Manifesto da Manipulação dos Símbolos

Devo começar dizendo algo chato, que já foi dito, pensado ou questionado por alguém perto de você caso você mesmo não tenha sido capaz de pensar:

Até que se prove o contrário, todos os deuses e símbolos adorados, um dia foram criados por aqueles que os adoram.

Esta frase pode-lhes parecer um tanto ofensiva, principalmente em relação à sacralidade que cada deus como simbolo emana de si, mas devemos lembrar que além de não ser um problema meu a forma como o que eu digo os ofende, trago à vocês a lembrança de que quando um simbolo passa à ter mais influencia que seu manipulador, a receita do fracasso está instaurada, pois é perdida a capacidade de questionar o simbolo da parte do operador, e ali perdemos um mago e encontramos um fanático, e ainda que um fanático seja capaz de manifestar atos magickos, o filtro da sua intenção não está conectado ao ato, mas apenas seus sentimentos com os olhos embaçados pela névoa da falta de capacidade interpretativa e cognitiva no convívio com os símbolos, também não estou dizendo que não sirva como fonte de prazer legítima para que se permaneça nesta forma de prática, mas devemos levar em consideração que até Crowley já comentou que “a palavra do pecado é restrição”, portanto, recomendo que se recorde sempre disto:

Todo limite imposto por um símbolo não é limite verdadeiro, é corruptela propagada da interpretação do mesmo, e na falta de uma interpretação plausível, interprete você mesmo, nada vai mais além que a experiencia do próprio operador.

Toda interpretação simbólica necessita de um vocabulário mental, que é como um alfabeto de símbolos que nos ajudam na concepção de tudo o que desejamos processar na nossa mente para qualquer fim. Deixo o exemplo da palavra “Tudo”, que muitos nesse momento de leitura já foram remetidos à um grau divino que se refere à quantidade, mas que em verdade quando pensam em “Tudo”, se direcionam à um numero limitado em existência, visto que “tudo” o que se sabe nem sempre representa “tudo” o que verdadeiramente “é”.

Afirmo ser benéfica a ressignificação dos símbolos que são interpretados de forma desagradável, notem, eu disse DESAGRADÁVEL, porque símbolos são ferramentas, e a forma como cada ferramenta se aplica, cabe apenas ao operador, afinal de contas, se eu uso um martelo para pregar alguém à cruz ou para pregar um quadro pintado por um artista, a importância habita na intenção direcionada pela ferramenta, e não pelo sentido simbólico comum ao vocabulário social/cultural vigente.

Acaso se na lenda cristã da crucificação de Je$us, alguém perguntasse ao prego com o qual crucificaram o nazareno, “Je$us ou Barrabas?” já sabemos que encontraríamos um prego bastante desinteressado quanto a dúvida.

Na relação OPERADOR x FERRAMENTA existem um manipulando e outro sendo manipulado, e se você está nessa relação sem deter o controle de como as energias se manifestam, questione-se sobre você ser o operador ou ferramenta.

Alguém pode estar fazendo magia e não ser você.

Quadrados Magickos, Sigilos e o Quadrado Magicko de Éris

Um quadrado magicko (kamea em hebraico) consiste em uma série de números dispostos em um quadrado para que a soma de qualquer linha seja igual a um de qualquer coluna. Para a maioria dos quadrados magickos, a soma de qualquer uma das diagonais também equivale à soma de uma linha ou coluna. Os quadrados magickos foram estimados por suas propriedades magickas e matemáticas há milhares de anos na China, na Índia e no Oriente Médio.

  • Há oito arranjos diferentes de um quadrado magicko de nove divisões (3×3).
  • Existem 880 maneiras de organizar um quadrado magicko de 16 divisões (4×4).

No entanto, estamos preocupados (no momento, “para início de conversa”) apenas com os sete kamea, tradicionalmente associados aos sete planetas na prática kabbalah. Cada uma dessas kamea está associada a uma Sephirah planetária na Árvore da Vida.

Cada kamea tem um “selo”, que é um diagrama geométrico projetado de modo a tocar todos os números do quadrado. O selo é usado na magia talismã para representar todo o quadrado do padrão e para atuar como testemunha ou governador para eles. O selo é o epítome ou a síntese do quadrado.

Há também uma “Inteligência” e um “Espírito” conectado a cada kamea que são derivados dos números-chave do quadrado usando técnicas de gematria.

Cada Inteligência e Espírito tem um sigilo, que é considerado um glifo analógico do nome, número, força, etc. Esses sigilos são obtidos convertendo o nome do Espírito ou Inteligência em uma forma numérica usando o Aiq Bekar , ou Kabbalah Hermética.

Se o equivalente numérico de uma letra não existir em um determinado kamea, o número é “reduzido” ao próximo valor mais baixo na mesma divisão do Aiq Bekar até se encaixar no kamea. Um caracter nunca deve ser reduzido além do necessário.

A sequência numérica resultante é então traços no kamea apropriado para produzir o sigilo desse nome.

Os selos e sigilos tradicionais não seguem, em todos os casos, toda a sequência numérica de cada nome. Alguns dos sigilos mais longos parecem ter sido encurtados ou comprimidos para facilitar o uso. De qualquer forma, estou reproduzindo-os essencialmente nas mesmas formas oferecidas pelos dois. Barrett e Israel Regardie, pois estas são as formas tradicionais dos sigilos.

Cada quadrado magicko representa uma matriz de energia planetária. Os quadrados magickos baseiam-se no trabalho original realizado por matemáticos antigos na sua descrição dos números. Os praticantes de magick expandiram-se sobre isso para transferir a correlação entre um número e seu planeta correspondente, representando energia planetária em um formato matemático.

Um quadrado magicko é composto por três números-chave. O primeiro é o número planetário. O segundo é o quadrado do número planetário (ou o número planetário multiplicado por si próprio). O terceiro é a soma do quadrado (ou todos os números incrementais começando em 1 que é necessário para preencher as caixas no quadrado adicionado e depois dividido pelo número planetário).

Saturno é representado pelo número 3.

Comece desenhando o quadrado magicko com 3 caixas horizontalmente e verticalmente para um total de 9 quadrados (o quadrado de 3 sendo 9).

Isso faz com que a soma do quadrado neste caso 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 seja igual a 45. Agora 45 dividindo pelo número planetário de Saturno de 3 isso é igual a 15.

Cada linha de números na magia quadrada, horizontal e verticalmente, deve ser igual a 15 (a soma do quadrado do número planetário de 3).

Ao desenhar o quadrado magicko, todos os números devem ser colocados no quadrado, em sequência, começando com o número 1. Este é o quadrado da magia que representa Saturno. Observe que o quadrado é 3 por 3 e que todas as linhas são iguais a 15.

Sigilos

A palavra “sigilo” vem do latim sigillum, ou seja, um sinal ou assinatura. Em termos magicko, um sigilo é um glifo (unitário) derivado de uma fórmula de nome, palavra ou intento por meio de um processo analógico direto (como conversão numérica e rastreamento em quadrados magickos [kamea]). Se o processo apropriado for revertido, o nome ou a palavra podem ser recuperados do padrão do sigilo. No entanto, se o sinal for condensado ou comprimido, ou se ele for gerado usando um sistema que você não conhece, talvez você não consiga decifrá-lo ao reverter o processo de codificação (mas cá entre nós, ninguém ta preocupado em reverter a estrutura “física” do sigilo, não é mesmo, amiguinhos?)

A ideia importante é que a semente ou essência de uma força, conceito ou padrão é igualmente no sigilo e no nome (logos). Sigilo e intento são as duas facetas da mesma coisa (Calma, vai lendo com calma rs). Podem dizer-se que se relacionam muito com os termos sânscritos, yantra e mantra.

Existem muitas aplicações e formas de sigilos além daquelas dos Espíritos Planetários e das Inteligências.

Seu próprio nome pode ser convertido em forma numérica e traçado em kamea planetária para fornecer um sigilo de si mesmo no aspecto desse planeta particular. Isso pode ser útil para o trabalho com talismãs, rituais de evocação ou meditação direta. Existem muitos outros usos e variações.

Pode ser visto como um símbolo da nossa intenção. Sigilos incorporados com outras influências adicionam direção e foco para desenvolver o trabalho. Os sigilos podem ser traçados no ar, esculpidos em velas, desenhados em papel e queimados, etc. Os sigilos podem ser desenhados ou formados usando os quadrados magickos que são descritos acima (Mas não se esqueçam que pode ser sonoro e das mais diversas formas, ta?)

Saturno rege instituições e negócios financeiros, como bancos, transações imobiliárias, investimentos, instituições educacionais, etc. Exemplo: se sua intenção for investir com sucesso. Você quer um símbolo para representar a si mesmo em seus esforços de investimento. Então, ao escolher a palavra “investidor” para ser seu sigilo, a visualização é de si mesmo como um investidor inteligente, cercada de aspectos favoráveis ​​e escolhas claras para aumentar o seu dinheiro.

Este é um método que utiliza o sistema ocidental de numerologia. Cada letra tem um equivalente numérico atribuído a ele (veja o quadro abaixo).

Pegue a nossa palavra chave, “investidor”, e trace-a para o gráfico mostrado acima.

Começando com seu primeiro número correspondente e continuando por cada um em ordem, você desenha seu sigilo.

Abaixo vou deixar disponíveis algumas opções de geradores de sigilos sobre quadrados magickos automatizados e gratuitos.

O Quadrado Magicko de Éris

Sabendo também que todo Quadrado Mágico é resultado de uma progressão aritmética, e também que existe um planeta-anão batizado com o nome da deusa Éris, resolvi fazer uma adaptação voltada em partes para pop-magic e construí o quadrado magicko de Éris com a grandioza instrução matemática da Soror Prilasci. Segue abaixo.

Aproveitando NASA captou algumas vibrações vindas de todos os planetas, planetóides e corpos celestes menores que teve acesso e as codificou em sons, deixo aqui o vídeo com o som do planetóide Éris, que pode muito bem ser utilizado não apenas na construção física do sigilos  a partir do quadrado magicko acima, como também no processo de ativação/lançamento do intento sobre o sigilo.

 

Referências usadas: Mysteria Magica, de Melita Denning, Osborne Phillips – LIBER
LV III, de Aleister Crowley – Liber 777, de Aleister Crowley

 


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Ritual de Fixação de Vontade, a autoridade do Mago sobre o ambiente.

[Artigo criado à partir de uma publicação minha no grupo “Kaos-Brasil. Magia do Caos” no facebook]
O rito funciona de forma simples, e serve para que a autoridade do Mago seja fixada no ambiente em que ele se encontra, fazendo com que toda a realidade ao seu redor se curve mediante a sua vontade aka Ritual de Fixação de Vontade

  1.  Visualize-se dentro da caosfera no ambiente em que você realiza o rito [SE POSSÍVEL, FAÇA O RITO DA CAOSFERA nesse momento];
  2. Sinta o ambiente vivo e inteligente, vibrando e se comunicando contigo;
  3. Ponha-se na postura da morte [SEM PREPARO FICA DIFÍCIL FAZER ESSA POSTURA];
  4. Dê a voz de comando para que o ambiente se curve à você, sendo você o Baal Shen daquele lugar. (Usando sua voz mental, mas vibrando o chakra vocálico)
  5. Recite as palavras à seguir (Também utilizando sua voz mental e vibrando o chakra vocálico)
    [Momento em que se afirma a autoridade] Não obedeço datas, não obedeço luas, não obedeço marés e não obedeço dogmas, tudo o que eu quero que seja é, toda minha vontade se faz sem nenhum esforço.
    [Autoanalise reflexiva de sí – RECOMENDO QUE CADA MAGISTA FAÇA O SEU PRÓPRIO PARÁGRAFO] Ela simplesmente se faz ao passo do meu querer, o Universo faz acontecer.Me vejo um como o Universo, e acredito que ele fazendo tudo ser o que pensa em fazer, assim minha vontade passa a ser realizada no momento do meu querer.Verdadeira vontade não é o que se quer na totalidade da palavra, mas o que se deseja com a chama que arde no coração do mais nobre mago.Mas também não sou nobre, e isso que é engraçado, porque passei a merecer a realização das minhas vontades no dia que passei a entender e rir das piadas do Caos no Universo.
  6. Após o final dos comandos dados, levante-se e ria, gargalhe, vomite, grite ou veja um desenho animado ao seu gosto se possível.

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DICA #7 – Mago para quem?

Com tanto tempo de estudo e com tanto tempo de convívio com os mais diversos tipos de pessoas por esse matagal invadido chamada de internet, pude notar uma dependência que há nas pessoas de criar vínculos de proximidade física. Todos se dizem limitados no quesito evolução e sempre o argumento é o mesmo, “MAS BLABLABLA EU PRECISO DE PESSOAS PERTO BLABLABLA PARA DESENVOLVER”, sério isso?

Serio? Tipo, sério mesmo?

Gente, vamos voltar no tempo, vamos voltar às salas de experimentos dos alquimistas, ou vamos às cabanas das bruxas que viviam nos pagos da Europa Medieval. Vocês acham que esse povo tinha esse luxo que “postar anuncio” de “procura-se coven” sabendo que a igreja da época tava louca pra atear fogo até na alma das pessoas se pudessem?

Não ponha a culpa do seu bloqueio intelectual ou seja lá qual for seu problema na falta de assessoria próxima de si, assim você nunca será independente, e não sendo independente, pra que praticar magia?

Magia pode ser dita como a manifestação energética da sua própria individualidade e do próprio conhecedor de si, ou ao menos buscador, que a partir do conhecimento pessoal, começa a ter controle absoluto de tudo aquilo que está ao seu redor, ou ao menos toma conhecimento de tudo a sua volta para melhor conviver com o Todo.

Cuidado com essa necessidade excessiva de companhia para a pratica magicka, hoje você começa querendo um presença para te auxiliar, e amanhã você estará insatisfeito caso sua parceira ou parceiro não sejam do mesmo meio que você, ou do mesmo sistema ou do mesmo gosto.

As pessoas são feitas em sua maioria do mesmo material orgânico que as outras, e se não fossemos detentores de nossas singularidades, de nada adiantaria praticar magia, de nada adiantaria nos conhecermos e de nada adiantaria ser ao máximo o que se pode ser de si próprio.

As vezes a pratica magicka é seu único diferencial, então pra que querer todos nisto? Pra ser como todos os outros?

Seja único e seja o melhor nisso, pois aquele que manifesta da melhor forma sua essência, manifesta da melhor forma a excelência do Universo.

Não estou aqui dizendo para se reclusarem e se mudarem para uma caverna, mas aprendam a lidar com a solidão, as vezes essa é a unica forma de ouvir a si mesmo.


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DICA #6 – Quem vê design pouco vê conteúdo

Eu poderia dizer que “quem vê cara não vê coração”, mas do jeito que tem um monte de gente “cool” por aí, poderiam achar clichê e talvez ignorariam isso aqui que eu tenho pra dizer.

Já repararam que pra galera dar credibilidade no conteúdo alheio, primeiro eles vêem o layout da produção do cara?

Esse texto nasceu de uma analise que fiz a respeito da credibilidade dada à muitos ocultistas apenas por terem “sites bonitos”, fanpages bem movimentadas e um puta marketing pessoal que lambe cada testículo e grande lábio que se aproxima de seus conteúdos super visuais e de pouca profundidade informativa.

Gente! Ninguém nasceu designer, ninguém tem a obrigação de ser, e inclusive, se todos fossem designers, provavelmente eu seria outra coisa, isso aqui é minha fonte de renda.

Não queiram justificar preconceitos com problemáticas ligadas à estética de sites ou ao português das pessoas, além de todos sermos passivos de erros, ninguém é obrigado a saber de concepções estéticas pra “agradar publico alvo”, estamos falando de magos, adeptos, ocultistas que levam a sério seus estudos e que as vezes não tem interesse ou tempo pra se doar ao “estético”, mas se preocupam muito com o conteúdo abordado.

Deem chance aos conteúdos pouco desenvolvidos tratando-se de imagem, muitas pessoas tem dificuldades quanto a adaptação estética dessa geração, tudo é muito rápido e nem todos tem tempo de acompanhar “MTV” ou “Tumblr” pra saber o que agrada a “moçada”.

Estamos aqui pra falar de algo que vai além da estética, estamos falando da escrita, e é nisso que devemos focar, ESCRITA, afinal de contas não são todos que conseguem se comunicar de forma visual, mas não existe maravilha maior na escrita que ela por si mesma, que é a pura codificação dos pensamentos de quem escreve, ou melhor, é uma verdadeira forma de construir sigilos, onde você transforma o pensamento em palavra, a palavra em simbolo e o simbolo em uma gama de “ressignificados” a partir da forma como quem lê o guia dentro de si.

Conhecimento é sobre como lidar com o que chega a você,  tudo depende mais da sua interpretação que apenas a forma como o outro lhe ofereceu o conteúdo.

Eu sei que isso tudo parece fugir muito do conteúdo abordado na magia, mas se eu não disser que mesmo aquilo que não é “bonito” pode carregar uma grande fonte de ensinamento, você pode acabar no erro de ir atras de informação e encontrar um “VJ da MTV” ensinando alguma coisa de forma genérica como se fosse algo definitivo e único.


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DICA #5 – Teu sucesso é tua prova

Levando em consideração que quem está no começo vai tirar suas dúvidas sobre magia com quem lhe pareça “fodão”, notamos que geralmente quem “parece fodão” não costuma ser, visto que o extraordinário da magia se manifesta na simplicidade da transformação.

Tenho notado que cada dia mais as pessoas tem se assegurado em suas certezas como se fossem inabaláveis e definitivas, como se estas pessoas tivessem se tornado o verdadeiro e único norte, ou como sempre e melhor, o leste.

Erram por pequenas bobeiras, e não chamo de erro querendo apontar algo que deva ser correto, mas afirmo que erram por venderem seus pontos de vistas como únicos, verdadeiros e suficientes para os que buscam ajuda de suas partes.

Vejo cada vez mais “magos” vendendo receitas de bolo, quando na verdade a vida tem muito daquele momento em que Harry Potter pega o livro de anotações do “Principe Mestiço” que ensina uma forma alternativa para efetuar de forma correta os feitiços tentados (Alcançando da mesma maneira o resultado).

Manipulação energética dentro de Magick deve ser pessoal. Sistemas trazem exemplos funcionais de ritualísticas que funcionaram para o escritor em questão, mas não necessariamente estas são sempre as únicas maneiras de alcançar tais objetivos.

Procure ter um foco mais filosófico no processo e um olhar mais prático sobre o objetivo, não se esqueça que a vontade sempre deve estar livre de propósito, pois apenas assim notará a verdadeira “magia em prática” que sempre vai ser mais que apenas “prática mágica” como descrita nos currículos básicos de ordens iniciáticas.

Quando pensar, “teu sucesso é tua prova”, questione-se sobre sucesso.

Cada um de nós é uma egrégora em si, somos feitos de símbolos próprios, pensamentos singulares, e significados únicos, correto?

Se você concorda comigo, poderia pensar um pouco aí então sobre a forma como está sua prática? Ela é sua ou de alguém que você leu? Quando expressa sua energia, é de forma pessoal ou genérica?

Não ignore sua experiencia pessoal pela maioria e nunca se esqueça, quem determina a trajetória de um filme é o diretor, não o ator.

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DICA #4 – Enlouqueça

Uma vez ouvi dizer que se todo mundo está fazendo algo, algo nisso aí está errado. O que você acha disso?

Eu, particularmente falando acho fenomenal, e é essa a oportunidade que todo magista aguarda, que é a mudança de percepção, o olhar noturno pras coisas do dia.

Imagino que você, magista que chegou até aqui neste texto, adora ver “Hora de Aventura” e reconhecer os símbolos alquímicos que não fazem qualquer sentido (Ou fazem? Talvez o Acre Boy deva ter descoberto o significado, né?), ou até mesmo ler Promethea e compreender a complexidade dos ensinamentos cabalísticos que Alan Moore ali nos proporciona dando real valor ao conteúdo como quem lê qualquer outro Liber de grande importância para a comunidade ocultista.

Este texto serve de apelo, se assim posso colocar. Vejo tanto conteúdo de valor inestimável na internet, e não apenas, como na mídia em geral, mas ao mesmo tempo, vejo “pseudo-intelecto-magistas” que se apegam apenas aos grandes escritores, se apegam apenas aos nomes do passado, e param de dar credibilidade às novas escolas, aos novos pensamentos e até mesmo à nova face da cultura que carrega a “ressignificação” de seus antigos símbolos.

Hoje é muito fácil você notar a mania de “maturidade social”, onde todos devem tomar atitudes de acordo com uma convenção cuja decisão não foram participados. Acabam não acompanhando o contexto cultural por acharem que “tudo em malukt é maya“, quando a verdade é que estes estão presos em maya por não notarem que malkut é nosso plano de manifestação, e não é uma manifestação seletiva, é a verdadeira manifestação do macrocosmos, e que na verdade o desenvolvimento das praticas de qualquer sistema de magia, lida na verdade com a inserção do comportamento e da visão “magicka” no dia-a-dia. Magick é uma ferramenta que colabora com a manifestação da verdadeira vontade do magista e não o norte, ou melhor, o leste da essência humana.

Se dêem o direito de “enlouquecer” nos padrões de hoje, sejam vocês, os loucos, como no arcano 0=22, aquele que se apresenta ao abismo, e que ali se lança sem o medo das experiencias, com a coragem de quem tem a certeza do voo e preparo para a queda.

A loucura só aprisiona quem nunca foi livre.

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DICA #3 – Não seja um c*zão

Esse texto poderia ser pra você que é toxico e chama o trabalho e o resultado de muito estudo de lixo, esse texto poderia ser pra você, satanista anticósmico que é chato pra caralho criticando um rolê que não é teu, esse texto poderia ser pra você que é kardecista de carteirinha mas pra ser hype prefere contaminar post de Chaos Magick falando de karma e reencarnação, ou até mesmo pra você que por ser roqueiro, acha que tem o direito de ficar exaltando Satan em post de internet achando que Satan ta afim de ler teu português mal escrito.

Esse texto vai pra dois chatos pra caralho, o primeiro é você, “moderninho” que só serve pra fazer chacota da galera recém chegada, que em post de solicitação de bibliografia prefere fazer umas indicações absurdas ou ficar criticando ao invés de indicar logo algo pra aquele recém chegado meter o pé. Você, que no inbox se faz de estrela quando consegue “molhar a calcinha” do neófito em algum post que só convenceu a ele mesmo que conhece pouco, porque aos demais em nada emociona.

Sejamos sinceros aqui, essa é mesmo a sua unica maneira de exaltar seu intelecto? Você realmente precisa fazer isso de afrontar os que tem pouco argumento sobre um assunto, do que indicar algo mesmo que minimo ou óbvio e pedir que ele se esforce mais nas buscas? Vá por mim, vai ser mais rápido você enviar um pdf para o “jovem” que ficar batendo boca e gastando energia e acabando com teu campo vibracional por bobeira.

O segundo para quem eu vou mandar essa dica é o novato do tipo “ajuda Luciano“, que fica o dia todo com um celular na mão jogando minecraft, busca cheat de jogo até na deepweb e na hora de pesquisar na internet uma indicação de livro se embaralha todo e até esquece que sabe escrever. Vou indicar agora o que fazer:

Se você digitar http://www.google.com na sua barra de endereço, que é lá onde você não precisa digitar http://www.xvideos.com porque já aparece pra você direto…

…você vai encontrar um site de buscas que tem um espaço em baixo de um quadro escrito de alguma forma GOOGLE, e se você digitar “Indicações de livros sobre Chaos Magick”, por exemplo, você vai encontrar no mínimo uma fonte para início, provavelmente isso você deveria ter tentado fazer isso ao invés de ter vindo logo aqui ler essa bobagem toda.

E não se esqueça nunca, seja você iniciante em algum estudo ou bruxão do rolê, seja com os outros a pessoa com quem você dividiria uma mesa de bar ou um baseado.

DICA #2 – Não confunda Moralidade com Responsabilidade

Chaos Magick - Arte Abismal - O Caos de Sempre - Moralidade - Responsabilidade

Jura que vocês ainda querem afirmar suas morais em cima de um sistema que se utiliza e beneficia da multiplicidade de pontos de vistas culturais?

Vocês sabiam que Chaos Magick é um sistema de magia e não uma religião?

Parece deboche quando eu faço esse tipo de pergunta, não é mesmo? Muito bem, é deboche mesmo!

Vamos perceber isso em todo o momento que chafurdarmos os grupos de Chaos Magick do Brasil. Parece que pegamos aquela mania judaico/cristã de tornar tudo um item de adoração, e a partir desses itens de criar ritos proprios, egregoras e tudo mais aquilo que puder nos distanciar do verdadeiro sentido da manipulação energética da magia que é: RESULTADO.

Chaos Magick é apenas uma ferramenta, que se põe num papel de observação neutra de fenômenos e valores psicológicos para certas culturas, e a partir desta observação, encontrar utilidade pratica dentro de nossa manifestação pessoal de vontade. Qualquer defesa cultural voltada para o ambito religioso dentro deste sistema supramencionado é falácia, abobrinha, caozada, ou melhor, a famosa GROSELHA.

No meio do caminho tinha uma pedra, e essa pedra era a MORAL, que não tem nada a ver com magia, mas sim com conceitos sociais e culturais geralmente não inventados por quem a pratica, reproduzido por quem não pediu pra aprender e propagado por quem geralmente não sabe o que diz, e nisso a Chaos Magick vem se perdendo… É uma verdadeira orgia de paradigmas e dogmas intocáveis e cada vez mais defendidos, que julgam mais e mais com uma concepção erronea pra caramba, gorda de um termo que eu adoro chamado: ETNOCENTRISMO

Etnocentrismo:Visão de mundo característica de quem considera o seu grupo étnico, nação ou nacionalidade socialmente mais importante do que os demais. (FONTE: http://www.conceito.de)

É aí que vocês veem o cara chegando num grupo do facebook e abordando karma, umbral, inferno, umbanda e usando esses termos e suas raízes religiosas como fundamentação para o desenvolvimento da prática. Esse camarada nunca vai perceber que ele ta reproduzindo a religião, e não o resultado da extração da funcionalidade da prática em sí.

Devemos compreender os conceitos culturais entendendo que os símbolos por mais que muitas vezes sejam diferentes, tenham um mesmo sentido independente para qual povo estiver lidando, como o exemplo do simbolo do “inferno”, onde para alguns é frio e para outros é quente. Obviamente devemos também levar em consideração, que para os povos que tem a visão de um inferno ser um local quente, geralmente estes viviam próximos a desertos ou a locais com muita seca, e o mesmo para os povos que viam o inferno como algo frio, que nitidamente eles não gostavam do frio, o que dirá passar uma eternidade sem um casaquinho num frio monstruoso.

Que tal nos propormos a perceber os símbolos como formas adaptáveis que carregam um valor simbólico que pode apenas ser sincretizado, adaptado ou até re-significado de acordo com nossas necessidades?

A responsabilidade do praticante de Chaos Magick é se preocupar com o resultado, e não com a manutenção do sistema abordado naquela pratica.

Chaos Magick é resultado, livre de preocupação dogmática e mega adaptável, onde cabe apenas ao usuário em si dizer para ele mesmo o que é certo ou errado dentro daquele momento. MOMENTO… ENTO… ENTO… ento… o…

Preocupem-se em se manter neutros em seus momentos, assumam arquétipos em suas práticas, mas após isto, voltem a ser os seres livres que eram, pois o julgo da moralidade não cabe aqui, nem neste texto, nem neste sistema, e nem nessa casa.

DICA #1 – Aos recém nascidos na Chaos Magick

Aos recém nascidos na “nossa senda” (Me senti um Pai Victor de Aruanda psicografando kk)
Posso levar em consideração que você já leu ao menos Pop Magic, Liber Null & Psiconauta, Corpus Hermeticum, O Caibalion ou pelo menos aqueles artigos engraçados do Morte Súbita? Posso!
Basicamente, qualquer trabalho magicko é um trabalho de manipulação energética, ta? Ta bom.
Levando em consideração isso que acabei de falar ali em cima antes de pular uma linha… rs …não se apeguem tanto à ritualística, os xamãs antigos criavam seus próprios sistemas, tomando como “norte”, ou melhor, como “leste” a analise sobre seus intentos e a engenharia por trás do passo a passo da manifestação da vontade. (Falei a mesma coisa? Falei.)
Eu sei, parece redundante, em tudo, realmente é redundante, mas é que a emoção de fazer parte de algo as vezes nos trás o medo de fazer diferente e parecer que não fazemos mais parte de algo. Calma, gente.
Magia do caos é algo que fala do comportamento pessoal do utilizador do sistema sobre a forma como ele vai se comportar se forma pessoal e conectada com aquilo que ele deseja, seja lá qual for seu intento.
Quando se perguntarem como fazer algo, pensem em como fazer de uma forma pessoal, dando significado aos símbolos, mais por conhecer pessoalmente que por dizerem que funciona.
***Texto escrito por mim no grupo “Kaos-Brasil. Magia do Caos” no facebook.
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