De olhos fechados olhamos para nós mesmos

O universo de deus Quando fechamos os olhos em oração, prece, reza ou meditação, fechamos os olhos não apenas para facilitar a concentração, mas sim para olharmos para dentro de nós mesmos. Muitas das culturas antigas acreditam que deus habita em nós ou que somos deuses e até mesmo o ateísmo acredita na força pessoal do ser humano tratando-se de capacidade. Tomando como princípio minha crença pessoal de que somos todos fagulhas cósmicas da explosão do Universo e, tratando o Universo como força superior a todas as outras, podemos acreditar que, se a força do Universo é superior a todas as outras e nós somos fragmentos desse Universo, somos portanto, esse Universo cuja força é superior e, isso significa que nossa força é superior a todas as outras.

Supondo ser deus uma entidade dotada de consciência, essa consciência se manifesta e, quando nós apuramos nossos sentidos, códigos morais e consciência íntima de EU, desenvolve-se uma capacidade latente de que, o nosso querer se torna o querer dessa consciência supranatural que chamamos de deus
(Contribuição de Cassius Thalles Costa Mendes)

Acreditar no potencial de si mesmo é não só o segredo de tudo, mas é parte do “tornar-se tudo”, pois o Universo é tudo e, tornando-se tudo, tornamo-nos deuses, nos tornando deuses daremos passos a frente na evolução não apenas social, mas também espiritual, abandonando o papel de personagens de uma história escrita por um escritor malévolo e incoerente e, tomando posse do direito de escrever nossa própria história onde seremos não só a vela do barco, mas também o vento que nos impulsiona.

Seja seu deus e, acredite no potencial de si! Não estou dizendo para abandonar suas crenças, mas entendam que vocês são parte da divindade da qual adoram. Quando fecharem os olhos em oração entendam que, o consciente é o que fala, mas o que ouve na verdade é o subconsciente, é o pedaço de deus que habita em cada um e, é o que lhes dá a autoridade de se assumirem como deuses que verdadeiramente são. Na bíblia encontramos palavras dizendo que “o espírito santo de deus habita em nós“, as culturas nepalesas e indianas nas religiões hindus, sikhs, jainistas e budistas utilizam a expressão “Namastê” (Em sânscrito: नमस्ते, [nʌmʌsˈte]) que significa “O deus que habita no meu coração, saúda o deus que habita no seu coração. Mais radiante do que o Sol. Mais puro que a neve. Mais sutil que o éter. Esse é o Ser, o Espírito dentro do coração de cada um de nós. Esse ser sou eu, esse ser é você. Somos todos nós, Está em você, está em tudo.” e ainda podemos levar em consideração os termos muito utilizados não só na magia como na alquimia, chamados “Macrocosmo” e “Microcosmo”, onde o Macrocosmo é a grandiosidade do Universo externo e “superior” a nós e o Microcosmo é a grandiosidade do Universo interno, que habita em nós se assim posso dizer e que se inter-relacionam/comunicam. Ainda podemos levar em consideração o que dizia o pátio do pronaos do Oráculo de Delfos, com a seguinte escrita “Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo.” que nos leva a pensar diretamente no sentido da transcendência pessoal.  Com todos esses exemplos e com meus estudos, há algum tempo tenho percebido mais e mais do quanto nos enganamos necessitando de uma forma superior, externa e incontrolável para guiar nosso mundo e não apenas nos guiar para as escolhas certas como para fugir da responsabilidade das escolhas equivocadas… Somos não só o Criador, como o próprio Demiurgo.

“Quando fechamos os olhos para falar com deus, nos tornamos deus meditando dentro de si”

Referências utilizadas no texto acima: Bíblia (Ro 8.9-10 / 1 Co 3.16 / 1 Co 6.19),  Sanskrit English Disctionary (University of Koeln, Germany), Merriam-Webster, A Dictionary of Gnosticism (Andrew Phillip Smith, publicado pela Quest Book em 17/11/2009), Pausanias (Description of Greece)