossas vidas costumamos estagnar o que acreditamos ser bom, mas no fim das contas apenas é mais cômodo. O que é cômodo costuma ter prazo de validade, e quem bate em nossa porta pra nos lembrar que está na hora de mudar é a deusa Éris, que realmente não nos ajuda a notar que o prazo esta esgotado, mas a partir do momento que notamos a necessidade, é ela que se torna o grande motor que converte caos em energia e a energia nós convertemos em força de trabalho para a realização da alteração do padrão que antes era cômodo porém nos estagnava.

Como mago do caos digo tudo isso com propriedade, porque na magia do caos o que mais fazemos é usar a energia do próprio caos como combustível para a realização de nossa vontade. A capacidade de andar entre dogmas, quebra-los e utilizarmos o melhor de cada crença, doutrina e religião com grande maestria, ou ainda que envoltos em problemas para inter-relaciona-los por serem crenças divergentes é justamente a capacidade de pegar todo esse caos e fazer com que tudo se torne ordem na nossa cabeça sem que se torne um padrão. Melhor dizendo, tornar o caos e a imprevisibilidade um padrão para a realização da nossa Verdade Vontade.

Assim como necessitamos de algo que nos desperte para converter o caos em ordem, temos também aquilo que nos leva ao caos, a força prima que penetra no padrão e trás a necessidade da reorganização, a força que bate em nossa porta para avisar que o que esta estagnado já passou do seu prazo de validade e que algo é necessário que deva ser feito.

Esse é Loki, nosso deus “brincalhão”, tão mal interpretado quanto todo o caos que lhe serve como berço. Loki, o deus do fogo, aquele que pode ser ouvido no estalar da lenha em uma boa fogueira (partindo do principio que o conceito de bom, assim como mau são pontos de vista), sempre aparece fazendo alguma travessura ou forjando uma cena que trás incomodo com grandiosas consequências abertas à interpretação. Sempre que Loki aparece, logo após a resolução ou desistência do problema trazido por ele, alguém aprende algo, algo acontece e um lição é dada.

Loki trabalha com o incômodo, com a ação que nos tira da zona de conforto e com a amoralidade, isso mesmo, significa que ele vida à margem da moral humana. Esse sábio deus chamado Loki nos leva à iluminação necessária manifestando sua força da forma como melhor nos atinge. Nós humanos somos seres preguiçosos e de fácil imobilidade quando encontramos o menor sinal de conforto, e lhes mostro que não é mentira!

Numa sociedade capitalista e de terceiro mundo como a que vivemos no Brasil, dificilmente você vai ver alguém da “classe c” que conseguiu o mínimo de conforto e honra pelas posses que tem querer investir o pouco dinheiro que consegue em algo que não seja material e na maioria das vezes passivo de ostentação. O campo da biologia também nos mostra isso através da comparação de duas plantas, uma nativa da mata atlântica e outra nativa da caatinga nordestina, onde vamos que a rais das plantas da mata atlântica pouco se estendem pelas profundezas do solo ao menor sinal de umidade, enquanto a planta da caatinga por conta da pouca existência de água em seu solo apenas para de aprofundar suas raízes ao fim de sua “vida útil”.

O casamento demiúrgico, ouroboro caótico, 0=22 cômico

A união que faço em meu panteão entre Éris e Loki não poderia ser melhor em meu ponto de vista, ou pelo menos me cabem muito bem até a próxima mudança de ponto de vista que sempre estou passivo a receber.

No inicio temos a zona de conforto, e tudo é ordem, após isso vem o caos e se vê necessário para modificar as coisas e levar a ordem a uma elevação. Nesse momento Loki vem e bate à porta, inventando eventos que poderão não ser tão bem vistos, mas como disse anteriormente, as divindades que trabalham com o caos são amorais, e farão o necessário para que sua missão seja realizada com sucesso. A atitude de Loki lhe incomodará até que algo seja feito, mesmo que o que seja feito de sua parte seja a desistência ou a resistência para se manter como está. A partir desse momento você se vê no meio de um acontecimento que não lhe é confortável e resolve fazer algo para que aconteça a mudança e para que seja alcançada novamente a ordem. Este é o instante que Éris aparece e pega todo o caos reconhecido por você como necessitado de mudança/ordem, e transforma em energia, para que seja aplicada da forma como quiser para alcançar a ordem necessária.

Esse é um ciclo sem fim, a zona de conforto sempre será visitada por esse casal que beneficamente nos traz todo o aparato para a evolução, seja ela moral, intelectual, espiritual ou etc… Esse é o inicio e o fim de uma jornada sem término, onde é melhor aproveitar a vista da caminhada do que a chegada ao destino.

Referências utilizadas no texto acima: Northhvergr – Prose Edda – Brodeur Trans. (em inglês) Northvegr Foundation – Sturluson, Snorri (1916) Gylfaginning, capítulo 44, Edda em prosa – Colum (1920) – Loki (É possível compreende-lo?)Morte Súbita – Loki (Verdade e essência desse deus)Morte Súbita – Infoescola, Teoria do Caos. – Brasilescola, Teoria do Caos – Clarke, Peter Bernard in: Psychology Press, Encyclopedia of New Religious Movements (2006) – Drure, Neville; Stealing Fire from Heaven: The Rise of Modern Western Magic – Spare, Austin Osman; Ethos – Magick, Livro 2, página 127 (Aleister Crowley) – Magick, Livro 4, páginas 128 e 174 (Aleister Crowley) – Liber Aleph, página 13 (Aleister Crowley) – Pequenos Ensaios em Direção à Verdade, página 76 (Aleister Crowley) – Amoralidade de Exu (Perdido em Pensamentos, Douglas Rainho) – A Ecologia, As Plantas e a Interculturalidade das Plantas, Capítulo 3 (José Eduardo Mendes Ferrão, Maria Lisete Caixinhas, Maria Cândido Liberato)