RELATO QUIMIOGNÓSTICO XXXVVIII

Relato quimiognóstico (presente no meu diario magicko de número 11), datado em 08/12/2017 no periodo da noite iniciado às 00:43h e postado em um grupo de facebook.

“RELATO QUIMIOGNÓSTICO XXXVVIII, 08/12/2017

Eu tava aqui, não aqui no facebook, mas aqui, sentado no chão, dentro de um ouroboros, onde a cauda da serpente adentra sua boca e perfura sua nuca. Dentro do círculo estamos eu e a morte, eu sentado de pernas cruzadas, e ela ali, um fetiche, paje de Mortifer. Escrevi toda sua evocação com pena de um urubu, coisa que consegui em um evento de magia no Largo do Machado, aqui no Rio de Janeiro. Propus um brinde à Morte, para Ela dei cerveja, no meu copo a substancia (devidamente inapropriada à pessoas com distúrbios de respiração e com problemas de medianos à graves de coração), o intuito era uma conexão mais próxima com seus verdadeiros significados (nessa hora você pode estar pensando “claro! usando droga! vai morrer!”, você! Você aí! Vai tomar no cu!).

Havia velas acesas, a casa estava escura, completamente, só o som do ventilador no cômodo ao lado e uns cachorros no rua latindo bem longe, madrugada no centro do Rio é oca pra quem ouve de longe.

Tomei a bebida, me sentei em silêncio e me embalei com o som do ventilador, não sei quando tempo passou ao certo, mas quando dei por mim não era o ventilador que estava fazendo o som, era um som abafado, interno, como se fosse alguém fazendo frações de sons som os lábios cerrados e recolhidos para dentro da boca (como se faz quando não se quer encostar os lábios no de alguém que tenta te beijar sem a sua vontade. Fodam-se suas piadas à respeito deste fato minúsculo), o som era grave, mas tinha um “toque” delicado, digo, não delicado, a vibração se sentia forte, mas o som ela um pouco agudo ao ouvido, mas eu conseguia “ouvir no peito” pela vibração (poderia ser meu coração pedindo pra eu chamar o reboque? Talvez).

O som vinha do canto da minha sala, do canto oposto à minha geladeira, é um canto com realmente nada, vazio. Eu estava no lado oposto à esta parede, próximo à outra parede, voltado ao leste (foda-se o leste, ro$acruzes decrépitos).

Minha sala é bem pequena, na verdade minha casa toda é minúscula, uma vela acesa ilumina pelo menos a sala toda mesmo que de forma tosca.

O canto estava absolutamente escura e estranhamente eu não liguei pras leis da física naquela hora.

Fiquei bastante minha visão naquele ponto, reparando que o canto escuro era quase “natural” de um ponto de vista “fotográfico”, a iluminação ia se dissipando com um degradê do “sépia” da chama da vela, para um tom escuro tão denso que a textura a olho nu e naquelas condições me parecia betume.

Visto que aquilo obviamente seria sucesso ou fracasso da minha evocação, resolvi me acalmar, me voltei pra dentro de mim, e procurei me acalmar tendo como símbolo o vazio, me passa tranquilidade.

Abri os olhos novamente, tudo estava como mencionei até agora, blá blá blá canto escuro com um barulho…

Levantei, segurando a pena e o papel, apontei na direção do canto e recitei a evocação novamente!

Me sentei novamente ao fim e fechei os olhos…

Por um momento eu não ouvi mais nada, e quando digo nada, era um nada tão nada que eu me senti fora de mim, tudo ficou escuro como se eu não tivesse acendido vela alguma.

Ouvi passos na minha direção (bolei), ouvi som de tato no paje (bolei mais ainda), senti uma respiração pouco acima da ponta do meu nariz e abri os olhos com medo de acabar como a mãe dos protagonistas de Supernatural (Ela morre, não é spoiler, isso é coisa do inicio da historia, foda-se).

Não havia mais nada lá. Vela acesa normalmente, E SALA TODA CLARA, como se aquela sombra nunca tivesse estado lá.

Levantei.

Bani.

Tomei um banho gelado, sentei no sofá pra relaxar um pouco, agora fumei um beck e vim escrever pra vocês isso.”

FONTE: Diário magicko de Victor Vieira, diário de número 11, da página correspondente ao dia 08/12/2017, escrito no Rio de Janeiro, no bairro do Centro.

Arte: Victor Vieira [@unholyvictor]

Praga de mãe pega! Não dê mole!

Antes de começarmos o texto eu devo alerta-los, que em momento algum pede-se a sua opinião quanto à moralidade aplicada, pois nele falamos de manipulação de ferramentas, e como essa ferramenta é utilizada, cabe apenas ao operador e mais ninguém!

Muito se brinca afirmando que “praga de mãe pega“, mas a “praga” assim nomeada é o que chamamos de maldição, que nada mais é que uma descarga de energia de forma vocálica/sonora, onde através da manipulação energética do Vishudda Chakra, o intento desgovernado (No caso de pessoas que não prestam atenção que estão lançando maldições por ai) é lançado. Não podemos esquecer que usar a palavra “manipulação” não significa atribuir destreza à algo, pois apenas atirar com um revolver é mais fácil que mirar e acertar o alvo que se tem em questão!

O Vishudda Chakra é conhecido como o “purificador”, é um chakra ligado à expressão, à criatividade e é dito como gerador de vida, biologicamente ele está atrelado às cordas vocais e à glândula tireoide. Na cultura hindu, o universo surgiu do som, e se o chakra está ligado ao órgão produtor de som, que são as cordas vocais, o chakra que emite som é capaz de manifestar vibrações ligadas diretamente aos sons primordiais, som primordial esse dito e tido como “OM

Muitos grupos esotéricos tomam a frequência sonora 415.305Hz – G como som de base para afinação vocal da vibração de suas palavras de poder, essa frequência está ligada diretamente ao chakra laríngeo, o mesmo Vishudda Chakra.

Eis aí o verdadeiro macete para a criação de boas maldições, que se constroem dentro de uma sistemática muito simples.

A maldição é um sigilo vocálico carregado com todo o intento visualizado no momento de proferir as palavras, energizado e vibrado da forma necessária de acordo com o que alimenta o intento.

Maldições costumam ser proferidas a partir da raiva, ódio e outros sentimentos que custam pouco da nossa capacidade analítica, por isso funcionam tão bem, pois poucos filtros se manifestam para impedir-nos de dizer o que queremos, visto que muitas vezes só o que nos cabe é falar.

(Depois disso dito e lido, se você se identificou com um sentimento aparecido no momento da leitura, muito provavelmente você é um feiticeirozinho de merda, bem vindo ao clube rs)

Além da parte técnica da construção do processo , temos o âmbito psicológico que deve ser sempre lembrado no ato de amaldiçoar. Maldição é um ato mágico, e todo ato magico está ligado de certa forma tanto ao operador quanto ao receptor, seja ele animado ou não, afinal de contas, tudo vibra!

Um bom exemplo para falar da parte psicológica, é do caso de uma maldição proferida à alguém que está próximo do operador e esse não se incomoda de ser ouvido. É importante que a maldição seja ouvida e que seja proferida utilizando elementos que mexam com o psicológico do receptor (caso ele seja um ser vivo), algo que cause uma abertura no seu campo energético para que seu intento se manifeste de forma mais efetiva que a vontade do receptor em se proteger.

Exercício Prático

Você vai precisar de:

  1. 1 pessoa para amaldiçoar;
  2. Conhecer fatos sobre a pessoa/alvo que quando ela ouvir será automaticamente tocada pelo assunto ainda que não manifeste sinal (segredos obscuros costumam servir, mas cuidado com sua segurança orgânica)
  3. manjar de visualização criativa;
  4. manjar de percepção e manipulação energética (Mas se até tua mãe que não manja, disse que você não seria nada na vida e você de fato não foi, não significa que seja tão essencial assim)

Construção:

  1. Vibre em seu corpo o sentimento que alimentará o intento/maldição;
  2. Construa em sua “tela mental” (nossa, que kardecista ele, olha ele) a manifestação de seu intento. Seja o mais exato possível e o mais detalhista possível, sinta os odores do momento, a movimentação do ar, a temperatura, os sons, sabores e tudo mais que possa tornar mais próximo do acontecimento na nossa realidade objetiva, ou caso seja de forma astral os acontecimentos, ainda assim construa de forma muito bem detalhada todo o processo da realização, e LEVE EM CONSIDERAÇÃO não apenas as influencias de seus atos sobre o receptor, mas também leve em consideração as influencias do ambiente em que se realizará sobre seu intento.
  3. Tenha em mente o que será dito, sabendo que o que for ouvido deve deixar brechas para a manifestação da sua vontade sobre a vontade do receptor que “abriu a guarda” após a “mágoa” do que ouviu.
  4. Caso seja possível, na hora de vocalizar o intento, lembre-se que isso tudo é como um sigilo, você está transformando sua imagem mental em som, portanto, o som e a forma como é vocalizado são muito importantes, então pronuncie todas as letras e palavras da frase, seja audível ao proferir.
  5. Só amaldiçoe alguém se você estiver disposto à entrar em toda essa trama de manipulações e densidades energéticas, porque quando a gente fala que tudo vibra, também significa que aquilo que vibra tende à se juntar à outras vibrações de padrões próximos, e isso significa que se você não segurar a onda, tua maldição pode te foder, ok?

Caso deseje proferir em voz baixa, vibrando na frequência apropriada, e colocando aquilo que brincamos chamando de “prana” na frase a ser expressa, tudo funcionará, basta tentar 😉


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