ANÚNCIO: Oficina de Criação de Sigilos Magickos – 15 de setembro de 2019


Dia 15 de setembro de 2019 vou oferecer uma OFICINA DE CRIAÇÃO DE SIGILOS MAGICKOS, onde trabalharemos a teoria e a prática, incluindo a abordagem artística da criação e os métodos de Gnose, que são os estados alterados de consciência utilizados para ativa-los. Será aqui no Rio de Janeiro bem pertinho do metrô do Largo do Machado, super acessível, seguro e próximo a mercados e lanchonetes pra ninguém passar perrengue.
A contribuição será consciente e as demais informações como horário, carga horária e materiais necessários serão informados por email > ocaosdesempre@gmail.com < ou podem preencher o formulário abaixo me informando o interesse.


 

RELATO QUIMIOGNÓSTICO XXXVVIII

Relato quimiognóstico (presente no meu diario magicko de número 11), datado em 08/12/2017 no periodo da noite iniciado às 00:43h e postado em um grupo de facebook.

“RELATO QUIMIOGNÓSTICO XXXVVIII, 08/12/2017

Eu tava aqui, não aqui no facebook, mas aqui, sentado no chão, dentro de um ouroboros, onde a cauda da serpente adentra sua boca e perfura sua nuca. Dentro do círculo estamos eu e a morte, eu sentado de pernas cruzadas, e ela ali, um fetiche, paje de Mortifer. Escrevi toda sua evocação com pena de um urubu, coisa que consegui em um evento de magia no Largo do Machado, aqui no Rio de Janeiro. Propus um brinde à Morte, para Ela dei cerveja, no meu copo a substancia (devidamente inapropriada à pessoas com distúrbios de respiração e com problemas de medianos à graves de coração), o intuito era uma conexão mais próxima com seus verdadeiros significados (nessa hora você pode estar pensando “claro! usando droga! vai morrer!”, você! Você aí! Vai tomar no cu!).

Havia velas acesas, a casa estava escura, completamente, só o som do ventilador no cômodo ao lado e uns cachorros no rua latindo bem longe, madrugada no centro do Rio é oca pra quem ouve de longe.

Tomei a bebida, me sentei em silêncio e me embalei com o som do ventilador, não sei quando tempo passou ao certo, mas quando dei por mim não era o ventilador que estava fazendo o som, era um som abafado, interno, como se fosse alguém fazendo frações de sons som os lábios cerrados e recolhidos para dentro da boca (como se faz quando não se quer encostar os lábios no de alguém que tenta te beijar sem a sua vontade. Fodam-se suas piadas à respeito deste fato minúsculo), o som era grave, mas tinha um “toque” delicado, digo, não delicado, a vibração se sentia forte, mas o som ela um pouco agudo ao ouvido, mas eu conseguia “ouvir no peito” pela vibração (poderia ser meu coração pedindo pra eu chamar o reboque? Talvez).

O som vinha do canto da minha sala, do canto oposto à minha geladeira, é um canto com realmente nada, vazio. Eu estava no lado oposto à esta parede, próximo à outra parede, voltado ao leste (foda-se o leste, ro$acruzes decrépitos).

Minha sala é bem pequena, na verdade minha casa toda é minúscula, uma vela acesa ilumina pelo menos a sala toda mesmo que de forma tosca.

O canto estava absolutamente escura e estranhamente eu não liguei pras leis da física naquela hora.

Fiquei bastante minha visão naquele ponto, reparando que o canto escuro era quase “natural” de um ponto de vista “fotográfico”, a iluminação ia se dissipando com um degradê do “sépia” da chama da vela, para um tom escuro tão denso que a textura a olho nu e naquelas condições me parecia betume.

Visto que aquilo obviamente seria sucesso ou fracasso da minha evocação, resolvi me acalmar, me voltei pra dentro de mim, e procurei me acalmar tendo como símbolo o vazio, me passa tranquilidade.

Abri os olhos novamente, tudo estava como mencionei até agora, blá blá blá canto escuro com um barulho…

Levantei, segurando a pena e o papel, apontei na direção do canto e recitei a evocação novamente!

Me sentei novamente ao fim e fechei os olhos…

Por um momento eu não ouvi mais nada, e quando digo nada, era um nada tão nada que eu me senti fora de mim, tudo ficou escuro como se eu não tivesse acendido vela alguma.

Ouvi passos na minha direção (bolei), ouvi som de tato no paje (bolei mais ainda), senti uma respiração pouco acima da ponta do meu nariz e abri os olhos com medo de acabar como a mãe dos protagonistas de Supernatural (Ela morre, não é spoiler, isso é coisa do inicio da historia, foda-se).

Não havia mais nada lá. Vela acesa normalmente, E SALA TODA CLARA, como se aquela sombra nunca tivesse estado lá.

Levantei.

Bani.

Tomei um banho gelado, sentei no sofá pra relaxar um pouco, agora fumei um beck e vim escrever pra vocês isso.”

FONTE: Diário magicko de Victor Vieira, diário de número 11, da página correspondente ao dia 08/12/2017, escrito no Rio de Janeiro, no bairro do Centro.

Arte: Victor Vieira [@unholyvictor]