Análise d’O Pequeno Livro da Vênus Negra de John Dee [Parzifal Publicações e Editora Darash]

Cês tão ligados que nós aqui d’O Caos de Sempre e a Parzifal Publicações temos uma parceria fodona? Não?! Então, váááááááááários livros lindos que estão sob seu selo chegaram até nossas mãos e agora vai sempre rolar análise sobre cada uma delas, e juro que tudo com a maior das sinceridades possíveis e necessárias pra ninguém sair daqui choramingando.

Caso você também queira que eu faça uma analise de algum livro ai, você pode me mandar, entre em contato através do ocaosdesempre@gmail.com


Libellus Veneri Nigro Sacer, ou The Little Book of Black Venus ou na nossa língua, O Pequeno Livro da Vênus Negra, um livro que te ensina a forçar os espíritos de Vênus com um chifre a te obedecer senão o pau come.

Como diríamos no orkut, “O que dizer desse livro tão pequenininho que desperta a desconfiança de qualquer palestrinha ocultista/magista mas que eu já considero pacas?”.

Sobre o conteúdo

Esse livro ainda que seja da bem vinda mão de John Dee não é tão fácil de engolir pros ocultistas e magistas de poltrona que esperam um livro super gordo e cheio de teorias que justifiquem seus pontos de vista. Não reclamem comigo, reclamem com Freud e com Spare rs.

Este é um livro que eu recomendo que antes de comprar, você pesquise um pouco sobre, e tenha o olhar disposto a observar o que está por trás de cada palavra e expressão formulada em seu contexto. Não da pra comprar esse livro e esperar mistérios universais quando você já vem com 12 pedras nas mãos afim de retirar dele o que você quiser e não o que ele tem a oferecer.

A seguir deixo meu ponto de vista sobre o livro e o trabalho deixado nele, e não se esqueçam, sou magista do caos, thelemita, discordiano, não me cobrem um olhar sacerdotal cerimonial que eu pouco me interesso, isto é sobre meu olhar, você pode gostar ou não, mas como já havia dito la no inicio na imagem de apresentação do meu site, “Vir até aqui é problema seu” e bom apetite.

O maior dos segredos, mas não o único é o que está antes do sumário, em que é dito:

Para evocar os demônios, é necessário que os espíritos sejam chamados de acordo com seus nomes. Não nego que seja possível obrigá-los ao chamado através de conjurações de eficácia poderosa ou vínculos poderosos, com grande e abundante esforço prolixo, de enormes dificuldades.

Tendo lido isto, esteja ciente que você precisa saber o que são demônios, não apenas aqueles seres esquisitos que a igreja adora mais que o homem de mãos furadas, mas sim o que cada um representa em sua hierarquia de trabalhos e quais planos de manifestação eles integram. Lembre-se de que seus nomes são importantes, pois são o menor caminho entre a manifestação da energia destes arquétipos e a conexão deles com a nossa mente, ou dependendo do seu paradigma, a menor distância entre nosso plano e o plano de manifestação desses entes. Obriga-se estes espíritos através de exaustivos psicodramas que envolvem sua mente na narrativa da viagem destes arquétipos do imanifesto para o imanifesto, tal qual Donald Tyson diz que magia é trazer o imanifesto ao manifesto e do manifesto ao imanifesto, onde o manifesto é tudo o que é e o imanifesto “o que não”, ou o que ocupa os espaços entre um manifesto e outro rs.

Este parágrafo é sem dúvida a fórmula magicka da evocação, invocação, ativação de talismãs e tudo mais que se envolvam na prática magicka, e se você não está preparado para isso, melhor nem comprar o livro, ou até comprar, desde que não vá lê-lo que nem esse povo que acha que goétia ou você faz como manda a cartilha ou você ta fodido. Entenda este livro como literatura de base para inúmeros outros trabalhos, ele não espera que você o execute como está escrito, apenas que compreenda o que o trouxe até ali.

Preciso deixar vocês avisados que este não é um livro introdutório nas artes magickas, então tu não vai ver ele pegando na tua mão e falando “Vênus é isso”, “Talismã é isso”, “Gnose pra isso tem que ser assim”, ele pega e diz, “Irmão, eu fiz isso, isso e isso na superficialidade e aconteceu isso porque minha intenção foi essa” e ponto final, se você espera que ele te ensine o bêabá é melhor você voltar pras literaturas anteriores que te preparam pra introdução a banimentos, simbologias, planetas, espíritos e particularidades de rituais, e pra isso eu até recomendaria o Liber ABA, um pouco de Eliphas Levi e Edward Kelley (que por sinal sabe mais o que diz que o próprio Dee rs [e não me crucifiquem por isso, você por acaso já leu o Kelley? rs])

Lembremos também que neste livro John Dee trabalha com uma cosmogonia que entrega toda a responsabilidade da criação de Tudo ao Todo e este todo possui hierarquias angélicas como as da cabala e muito provavelmente primeiro vem seu pensamento enquanto cabalista para depois vir seu pensamento enochiano…

Os sigilos descritos como particularidades de demônios são antes de tudo sigilos pertencentes a anjos, sempre anjos que após sua queda mantém seu “CPF” como seus sigilos, ok? Então tão é algo que “vem do cu” do Dee, é realmente algo que é pré estabelecido a partir de Kameas planetários que compreendem aos planetas como “órgãos do corpo de deus”.

Dentro do livro ele fala sobre um ítem muito importante para toda a operação que é o chifre, que tem as instruções para o momento de retirar do boi e tudo mais, mas sinceramente eu acho que você será um bobo se achar que ele realmente está falando sobre um boi de verdade e um chifre de verdade… 

Não consigo tirar da minha cabeça a ideia de que é falado neste momento sobre uma preparação sexual para a evocação destes espíritos, até porque temos neste livro Vênus tanto como o planeta da união como vênus sempre a estrela da manhã, sendo Lúcifer em sua grandiosidade da primeira e última estrela da noite.

Mas tudo bem, se quiser vá lá e retire um chifre da cabeça de um boi, não consigo pensar nesta operação não sendo realizada só porque você esteve em dúvida se era pra usar um chifre ou uma rôla.

Sobre o corpo físico da obra

São umas 51 páginas úteis do livro, a capa é dura mas não muito, e é perfeito pra você colocar na mochila e levar pro almoço de domingo e ler na mesa com todos os eleitores de bolsonaro que fazem você ficar calado enquanto eles dizem que não há crise.

A impressão é boa e o papel é gostoso aos olhos, não é branco, mas sim amarelado, então seu uso na luz intensa não será incômodo.

Eu li este livro em 3 versões em inglês antes de ler a tradução do Rafael Resende Daher para o português que está neste livro publicado pela Parzifal Publicações em conjunto com a Editora Darash e achei muito fiel, respeita também o contexto cultural, vai por mim, tá fiel mesmo rs.

No site da Parzifal Publicações ta bem baratinho, ta R$49,90 ou até 4x de R$13,27, bem menos do que tu gaste em droga no mês e com certeza se vocês forem lá no inbox do instagram da Parzifal ou entrarem em contato por email com eles e falarem que chegaram até eles por este texto, vocês vão conseguir sem dúvida uma facilidade a mais pra levar esse e outros livros.

Caso tenha gostado desta análise, conheça também a análise anterior que fiz sobre o Grimório Tântrico Integral da Angela Edwars, que é uma baita artista e cujo livro você também encontra lá no site da Parzifal Publicações.


VALE A PENA A LEITURA? VALE! VALE A PENA COMPRAR ESSE LIVRO? VALE!

Vale muito! Inclsive pra fazer você aí magista de sofá rebolar essa bunda e perceber que o que mais você ta querendo é alguém que pegue na sua mãozinha! Esse livro é pra quem se garante no mínimo em pesquisar e sair da zona de conforto! Não ta nenhum pouco caro e como eu falei, o papel é bem confortável! Tem um tamanho bem acessível e não vai ocupar muito espaço na sua mochila pra você ai que fala que não anda com livro por conta do peso.

O conhecimento ali incluído é maduro e desafiador, é pra todos, mas nem todos são pra esse conhecimento. Uma pena, né (:

Caclier Nepeniare – A Grande Musa Equânime

Contrato do Servidor | Contrato+Sigilos+Arquetipo Visual


SEGUE ABAIXO O MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA O

TRABALHO COM CACLIER NEPENIARE


Agradecimento e dedicatória

Agradeço e dedico à minha consorte, Mia Bueno, minha artista favorita, atriz e muitas outras coisas, cuja dedicação como operária da arte e mantenedora da reflexão da vida me fez e me faz cada dia mais artista, não pelo que produzo, mas pelo que causa minha ação de ser artista.

Obrigado, minha Shákti.

Agradeço também a Francisco de Goya, Gustave Doré, Austin Osman Spare, Lady Frieda Harris, Pamela Colman Smith, Alan Moore, Grant Morrison, Neil Gaiman, Moebius & Gir, Junji Ito, Alejandro Jodorowsky, Bluefluke e todos os amigos artistas que estão espalhados pelo mundo produzindo reflexão em forma de forma.


Estamos em outubro de 2019, e o Brasil está mal da saúde mental, há um movimento pessoal do país quanto a gestão que o leva a automutilação, arrancando de seu corpo tudo aquilo que exala vida. Temos um histórico suicida legalista, o povo diz que pede e o Estado dá, Ó COMO É BONDOSO ESSE ESTADO, dá a educação, dá a informação e atende nosso pedido, Ó COMO É BONDOSO ESSE ESTADO.

Não! A educação dada é filtrada pelos valores que quem reina, a informação é manipulada em benefício de quem reina e os pedidos atendidos são os clamores da elite como uma mão enfiada no ânus de um boneco de carne chamado TRABALHADOR.

Estão limitando nossa liberdade cada dia mais, no passado, quem veio antes de mim tinha um espaço e esse espaço foi limitado, quando vim ao mundo, aquele espaço limitado para mim era de fato o espaço que eu conhecia e ali me condicionei a viver crendo que aquele espaço é o que há… Quem veio e quem vier após tudo isso também estará condicionado a crer que o espaço que me foi tirado de fato é o único espaço que há, como passarinhos que nascem em cativeiro.

ESTÃO ATACANDO A ARTE, estão tentando limitar a luz que ilumina o que está nas sombras, querem nos deixar viver no escuro, andando na linha reta que eles determinarem para andarmos, criaram-se vários sistemas para limitar a arte. No passado para se fazer arte devia-se FAZER, após isso determinaram que deveríamos APRENDER PARA FAZER, em seguida definiram que PARA SER DEVE-SE APRENDER, para ser deve-se aprender em um lugar específico para então fazer e enfim ser… Hoje os impeditivos são maiores, devemos não apenas aprender para fazer e sermos legitimados no que somos, como também morar no lugar certo, fazer parte dos círculos de amizades específicos, usar as roupas corretas, reproduzir as mesmas opiniões e até mesmo tratarmos com falsidade forçando amizade com pessoas que julgamos bossais apenas para que nos queiram em um lugar onde MUITAS VEZES É PÚBLICO!

NÃO CALARAM A NOSSA ARTE E NÃO VÃO CALAR, ARTE NÃO SE CALA POIS ARTE É LUZ, E ONDE A LUZ NÃO TOCA HÁ MORTE E INFERTILIDADE.


Caclier Nepeniare
(Arcano IX – O Eremita)

O artista com o passar dos tempos se tornou fetiche da elite feudalista no reino do Estado, porém o papel do artista é de operário, produzindo espelhos para a alma da comunidade, objetos de reflexo e reflexão que mostram no diferente a igualdade e na igualdade a diferença criada pelo meio em que habita. A arte é instrumento de guerra, que no silêncio de um movimento, no som de uma cor ou na cor de uma melodia partem ao meio o orgulho dos corruptores de seu habitat.

Com a chegada do século XXI, a sociedade à beira da corrupção (que sempre esteve à beira do abismo), a arte sendo sempre a base da manifestação mais pura do ser, não seria excluída da possibilidade de se corromper conjuntamente.

Dos Museion (do grego: μουσείον) as Ninfas, Caliope (Καλλιόπη, “a de bela voz”), Clio (Κλειώ, “a que celebra”), Erato (Ερατώ, “amorosa”), Euterpe (Ευτέρπη, “deleite”), Melpômene (Μελπομένη, “cantar”), Polímnia (Πολυμνία, “muitos hinos”), Tália (θάλλεω, “florescer”), Terpsicore (Τερψιχόρη, “deleite da dança”), Urânia (Ουρανία, “celestial”) viram suas rachaduras e dessas rachaduras viram a seiva desta grande árvore vazar, choraram por 9 noites passando sua seiva em seus corpos, ao final da nona noite se abraçaram aos prantos, o Apolo (do grego: Ἀπόλλων) ao surgir no Leste com a pura luz das artes fez com que a seiva no corpo das musas secasse e dos 9 corpos 1 surgiu para revitalizar a arte, e esse corpo se chamara Caclier Nepeniare, a musa da absoluta equidade da arte, cujo sangue é inspiração, cujo calor vem da luz de Apolo.


Função

Dissolução de agrupamentos escusos no ramo da arte que perpetuam a segregação e dificultam o descobrimento de talentos existentes fora destas células elitistas, academicistas, burocráticas e/ou territorialistas, possibilitando a apresentação de novos artistas de fora destes eixos sintéticos tradicionalistas.

Ex¹: O Operador deseja expor suas pinturas em uma galeria de arte específica porém os únicos artistas que possuem possibilidades para tal são os que provém da instituição de ensino superior A ou B sendo ele formado pela instituição C.

Ex²: O Operador deseja apresentar suas poesias em um sarau específico mas a possibilidade para alguém de sua localidade é mínima, pois os organizadores e/ou participantes julgam sua localidade “pobre” ou “incompetente” para ocupar aquele espaço.

Ex³: O Operador deseja performar em um espaço físico público onde as pessoas no local não a permitem por questões de posse territorial.


Como age

Como uma bomba de efeito moral (por isso a granada na mão do arquétipo visual do servidor) que descentraliza o grupo permitindo o acesso do artista/operador ao eixo do mesmo, que poderá então mostrar seu trabalho e ser cotado se assim tiver as aptidões necessárias para cumprir papéis presentes em vagas oferecidas pelas figuras de autoridade de dentro destes agrupamentos. Também age na ocupação de espaços impossibilitados por questões territorialistas a nível de posse com base em orgulho e mesquinharia.


Circuito da Consciência

Circuito da bio-sobrevivência: Este cérebro invertebrado foi o primeiro a evoluir (2 a 3 bilhões de anos atrás) e é o primeiro ativado quando a criança humana nasce. Ele programa as percepções em uma tabela dividida em Coisas úteis-alimentícias (das quais se aproxima) e Coisas prejudiciais-perigosas (Das quais ele foge, ou as quais ataca). A impressão desse circuito condiciona a atitude básica de confiança ou suspeita a qual sempre afetará os gatilhos de aproximação ou esquiva.


Esfera na Árvore da Vida

Tiphareth, Beleza (Em hebraico, תפארת: Tau, Pé, Aleph, Resh) é a sexta sephirah da Árvore da Vida. Ela é uma das sephirah mais importante, pois está localizada no centro da Árvore, logo ela representa o equilíbrio de toda a Árvore, assim como o Sol, seu astro correspondente, é o equilíbrio de todo o Sistema Solar. Ela também representa o ponto de divisão da árvore entre o macrocosmo, ou macroprosopus, e o microcosmo, ou microprosopus; é o transmutador entre os planos da força e os planos da forma. Sua imagem mágica é um rei majestoso, uma criança ou um deus sacrificado. Seria um rei majestoso vendo do ponto de vista de Malkuth, e seria uma criança vendo do ponto de vista de Kether, e seria também um deus sacrificado, assim como Jesus. Como mediador, as quatro sephirah que estão abaixo de tiphareth são o “Eu Inferior”, e as quatro sephirah que estão logo acima dele são o “Eu Superior”, sendo Kether a centelha divina. Kether, em termos gerais, é o pai de todas as coisas, é Deus; Tiphareth, logo abaixo dele representa o Filho, por isso essa sephirah é relacionada a Jesus, por isso que essa sephirah é conhecida também como centro cristológico. Seguindo o Caminho do Relâmpago, que vai de Geburah a Tiphareth, vemos que antes da redenção, proporcionada por Jesus, na esfera de Tiphareth veio a destruição, a severidade de Geburah, assim como Jesus veio ensinar o amor a um povo rude e com todas as características ruins de Geburah. Por isso que Jesus disse: “Ninguém vem ao pai (Kether) senão por mim”.


Chakra

O Manipura é amarelo e tem esse apelido de plexo solar, porque recebe e distribui energia de forma circular. Está ligado ao corpo mental e espiritual, representando a mente racional e consciente. Além disso, representa a conexão entre matéria e espírito. De todos os chakras, este é o mais associado a autoconfiança e instinto de sobrevivência. Também é considerado responsável pela habilidade comercial, matemática, capacidade de aprendizado e incentivo pessoal.

É um dos chakras que circula em torno da liderança, principalmente a nata, que não envolve só terceiros, mas também a de si mesmo. As pessoas com controle deste chakra costumam alcançar a maestria. Neste chakra, encontramos o nosso relacionamento ativo com o mundo e com as outras pessoas. Através dele e de outros chakras, flui energia emocional para o exterior, as nossas simpatias e antipatias.

O plexo solar que dita a nossa capacidade de estabelecermos relacionamentos emocionais duradouros, pois é nele que se encontra a identidade social. Quando muito energizado, pode trazer autoritarismo, ambição em excesso, acúmulo de propriedades e bens, entre outras coisas. E quando pouco energizado, demonstra falta de amor próprio e falta de iniciativa. Dos 7 chakras, este é um dos mais complicados de equilibrar.


Mantra

δράστε στην τέχνη,
είμαι τέχνη,
με λάμπουν

“dráste stin téchni,
eímai téchni,
me lámpoun”

Pronúncia

Dráste estin técni/Eímai técni/Me-lampôn

Tradução

“faço arte,
sou arte,
resplandeça
em mim”


Ritual de Ativação e Evocação

Materiais necessários:

– O próprio corpo;
– Algum objeto conectivo que ligue o corpo à atividade artística realizada (Ex: pincel, caneta, lápis, tablet, mouse, fones de ouvido, instrumentos musicais, tarot, runas, celular, computador…), caso seja artista cênico ou performer o corpo basta;
– Uma vela amarela;
– Pemba ou giz branco.

 

Banimento prévio

Recomendo o Ritual Menor do Pentagrama (Você pode encontrá-lo em diversos sites pela internet e diversos livros de magia, é bem simples a busca) utilizando o pentagrama de Banimento da Terra (lembrando que para banimentos a circulação na produção dos pentagramas nos 4 pontos cardeais de ser feita no sentido anti horário)

O Ritual

1 – Ponha-se em estado alterado de consciência;
2 – Ajoelhe-se e desenhe o sigilo no chão usando a pemba ou o giz num tamanho em que você caiba dentro (do círculo externo do sigilo) de braços abertos;
3 – Entre no sigilo junto com o objeto conectivo da sua atividade (caso seja artista cênico ou performer entre apenas com o corpo [produtores culturais podem utilizar até mesmo celulares como objeto conectivo]);
3.1 – Entre no sigilo portando a autoridade de um operador digno do ato magicko, para depois não dizer que está sendo vampirizado por sua incapacidade de operar um servidor. Se não está seguro não faça, pois toda evocação é um parto e todo parto tem seus riscos, seja para a gestante quanto para a criança)
3.2 – Determine enquanto entra no sigilo os limites de sua entrega, esteja ciente do quanto dará de si para esta atividade, pense em sua vida pessoal e como cada ato magicko reverbera nas atividades cotidianas;
4 – Em silêncio inspire puxando para dentro de seus pulmões o nome do servidor, expire em voz alta vibrando o nome do servidor.
4.1 – Vibre usando a voz que mais sentir que impactará seu corpo que puder, sinta sua garganta vibrar, seu corpo vibrar através da entonação da voz até que todo ar sai de seus pulmões através da fala.
5 – Visualize a Caclier Nepeniare surgindo de dentro do sigilo, de baixo para cima em sua frente e entoe seu mantra por 9x olhando em sua cabeça em direção a onde deveria haver uma face se fosse um ser humano.
5.1 – Mantra:

“dráste stin téchni,
eímai téchni,
me lámpoun”

6 – Lhe diga em seguida enquanto empunha seu objeto conectivo com o seu trabalho artístico:

  • “A ARTE QUE ALIMENTA O MUNDO É A ARTE QUE SE FAZ COM VIDA.”

7 – Visualize Caclier Nepeniare lhe entregando uma granada sem pino;
8 – Visualize em seguida o órgão, grupo, coletivo, instituição, espaço, que deseja que seja afetado pelo servidor e lance a granada nessa imagem mental;
9 – Visualize a explosão e no momento em que a fumaça da explosão se dissipar saia do sigilo e faça o banimento posterior.
9.1 – Após o banimento posterior o servidor estará evocado e trabalhando para você.

Banimento posterior

Recomendo o Ritual Menor do Pentagrama utilizando o pentagrama de Banimento da Terra (lembrando que para banimentos a circulação na produção dos pentagramas nos 4 pontos cardeais de ser feita no sentido anti horário) e ao final do banimento apague a vela acesa durante a alimentação.


Ritual de Alinhamento Energético com a Egrégora

O alinhamento com a egrégora é diferente da alimentação, o alinhamento serve para manter a frequência vibracional do operador alinhada com a frequência vibracional do servidor.

A egrégora trabalha intuitivamente com o combustível do artista, a paixão, portanto cabe ao artista-operador a compreensão de quantas vezes ao dia ou na semana irá reproduzir o mantra de Caclier Nepeniare.


Alimentação

A alimentação deve ser feita diariamente, 1x* ao dia à escolha do operador.

* Caso o operador sinta que a alimentação deve ser feita mais vezes, o intervalo entre as alimentações devem ser feitas de forma proporcional seguindo uma proporção simétrica ligada diretamente aos conceitos de divisão em média e extrema razão de Euclides com base no retângulo áureo (muito usado para proporções perfeitas nas artes). O exemplo abaixo:

2x AO DIA

12 EM 12 HORAS

3x AO DIA

8 EM 8 HORAS

4x AO DIA

6 EM 6 HORAS

 

  • Alimentação

1 – Volte-se para o leste de pé, respire fundo inalando o nome do servidor (em silêncio) e espirando (em silêncio) o nome do servidor, estenda seu braço dominante para frente apontando com os dedos indicador e médio e faça um círculo no sentido horário e projete para dentro do círculo seu planejamento de trabalho artístico que está no foco do trabalho do servidor. Fora do círculo projete sem se apegar às imagens mentais, tudo o que pode vir a acontecer e que está fora do seu controle porém ligado ao seu intento.
2 – Entre em estado alterado de consciência;
3 – Reproduza seu mantra por 9x após entrar em estado alterado de consciência.

  • Mantra (em Grego)

“dráste stin téchni,
eímai téchni,
me lámpoun”

4 – Fale em voz audível, “A ARTE QUE ALIMENTA O MUNDO É A ARTE QUE SE FAZ COM VIDA”, mentalizando que sua arte é o que alimentará o servidor, definindo que é a energia que a arte produz que o alimentará, não a energia que alimenta a vida do operador.
5 – Ponha-se mais uma vez em respiração inalando o nome do servidor e expirando o nome do servidor, tudo em silêncio.
6 – Viva.


Pagamento dos serviços ao servidor

Faça um ritual de alimentação e antes do banimento posterior, faça uma manifestação artística, não necessariamente ligada diretamente à sua àrea de trabalho, ainda que você seja um músico, não há problema de que seu pagamento seja em forma de um desenho, poesia ou dança, ou ainda que você seja um dramaturgo, não há problema que seu pagamento seja uma performance ou uma escultura, MANIFESTE-SE ARTISTICAMENTE* COM O PENSAMENTO EM CACLIER NEPENIARE e registre por foto ou vídeo, e após isso, exponha sua produção agradecendo publicamente seus serviços. Seja via internet em grupos e no seu perfil pessoal, expondo a filmagem em um projetor para transeuntes dentro de uma performance, colando as fotos em formato de lambe-lambe, em formato de “santinhos”. Após isso faça o banimento posterior e estará encerrado o trabalho de Caclier Nepeniare.

*Importante lembrar que produção cultural e áreas correlatas também são áreas artísticas.


Sigilo


Arquétipo Visual


Com e sem o sigilo atrás da granada na mão direita levantada


Em caso de censura ou propostas sexuais abusivas para obtenção de oportunidades

Como magick lida diretamente com possibilidades/probabilidades, em alguns casos pode existir a possibilidade que a oportunidade conquistada advenha de uma proposta sexual abusiva ou degradante e de mesma forma para casos também de censura, recomendo a utilização conjunta dos servidores Caclier Nepeniare e Regicida

Sigilo para operação conjunta (Caclier Nepeniare + Regicida)

  • Para saber mais sobre Regicida, acessar o link abaixo, lá você terá acesso ao vídeo explicativo, conteúdo para download e contrato:

O ritual de evocação e a alimentação são os mesmos de Caclier Nepeniare, porém o sigilo a ser utilizado deve ser este abaixo.


FIM DO CONTRATO


Caso ainda tenha dúvidas sobre Servidores:


Oficina de Criação de Sigilos Magickos
SÃO PAULO
17 de novembro de 2019

| LINK |


Para sessões de tarot, acompanhamentos mensais com tarot, instruções magickas e encomendas de sigilos e servidores personalizados, entre em contato através do email: ocaosdesempre@gmail.com

Tarot de Rua

                                               Tarot de Rua na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro

Ocupar espaços públicos com magia sempre foi um ato político, uma virgula na frase do cotidiano, um momento para renovar o fôlego, por isso nunca me ausentei da possibilidade de me assumir magista, muito menos um integrante de um movimento científico humano, a magia, que diz respeito muito mais ao cuidado do operador para consigo e com a manutenção de suas relações e ambientes que qualquer tentativa de levitar ou transpor a matéria como um fantasma nas fábulas. Acredito que sendo a magia parte da cultura humana e a cultura sendo um patrimônio público, decidi junto a minha parceira (que sem ela esse trabalho jamais estaria acontecendo, pois fui embebido em sua perspectiva arte-cidadã) torná-la um campo acessivel a comunidade transeunte desses espaços, ressignificando esses locais e trazendo vida e utilidades para além do tráfego. O tarot de rua é a ação de levar essa ferramenta de autoconhecimento a todos que queiram conhecê-la, uma oportunidade dentro do meu trabalho, que julgo íntegro, de entregar um bom primeiro contato com essa ferramenta, inclusive esse é o motivo pelo qual o pagamento pela experiência é uma contribuição consciente, com a intensão de viabilizar a possibilidade para mim e para o consulente sem extrapolar os limites da segurança financeira do trabalhador/desempregado brasileiro. Tarot é para todos, transcende idiomas conectando imagens ao coração de quem observa, é a linguagem universal entre o homem e os deuses, que os torna comuns em comunicação. Esse é meu trabalho, levar a igualdade entre pessoas e deuses.


Para sessões de tarot, acompanhamentos mensais com tarot, instruções magickas e encomendas de sigilos e servidores personalizados, entre em contato através do email: ocaosdesempre@gmail.com


 

Análise do Grimório Tântrico Integral de Angela Edwards [Edição Parzifal Publicações]


Há um tempo vinha querendo ler o Grimório Tântrico Integral, e esse dia chegou, a Parzifal Publicações me mandou esse livro bonito pra que eu falasse pra vocês um pouco dele.

Caso você também queira que eu faça uma analise de algum livro ai, você pode me mandar, entre em contato através do ocaosdesempre@gmail.com


Não sei se é do conhecimento comum, mas eu sou um cara bastante entusiasmado quando tratamos de Vodun Gnóstico, me vem a mente Michael Bertiaux, o  e todas as suas criações atávicas ligadas aos pontos quentes, me vem também o Voudon Gnostic Workbook com todos os tipos de trabalhos com veves, lowas e todo trabalho com secreções  cósmicas e físicas que podemos imaginar, mas o livro foge um pouco dessa temática, JURO QUE ELE SE MANTÉM TANTO NO VODUN QUANTO NO GNOSTICISMO.

Importante frisar essa frase anterior que propõe que o livro se mantém no gnosticismo do voudon porque estamos acostumados a ligar essa linha de trabalho com tudo o que se aproximou aos trabalhos tanto de Bertiaux, quando de Beth ou seja da OTOA, LCN ou M7R, mas é gnóstico tudo aquilo que vem de dentro pra fora sem cair no “abismo do porque”.

Angela Edward é artista visual, claramente adepta ao Zos Kia Cultus, direta ou indiretamente, TODAS AS PRÁTICAS do livro são claramente atávicas, sendo na minha opinião o atavismo a atividade mais importante a ser abordada dentro do trabalho de Austin Osman Spare.

Adorei sua abordagem a partir de meditações e estudos de flexibilização de paradigmas quanto às praticas de magia sexual propostas no livro, em determinado momento ela expõe que não defende inúmeras práticas expostas no livro ligadas aos Lowas cujos atos são violentos deste a essência até a casca.

O livro começa com um aviso legal e um papo reto sobre as associações propostas no livro, Angela afirma antes que qualquer pessoa a perturbe e seja uma chata do caralho, assumindo logo que sua produção neste livro é pós-moderna sim, adaptada diretamente ao século XXI e que não tem a menor intenção de te convencer de que aquele ponto de vista é o ponto de vista definitivo sobre vodu gnóstico ou sobre qualquer coisa que ela se proponha.Bom também que já fica claro pra você ai ortodoxo de porra nenhuma, que lá ela associa os lowas com a árvore da vida e se você não tem estômago para isso é melhor que vá ler o hinário da igreja batista mais próxima da sua casa.

Nicholaj de Mattos Frisvold vem neste livro entregando um prefácio tão gostoso de ler que fiquei órfão ao encerrar a leitura e cair dentro do conteúdo direto do livro, seu nome é “Gramática de psicopatologias movidas pela noite e pela magia”, onde ele exalta toda transgressão proposta pela autora, tanto num panorama psicosexual quanto numa camada sintomática social, onde ela num nível individual explora as sombras de sua personalidade sob a influência dos lowas e num nível coletivo onde utiliza seu corpo e sua psique para manifestar as capacidades destrutivas da humanidade na exploração do desejo.

A introdução fica por conta da própria Ângela, que nos dá exemplos muito práticos de seu trabalho magicko refletido no dia a dia a partir da observação das qliphoth e lowas, e desde já abro espaço aqui pra dizer que se o seu medo é falta de conhecimento para entender o vocabulário exposto nesta obra, eu já te acalmo com muito gosto te dizendo que 2 partes após essa introdução já tem uma parte chamada “A Árvore da Morte Sob a Ótica Qliphotica Como um Reflexo da Condição Humana”, onde a partir de observações bem claras sobre o comportamento humano, chegamos a um entendimento da funcionalidade das qliphot associadas a cada um dos lowas (Muuuuuuuuuuuuuito embebida na perspectiva do Kenneth Grant no Night Side Of Eden [Alô Parzifal Publicações, traga esse livro pro Brasil por favor!]) que já nos entregam um pouco do que estará por vir nessa obra artística pintada a tintas ctônicas.

As ilustrações de Ângela são viscerais, a tonalidade, textura, relevo são fundamentais quando ela tenta e consegue ao máximo explorar a surpresa, curiosidade e o asco dos observadores, lembrando sempre que assim como pra mim foi um tanto perturbador notar a diferença de seu trabalho do trabalho de Bertiaux, devemos lembrar que a base do voudon gnóstico é o desenvolvimento independente do operador proposto, criando a intimidade pessoal com os símbolos que decide explorar esperando sempre que haja uma entrega do operador às emanações da psique que brotam do inconsciente. É gnóstico, gnóstico é pessoal e intransferível, tipo o que o Estado espera que você faça com o seu documento de identidade, sabe?

A diante encontramos o que mais estavamos esperando, o conteúdo integral do livro, é dividido em duas parte na minha opinião, não o conteúdo, mas cada um dos capítulos a seguir que falam sobre cada um dos lowas propostos em associação com cada uma das sephirah. A divisão se faz por meio de uma invocação, sempre um poema perturbadoramente genial, onde você nota que é de fato um trabalho artístico e começa a entender a partir dele que sem a arte não há processo magicko, que sem o processo magicko não há arte e que os dois são um só e quando observados como singulares, se tornam complementares e inúteis sem a companhia do outro. A outra parte da divisão de cada capítulo se dá através de informações técnicas sobre cada lowa, sem a intenção de te instruir para uma prática de cópia do trabalho de Ângela, mas assim como Bertiaux, seu objetivo a todo o tempo é mostrar a capacidade proposta pelo Voudon Gnóstico de avançar em solitude na direção que quiser e que o sucesso é a prova… As informações técnicas de cada capítulo são: Ritual, Associações Sexuais, Secreções Humanas a Serem Ofertadas, Cores, Materiais, Partes do Corpo, Elemento, Erotização Mental, Pedra, Associações com Cartas do Tarot e Família Loa.

As associações cabalísticas SEPHIRAH-LOA são:

  • Kether-Damballah
  • Chokmah-Barão Samedi
  • Binah-Mama Brigitte
  • Chesed-Marinette dos Braços Secos
  • Geburah-Barão Kriminel
  • Tipharet-Os Marassas
  • Netzach-Erzulie Dantor
  • Hod-Barão Limbi
  • Yesod-Kalfou
  • Malkut-Baka
  • Daath-Nibo

Há um epílogo foda pra caralho chamado “Invocação do Portal para o Vazio”, lá você encontrar um poema genial chamado “invocação do vazio gerador”, nele através da métrica existe uma possibilidade ímpar de se acessar uma gnose útil para trabalhos introspectos, vale a pena dispor um tempo a leitura deste trabalho.


VALE A PENA A LEITURA? VALE! VALE A PENA COMPRAR ESSE LIVRO? VALE!

Vale a pena porque eu mesmo percebi o quanto estava ainda preso a padrões no Vodun Gnóstico tomando como base o trabalho do Michael Bertiaux, sendo que o Grimório Tântrico Integral só esfrega na nossa cara que na realidade não há padrão no gnosticismo do voudon e na verdade em nenhum outro. É como eu disse, SE É GNÓSTICO É PESSOAL, SE É PESSOAL É GNÓSTICO E NÃO HÁ TRANSFERÊNCIA DE PONTO DE VISTA! Conheçam, rompam as amarras e aproveitem a leveza da flexibilização de seus paradigmas.

Para comprar com um desconto massa, use no site (http://www.parzifal777.com.br) deles o código > ocaosdesempre < e sejam muito felizes


Agradeço imensamente a oportunidade de conhecer o trabalho da Angela Edwards através do Grimório Tântrico Integral a partir dessa tradução bem boa feita pela Parzifal Publicações, e também agradeço Bruno Gerfilli a dedicação em propagar as obras gnósticas de cunho Afro para esse meio ocultista tão abafado pela Magia Ocidental da Europa.

A Oficina de Criação de Sigilos Magickos e seu conteúdo

 


O Caminho do Mago é Solitário, mas não Sozinho

por Victor Vieira

O Mago dos tempos medievais estava sempre em sua caverna, sala secreta, topo de torre ou seja lá onde fosse, sempre afastado do convívio comum. Cá entre nós, uma atitude plausível quando se acredita em qualquer coisa que vá de contra quem pode cortar sua cabeça ou te atear fogo, nao e mesmo? Pois bem, hoje estamos no século XXI, e o equívoco sobre a forma de observar a tradição nos levou a transformarmos o que mais poderia nos unir, que e a internet em nossas cavernas que nos afastam de tudo, inclusive do sentimento legítimo de formação de comunidade. O caminho do mago e solitário porque toda experiência mística e individual, mas sem o “outro” não existe o “Eu”… A individualidade é formada a partir da observação do coletivo, e a comunidade se torna essencial, capaz de reforçar a necessidade de desenvolvimento pessoal a partir de comparações saudáveis, torna o pensamento magicko flexibilizado o suficiente para lidar com todo tipo de membro.
Cada homem e cada mulher é uma estrela, mas somos corpos sóis no corpo de Nuit, não podemos abandonar o senso de convivência, pois não há nada mais belo que a dança da órbita de duas estrelas que se aproximam e não se chocam, é a matemática perfeita da coexistência colaborativa na Obra de brilhar.
“Faze o que TU queres há de ser o Todo da Lei” depende de um sujeito te ofertando a boa nova, a Lei é para ser proclamada, e antes de conhecê-la, quem a apresentou a você?


Sobre o dia da Oficina de Criação de Sigilos Magickos

Faze o que Tu queres há de ser o Todo da Lei. O dia 15 de setembro de 2019 foi construído à muitas mãos, sigilizando, entrando em estado alterado de consciência, compartilhando experiências, ocupando espaço público e trazendo a sociedade o ato natural de fazer magia ao seu lugar de direito, que é O LUGAR QUE BEM ENTENDER. Amor é a Lei, Amor sob Vontade. O que fazemos não é resistência, o que fazemos é natural, resistir é ir de contra o funcionamento de Tudo o que é vivo e são “eles” que resistem. Cumprir a Lei não acompanha tensão, apenas o relaxamento de fazer o único ato possível para estar em completa concordância com o Eu.


CONTEÚDO DA OFICINA DE CRIAÇÃO DE SIGILOS MAGICKOS


O que é magia dentro da ótica da magia e esoterismo ocidental

  • Aleister Crowley

    “Magia é a Ciência e a Arte de Provocar Mudanças em Conformidade com a Vontade”

  • Israel Regardie

    “Magia é a ciência e a arte de usar estados de consciência alterada para provocar mudanças em conformidade com a vontade”

O que é Vontade?

– No “De Lege Libellum” (Liber CL), Crowley define a Verdadeira Vontade como a vontade que não se conforma com as coisas parciais e transitórias, mas… procedem firmemente para ao Fim”, e na mesma passagem ele identifica esse “Fim” como a destruição de si mesmo em Amor.

Amor esse chamado também de Agape, que em Thelema é geralmente usado para denotar o Amor que permeia e impele a criação, a única substância capaz de unir 2 separados.

  • Donald Tyson

    “A magia é a arte de afetar o manifesto através do imanifesto”

Sendo o manifesto tudo aquilo que pode ser visto, tocado, manipulado, imaginado ou compreendido. O não manifesto é nenhuma dessas coisas.

  • O que é magia para cada um aqui presente?
  • E como a gente seria capaz de definir o que ela é? (Parábola dos 3 cegos de nascença do Donald Tyson)

O que é o sigilo; a história da onipresença dos símbolos magickos até os tempos de hoje.

Um sigilo (pl. sigilia ou sigilos) é um signo criado para um propósito magicko específico. Um sigilo é geralmente composto por uma combinação complexa de traços ou figuras geométricas, cada uma com um significado ou intenção próprio.

O termo “sigilo” deriva do Latim sigillum, que significa “selo”, apesar de também estar relacionado a סגולה, do hebraico (segulah significando “palavra, ação ou item de efeito espiritual”). Um sigilo pode possuir uma forma abstrata, pictorial ou semi-abstrata.

Na antiguidade

De forma geral, os alfabetos utilizados atualmente derivam de símbolos, modificados através do tempo. Uma cabeça de búfalo, por exemplo, foi estilizada e modificada ao longo dos anos até se tornar a letra “A”. Os egípcios usavam os Hieróglifos, e no Japão a escrita Kanji ainda tem em seus traços grande similaridade com os elementos que busca representar.

Quanto à construção de desenhos a partir de mensagens e frases, a escrita árabe sempre permitiu esta prática. As palavras árabes são conectadas por uma linha contínua, um fio condutor que permite sua torção e disposição em arranjos elaborados. Sendo assim, nos adornos de templos e na heráldica era comum encontrar desenhos que codificavam frases ou nomes. As suras do Alcorão, por exemplo (com exceção da 9ª), iniciam por Bismillah, que forma um “fecho” e permite que a frase seja amarrada em torno de si mesma com fácil localização de seu início e fim. Além disso, nas práticas judaicas da Merkabah, a entrada nos níveis celestes era auxiliada pelos selos correspondentes, que deveriam ser desenhados pelo magista.

Na África subsaariana, os sigilos também eram extensamente utilizados, como por exemplo para codificar histórias, e para evocar energias ancestrais. A ideia de desenhar histórias e mensagens na areia, em tramas elaboradas, era muito utilizada pelo povo Tchokwe, da Angola (e chamada de desenho Sona). Já no campo magicko e espiritual, uma das práticas mais conhecidas de sigilização africana é o Traçado de Pemba, utilizado tanto para ancorar entidades no plano físico quanto para atrair suas qualidades ou codificar intenções e desejos (ver Pontos Riscados).

A sigilização é presente também na cultura Nórdica, com o uso de Bandrunar (união de runas) e Insigils (sigilos rúnicos). Estas práticas da Magia rúnica consistiam na elaboração de desenhos que eram usados como talismãs ou entalhados na madeira das casas, buscando proteção ou sorte em batalhas. O desenho mais conhecido deste tipo é o Ægishjálmr, ou Elmo do Terror, um símbolo rúnico representando o elmo de mesmo nome que é citado nas Eddas, usado para a proteção de casas e pessoas.

No Lemegeton

Nos livros Ars Theurgia e Ars Goetia, que fazem parte do Lemegeton (também chamado A Chave Menor de Salomão), são descritos os selos dos líderes espirituais, dos Daemons e dos Shemhamphorash. Já no Ars Paulina, são descritos os selos planetários, muitas vezes direcionados para uma intenção específica, e no Ars Almadel são apresentados os selos dos principais coros de anjos, bem como suas conjurações.

No Ars Notoria, são apresentados sigilos (chamados de Notas) que podem ser utilizados para as mais variadas finalidades, como acelerar o aprendizado ou obter conhecimento sobre uma área da ciência ou uma língua estrangeira. Os sigilos usados na Arte Notória eram construídos pelos magistas usando símbolos e elementos pertinentes àquela área do conhecimento. Por exemplo, o sigilo referente à gramática incluía os nomes de diferentes aspectos do discurso (morfologia, sintaxe, vocabulário, etc). Já o sigilo utilizado para aprender geometria contava com desenhos de linhas, triângulos, quadrados, pentagramas, estrelas de seis pontas e círculos.

As práticas Salomônicas, assim como as chinesas, consideravam que os portais de comunicação entre o mundo físico e o espiritual se abriam em lugares e horários específicos, por isso as direções cardeais e as horas planetárias sempre foram de vital importância na realização de qualquer intento magicko por estes sistemas.

Na Steganografia

Reconhecido como um livro de magia angelical e criptografia, este livro de Esteganografia foi escrito por volta de 1499 pelo monge beneditino Johannes Trithemius, e utilizado por Agrippa, John Dee e Austin Spare em seus trabalhos. A ideia geral do livro era a de codificar mensagens por meio de sigilos, e então enviá-las para pessoas distantes, por meio espiritual. As mensagens poderiam também ser enviadas a espíritos angelicais, que então iriam realizar os desejos ali descritos, funcionando por si só como um método de magia simpática (sistema magicko baseado na atração do que é desejado).

Na Steganographia, são descritos métodos de sigilização que permitem a representação pictórica de desejos e intenções. As mensagens, antes escritas em Inglês, Latim, Hebraico ou Enoquiano, poderiam ser descritas de forma mais exata e desambígua desta forma sigilizada, o que facilitaria sua transmissão e realização. O trabalho mental envolvido na elaboração do sigilo faria parte, segundo Trithemius, da prática mágica, e potencializaria seu efeito. Após o desenvolvimento do sigilo, este era enviado à entidade desejada, o que deveria ser feito na hora correta e voltando-se para a direção cardeal adequada.

Por Austin Osman Spare

Austin Osman Spare criou, por volta de 1910, técnicas de desenho e escrita automáticos, além de métodos de sigilização e um culto voltado à libertação do “verdadeiro eu” dos magistas, chamado Zos Kia. Em seu Livro do Prazer (Livro do Êxtase ou do Auto-Amor), Spare descreve como os sentimentos inconscientes podem estar ligados ao funcionamento da realidade externa, e como podem interferir na mesma, apresentando glifos para sua representação e práticas mágicas que incluem seu uso.

Nas descrições de sua prática com sigilos, Spare deixa claro que o envio de mensagens para serem atendidas por instâncias espirituais deve ocorrer de forma criptografada, uma vez que a linguagem humana não é suficiente para esta atividade. Além disso, Spare não utilizava horários, direções cardeais ou nomes de entidades, pois considerava que a realização dos intentos codificados nos sigilos ocorria por uma ou mais forças espirituais em consonância com o inconsciente do próprio magista.

Portanto, no momento da conjuração seriam selecionadas as energias corretas para levar a cabo cada objetivo, que então direcionariam o fluxo energético através do Éter. Este pensamento foi um dos que levou ao surgimento de novas vertentes de magia, baseadas em aspectos psicológicos e operadas pelo inconsciente do próprio magista. Isto aproximou ainda mais a magia da psicologia, e permitiu o uso magicko de ferramentas da psicanálise em conjunto com reinterpretações das evocações e invocações tradicionais.

Por Peter J.Carroll

Carroll apresenta três exemplos de métodos para a construção de sigilos. O primeiro método é baseado nas letras do alfabeto: escreve-se uma frase, eliminam-se as letras repetidas (e/ou as vogais), e combinam-se as letras restantes na forma de um desenho. O segundo método é pictórico: desenha-se a intenção desejada e simplifica-se o desenho em etapas, até a obtenção de um símbolo que não represente, à primeira vista, o que foi desenhado inicialmente. O terceiro método é mântrico: a partir da frase que codifica a intenção, eliminam-se algumas letras e cria-se um mantra que não descreva, em linguagem falada atual, o objetivo inicial.

  • Primeira prática de sigilos com base na escrita rabiscada – método pessoal (Victor Vieira)

A mente como ferramenta; dos princípios herméticos aos fundamentos da magia do caos.

Aqui faço junções entre os princípios herméticos e os conceitos do Liber Null que definem os passos para a libertação, na intenção de levar os oficineiros ao entendimento de que todos os símbolos estão à sua disposição para a construção não apenas de seus sigilos, mas também de entender que a sacralidade do símbolo mora na capacidade de ser manipulado e direcionado onde o operador o bem quiser.

  • As Sete Leis Herméticas (comentários com base n’O Caibalion adaptados a uma linguagem “não magistica” para tornar mais acessível e menos mística)

1 – O Princípio do MENTALISMO:  “O todo é Mente; o universo é mental.”

A primeira e mais importante lei hermética fala basicamente sobre o poder da mente. O universo em que vivemos e tudo o que cremos ser realidade é de natureza mental: a natureza, nossas ações, nossos corpos e todo o resto. Nós somos o que pensamos. Se pensamos coisas boas, coisas boas virão; se pensamos coisas ruins, elas ficarão mais próximas de nós em uma estrutura de forma-pensamento. O universo é um campo de energia mental em dimensões particulares.

2 – O Princípio da CORRESPONDÊNCIA: “O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora.”

Na segunda lei hermética, compreendemos que para tudo existe uma correspondência no universo, seja no microcosmo ou no macrocosmo. Usando a Bíblia como exemplo, este princípio está refletido na analogia de quando “Deus cria os homens à sua imagem e semelhança”. Sendo assim, para compreendermos tudo aquilo que nos cerca, temos que olhar para a sua correspondência e seu padrão em outros lugares.

3 – O Princípio da VIBRAÇÃO: “Nada está parado, tudo se move, tudo vibra.”

A terceira lei hermética é amplamente aceita pela ciência moderna e trata do movimento inerente ao universo. Tudo se move, pois tudo vibra. Tudo é composto de átomos em constante vibração. O movimento é o que leva a mudanças e as vibrações ocorrem em diferentes graus. Por meio das vibrações, podemos estar mais próximos do caos ou da harmonia, e isso pode ser controlado. Nas frequências mais altas estão aquilo que não é visto; nas frequências mais baixas estão as vibrações da matéria.

4 – O Princípio da POLARIDADE: “Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliáveis.”

Na quarta lei hermética, entendemos que vivemos em um mundo polarizado. Tudo tem uma dualidade: o quente e o frio, o claro e o escuro, esquerda e direita, bem e mal… Quando associamos o princípio da polaridade com o da vibração, porém, compreendemos que as dualidades são duas faces da mesma moeda – em graus diferentes. O escuro não é nada além da luz ausente; a saúde é ausência de doença. A dualidade é, também, a unidade.

5 – O Princípio do RITMO: “Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação.”

Na quinta lei hermética, entendemos que vivemos em uma dinâmica de ciclos. Tudo o que vai, volta, e vivemos em uma vibração eterna de atração e repulsão, de inspiração e expiração. Assim como podemos estar por cima, certamente voltaremos para baixo, e isso vale tanto para movimentos físicos como o dos astros, frequências mentais e padrões de relacionamento. Por meio da Neutralização, é possível conquistar maior estabilidade dos ritmos.

6 – O Princípio de CAUSA E EFEITO: “Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas nada escapa à Lei.”

Na sexta lei hermética, compreendemos que as coincidências nada mais são do que acontecimentos nos quais as causas ainda não foram esclarecidas. Toda ação tem uma reação e nada é por acaso. Ao dominar os princípios desta lei, é possível ser o agente causador e não apenas sentir os efeitos, de modo que possamos propagar o bem. Quando tal mecanismo é dominado, nos tornamos mestres de nós mesmos.

7 – O Princípio de GÊNERO: “O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero manifesta-se em todos os planos da criação.”

No último princípio hermético, entendemos que o gênero não está apenas naquilo que se reproduz fisicamente, mas também está em planos mentais, naturais e espirituais. Toda criação deriva de uma força masculina e feminina. Tudo o que existe pode ter gênero: seres humanos, planetas, árvores. Sabendo e internalizando este fato, podemos viver em maior plenitude.

  • Libertação (trechos do Liber Null – Liber LUX)

Sacrilégio: Destruindo o Sagrado

“Liberta-se energia quando um indivíduo rompe com regras de condicionamento por meio de alguns atos gloriosos de desobediência e blasfemia(…)”

Heresia: Definições Alternativas

“Ao buscar ideias que pareçam bizarras, malucas, extremas, arbitrárias, contraditórias, e sem sentido, você descobrirá que as ideias que anteriormente lhe pareciam razoáveis, sensatas e humanitárias são, na realidade bizarras, malucas, etc., da mesma forma(…)Em discussões sempre discorde, especialmente se seu oponente começar a expressar suas próprias opiniões.”

Iconoclastia: Quebrando Imagens

“(…)Remexendo as roupas de baixo sujas da sociedade, descobrimos seus verdadeiros habitos.(…)”

Bioesteticismo: O Corpo

“(…)Transcendência, o impulso de se tornar um com algo maior, pode ser satisfeita de diversas formas, através do amor, trabalhos humanitários ou nas buscas artísticas, científicas e mágicas pela verdade.(…)”

Anatematização: Autodestruição

“(…)Portanto, reflita sobre a natureza transitória e contingente de todas as coisas. Examine tudo em que você acredita, todas as preferências e todas as opiniões, e corte-os fora.(…)”


O que é gnose para o xamanismo que nunca morreu, e seus vários estados alterados de consciência.

  • Estado alterado de consciência;

    Condição de pensamento não ordenado em que se põe a consciência superficial em desordem o suficiente para que o trabalho magicko seja acessado pelo subconsciente.

  • Debate sobre o que é gnose;

Métodos para gnose, indo além da famigerada masturbação.

  • Excitação sexual
  • Exaustão
  • Transe musical
  • Transe por movimento repetitivo
  • Uso de psicotrópicos (Quimiognose)

Escolhendo o melhor banimento para seu trabalho magicko, dentro da flexibilização de paradigmas.

O que é o banimento e como escolher e se apropriar do banimento para o trabalho magicko.

Não pense sobre banir, bana! Não é sobre a ferramenta mais elaborada, é sobre compreender que o banimento é um ato de separar as coisas, definir espaços geográficos e a propriedade das coisas que se manipulam, incluindo a propriedade do operador sobre ele mesmo, determinando autonomia e poder absoluto no momento da prática.


Ferramentas de construção estrutural, kameas (quadrados magickos), mantras, anagramas, desenho automático e transposição imagética.

ATIVIDADE PRÁTICA DE TRAÇAR CODIFICAR SIGILOS, ATIVÁ-LOS E CARREGÁ-LOS

  • Método dos Kameas

Um quadrado magicko (kamea em hebraico) consiste em uma série de números dispostos em um quadrado para que a soma de qualquer linha seja igual a um de qualquer coluna. Para a maioria dos quadrados magickos, a soma de qualquer uma das diagonais também equivale à soma de uma linha ou coluna. Os quadrados magickos foram estimados por suas propriedades magickas e matemáticas há milhares de anos na China, na Índia e no Oriente Médio.

Saturno 3×3
4-9-2
3-5-7
8-1-6
=15

Jupiter 4×4
4-14-15-1
9-7-6-12
5-11-10-8
16-2-3-13
=34

Marte 5×5
11-24-7-20-3
4-12-25-8-16
17-5-13-21-9
10-18-1-14-22
23-6-19-2-15
=65

Sol 6×6
6-32-3-34-35-1
7-11-27-28-8-30
19-14-16-15-23-24
18-20-22-21-17-13
25-29-10-9-26-12
36-5-33-4-2-31
=111

Vênus 7×7
22-47-16-41-10-35-4
5-23-48-17-42-11-29
30-6-24-49-18-36-12
13-31-7-25-43-19-37
38-14-32-1-26-44-20
21-39-8-33-2-27-45
46-15-40-9-34-3-28
=175

Mercúrio 8×8
8-58-59-5-4-62-63-1
49-15-14-52-53-11-10-56
41-23-22-44-45-19-18-48
32-34-35-29-28-38-39-25
40-26-27-37-36-30-31-33
17-47-46-20-21-43-42-24
9-55-54-12-13-51-50-16
64-2-3-61-60-6-7-57
=260

Lua 9×9
37-78-29-70-21-62-13-54-5
6-38-79-30-71-22-63-14-46
47-7-39-80-31-72-23-55-15
16-48-8-40-81-32-64-24-56
57-17-49-9-41-73-33-65-25
26-58-18-50-1-42-74-34-66
67-27-59-10-51-2-43-75-35
36-68-19-60-11-52-3-44-76
77-28-69-20-61-12-53-4-45
=369

Para saber mais, recomendo meu conteúdo sobre quadrados magickos planetários
https://ocaosdesempre.wordpress.com/2017/06/23/quadrados-magickos-sigilos-e-o-quadrado-magicko-de-eris/

  • Método da Roda da bruxa

    Witch's Sigil Wheel

  • Método Pictográfico

    Para criar um sigilo usando o método pictórico/pictográfico, você desenha uma imagem aproximada do que deseja e minimiza os elementos da imagem até chegar a um símbolo simples.


Ânsia de resultado e suas consequências; o equívoco do esquecimento do sigilo que não devemos esquecer.

A crença do ato magicko ser algo não natural e em conformidade com o ecossistema e plano de manifestação que se busca tem o poder de foder com tudo por não trazer a verdade da essencia que brota de dentro do operador que sabe que não há motivos para algo não acontecer. Não se questiona a eficácia de um ato magicko assim como não se questiona a queda de uma folha de arvore no outono, porque ambos estão em conformidade com o movimento da vida no planeta, é apenas “mais do mesmo” na vida da vida. 

  • MOMENTO PARA DEBATE

Implementação dos sigilos no cotidiano; colocando seu sigilo no currículo para aquele job funcionar ou na propaganda do seu negócio (hipersigilos).

  • DEBATE E PRÁTICA!

AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar à Mia Bueno, minha namorada, parceira e produtora, sem ela nada disso teria sido feito, ela botou fé em primeiro lugar em mim e no que eu sei, me ajudou a levantar a bunda da cadeira desde minha autoestima até a fazer conteúdos pra esse dia maravilhoso, se preocupou com estrutura, espaço, mensagem, conforto de todos e em me amar rs
Agradeço também aos oficineiros, que compareceram de diversas distancias reais para chegar ao local, todos sabem que o Rio de Janeiro é complicado de transporte pra quem não mora no “Pequeno Centro” e Zona Sul, e tinha gente às 6h da manhã já na rua pra não se atrasar, gente que veio da região oceânica de Niterói e gente da Baixada Fluminense. Foram 7h de oficina com praticas, diálogos e muita troca e todos permaneceram ATÉ O FIM, e alguns um pouco mais.
Agradeço aos amigos magistas do meu círculo mais próximo, Gabriel “Royal” Costa, do Xaoz e Vinicius Rosa do CALEN, que compareceram, trocaram conosco, dividiram de suas experiencias e fizeram mais encantadora a tarde do que imaginávamos.


SE VOCÊ AI TA INTERESSADO(A) EM CONHECER ESSA OFICINA DE PERTO OU GOSTARIA DE ME INDICAR OUTROS TEMAS, ME MANDA UM EMAIL, VAMO LEVAR ESSA OFICINA PRA TUA CIDADE, REUNIR OS AMIGOS E OCUPAR OS ESPAÇOS QUE TAMBÉM SÃO NOSSOS!

ocaosdesempre@gmail.com


Lembrando que faço atendimentos de tarot, tanto presenciais* quando online, via skype/whatsapp/telegram, e faço acompanhamentos mensais.
Faço instruções de magia e criações específicas de sigilos e servidores, entre em contato e fazemos um bom orçamento pra você, vamos conversar (:

ocaosdesempre@gmail.com

*PRESENCIAIS SOMENTE CENTRO DO RIO E ZONA SUL

ANÚNCIO: Oficina de Criação de Sigilos Magickos – 15 de setembro de 2019


Dia 15 de setembro de 2019 vou oferecer uma OFICINA DE CRIAÇÃO DE SIGILOS MAGICKOS, onde trabalharemos a teoria e a prática, incluindo a abordagem artística da criação e os métodos de Gnose, que são os estados alterados de consciência utilizados para ativa-los. Será aqui no Rio de Janeiro bem pertinho do metrô do Largo do Machado, super acessível, seguro e próximo a mercados e lanchonetes pra ninguém passar perrengue.
A contribuição será consciente e as demais informações como horário, carga horária e materiais necessários serão informados por email > ocaosdesempre@gmail.com < ou podem preencher o formulário abaixo me informando o interesse.


 

Relato Oracular #2

O consulente me relatou um sonho que julgara estranho, relatava ter sonhado com um abuso sexual cuja sensação lhe ficou na carne e se manifestou como uma mau-estar durante um ato sexual seu com sua parceira, vindo a sua memória o sonho mas nenhuma lembrança viva ou factual sobre algo que lhe ocorrera durante seu passado/presente. Resolvemos investigar o sonho com o tarot, e durante a consulta muitas informações foram manifestas, incluindo afirmações sobre abusos durante sua infância. Da parte de diversos parente próximos, inclusive… Após a sessão, o consulente entrou em contato com sua mãe para lhe questionar se ela se recordava de algum ato hostil vindo dos parente aos quais o consulente se questionava. Sua mãe lhe disse que não, que não havia nada disso acontecido…

Conversando com o consulente com mais tranquilidade após a ligação, detectamos (e aqui que começa a dica) que o jogo baseava-se nas concepções de abuso determinadas pelo consulente dentro do seu código de moral, e não em um código simbólico comum alinhado com a sociedade…

(nunca se sabe como um toque ou um outro gesto irá ecoar em uma criança, suas experiências são digeridas em si com o que se tem de ferramenta para isso)

…mas que mantinha seu teor de necessidade de atenção e escavado o suficiente o assunto e levantados argumentos o bastante através do tarot, o consulente reuniu detalhes e conclusões para enriquecer sua sessão de terapia e lidou melhor com essa busca pela resolução do incômodo que lhe veio durante o ato sexual mencionado no começo deste relato.

Sobre o relato: O método que aplico nos acompanhamentos com tarot de forma alguma é terapêutico e substitui um tratamento com um psicólogo ou outro profissional da saúde mental. O que fazemos durante os acompanhamentos é escavar o território da mente de forma suficiente a levantar fatos e argumentos para facilitar a busca pelo autoconhecimento e enriquecer os diálogos durante os acompanhamentos terapêuticos oferecidos por psicólogos. Recomendo a todos, sem exceção, que busquem acompanhamento psicológico, pois terapia é um ótimo meio para se libertar dos traumas que adquirimos durante o processo de construção e fixação da nossa identidade, que durante esse percurso sofre inúmeros acidentes que abalam certamente a trajetória da nossa vida, julgando bem sucedidos ou não nossas vidas.


Contato via instagram é @unholyvictor ou por email no ocaosdesempre@gmail.com


Eu Sou Vivido

Depois de uma sessão de terapia muito firmeza e após alguns problemas manifestados eu produzi esse pequeno texto na volta pra casa enquanto estava no metrô…

Atitudes conscientes devem ser expressas na integralidade da certeza da certeza, pois o ato magicko é de todo o impulso genuíno da verdadeira vontade em direção ao viver.
Quando se tem por ideal a constituição do mago como um avatar do Todo no microcosmos, ou um clérigo do Eterno Infinito, pensamos em um ente capaz de cometer alterações em seu redor a partir de mudanças de perspectivas refletidas no viver, esquecemo-nos de considerar que essas atitudes são mais profundas que meras influências causadas por uma spam no canto da tela de seu celular deitado na horizontal. As alterações das quais me refiro são a ressonância continua da vida desperta do mago no meio, cuja presença por si só preenche o Todo por ser reconhecida como parte e inteiro onde e para onde quer que se desloque. A natureza não é uma máquina, a natureza é vida, inteligência em busca pela harmônia, e isso é o que distingue um mago de um mago, e me apoio no termo para ambos pois de nada nos serve diferencia-los, senão para compreender que até mesmo essa necessidade só sinaliza nosso foco em objetos de distração a desviar nosso olhar da janela do veiculo em direção ao horizonte para as mãos e pés de um motorista completamente capaz de nos oferecer um bom trajeto e que jamais nos permitirá ocupar seu acento.
Um amigo me disse sobre a vida, “eu sou vivido” e desde então me ecoa essa frase na reflexão de viver minha verdadeira vontade sem causar interferencias na rota cósmica da estrela da minha consciencia em paralelo a rota cósmica da estrela que é minha vida.
A estrada da verdadeira vontade é isso, uma estrada larga onde todos os veículos são capazes de transitar na velocidade em que cada um preferir sem a necessidade de ultrapassagem ou de qualquer disputa por pista.


Ofereço esse texto às pessoas que me oferecem com esmero ferramentas para minha autoreflexão sem a menor ansia de resultado: Mia Bueno, minha shakti; João Maia, meu frater e Luciana, minha terapeuta, aka, minha proto-para-SAG.


RECADOS: Fiquem atentos que dia 15/09/2019 farei uma Oficina de Criação de Sigilos Magickos, será no bairro de Laranjeiras, aqui no Rio de Janeiro, no Parque Guinle.
Pra mais informações, entrem em contato pelo ocaosdesempre@gmail.com

Relato Oracular #1

O consulente certa vez perguntou ao meu tarot se ele seria contratado com um cargo acima do que ocupava dentro da empresa que havia sido contratado, e no momento apesar de não me recordar das cartas que saíram, me lembro bem da resposta ser bem assertiva quanto ao ENORME ~NÃO~ que as cartas diziam, normalmente é complicado dentro do nosso contexto de empatia dizer isso a uma pessoa tão empolgada, mas é sempre melhor saber previamente como lidar com a situação, principalmente sobre respostas negativas, visto que quando o “não” se revela, não é a porta da oportunidade que se fecha, mas a ânsia de resultado que tira das nossas costas 10 toneladas de preocupação.

Novamente o consulente veio até mim em outro momento, pelo menos umas 3 semanas depois ou mais. Dessa vez ele veio me contar que de fato não havia tido a possibilidade, inclusive, disse que até tinha conseguido uma conversa sobre seu chefe sobre a possibilidade e seu chefe fora muito prestativo pegando seu currículo e preenchendo uma ficha sobre a possível vaga, mas uma semana após isso, seu local de trabalho abriu a vaga e subitamente, sem que fosse contactado para passar pelo processo seletivo, já havia acontecido a escolha de uma pessoa de fora da empresa para ocupar a vaga que desejava. Após toda essa introdução, abri as cartas para o consulente e a pergunta era sobre quais as intenções de seu superior em criar a situação de conversa sobre a possibilidade da vaga, sendo que no processo seletivo nem havia sido mencionado como possibilidade, e a resposta foi “FORÇA (XVIII) – TEMPERANÇA (XIV) & EREMITA (IX)” e dessa configuração a resposta que me veio era a de que isso havia acontecido para que ele o mantivesse no controle, o mantendo isolado fazendo um “bom trabalho”, visto que em seu lugar de trabalho fazia mais que sua função o pedia, cobrindo as funções de seus colegas de trabalho que ocupavam vagas próximas das que pleiteava. Após o jogo, conversas em seu local de trabalho lhe surgiram contando exatamente o que o tarot o revelou, inclusive dizendo que em seu local de trabalho a vaga jamais seria dele pela necessidade de cumprir uma contratação dentro do perfil que o antigo funcionário que desocupou a vaga possuía.

Estando o consulente já preparado sobre a negativa da vaga, o mesmo já estava na busca de um novo trabalho, que o contemplasse de uma forma melhor, e isso aconteceu, seus planos já estão encaminhados e sua atenção foi focada nos pontos necessários sem quaisquer problemas por parte da ansiedade de conseguir uma vaga que de fato não seria sua.


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RELATO QUIMIOGNÓSTICO XXXVVIII

Relato quimiognóstico (presente no meu diario magicko de número 11), datado em 08/12/2017 no periodo da noite iniciado às 00:43h e postado em um grupo de facebook.

“RELATO QUIMIOGNÓSTICO XXXVVIII, 08/12/2017

Eu tava aqui, não aqui no facebook, mas aqui, sentado no chão, dentro de um ouroboros, onde a cauda da serpente adentra sua boca e perfura sua nuca. Dentro do círculo estamos eu e a morte, eu sentado de pernas cruzadas, e ela ali, um fetiche, paje de Mortifer. Escrevi toda sua evocação com pena de um urubu, coisa que consegui em um evento de magia no Largo do Machado, aqui no Rio de Janeiro. Propus um brinde à Morte, para Ela dei cerveja, no meu copo a substancia (devidamente inapropriada à pessoas com distúrbios de respiração e com problemas de medianos à graves de coração), o intuito era uma conexão mais próxima com seus verdadeiros significados (nessa hora você pode estar pensando “claro! usando droga! vai morrer!”, você! Você aí! Vai tomar no cu!).

Havia velas acesas, a casa estava escura, completamente, só o som do ventilador no cômodo ao lado e uns cachorros no rua latindo bem longe, madrugada no centro do Rio é oca pra quem ouve de longe.

Tomei a bebida, me sentei em silêncio e me embalei com o som do ventilador, não sei quando tempo passou ao certo, mas quando dei por mim não era o ventilador que estava fazendo o som, era um som abafado, interno, como se fosse alguém fazendo frações de sons som os lábios cerrados e recolhidos para dentro da boca (como se faz quando não se quer encostar os lábios no de alguém que tenta te beijar sem a sua vontade. Fodam-se suas piadas à respeito deste fato minúsculo), o som era grave, mas tinha um “toque” delicado, digo, não delicado, a vibração se sentia forte, mas o som ela um pouco agudo ao ouvido, mas eu conseguia “ouvir no peito” pela vibração (poderia ser meu coração pedindo pra eu chamar o reboque? Talvez).

O som vinha do canto da minha sala, do canto oposto à minha geladeira, é um canto com realmente nada, vazio. Eu estava no lado oposto à esta parede, próximo à outra parede, voltado ao leste (foda-se o leste, ro$acruzes decrépitos).

Minha sala é bem pequena, na verdade minha casa toda é minúscula, uma vela acesa ilumina pelo menos a sala toda mesmo que de forma tosca.

O canto estava absolutamente escura e estranhamente eu não liguei pras leis da física naquela hora.

Fiquei bastante minha visão naquele ponto, reparando que o canto escuro era quase “natural” de um ponto de vista “fotográfico”, a iluminação ia se dissipando com um degradê do “sépia” da chama da vela, para um tom escuro tão denso que a textura a olho nu e naquelas condições me parecia betume.

Visto que aquilo obviamente seria sucesso ou fracasso da minha evocação, resolvi me acalmar, me voltei pra dentro de mim, e procurei me acalmar tendo como símbolo o vazio, me passa tranquilidade.

Abri os olhos novamente, tudo estava como mencionei até agora, blá blá blá canto escuro com um barulho…

Levantei, segurando a pena e o papel, apontei na direção do canto e recitei a evocação novamente!

Me sentei novamente ao fim e fechei os olhos…

Por um momento eu não ouvi mais nada, e quando digo nada, era um nada tão nada que eu me senti fora de mim, tudo ficou escuro como se eu não tivesse acendido vela alguma.

Ouvi passos na minha direção (bolei), ouvi som de tato no paje (bolei mais ainda), senti uma respiração pouco acima da ponta do meu nariz e abri os olhos com medo de acabar como a mãe dos protagonistas de Supernatural (Ela morre, não é spoiler, isso é coisa do inicio da historia, foda-se).

Não havia mais nada lá. Vela acesa normalmente, E SALA TODA CLARA, como se aquela sombra nunca tivesse estado lá.

Levantei.

Bani.

Tomei um banho gelado, sentei no sofá pra relaxar um pouco, agora fumei um beck e vim escrever pra vocês isso.”

FONTE: Diário magicko de Victor Vieira, diário de número 11, da página correspondente ao dia 08/12/2017, escrito no Rio de Janeiro, no bairro do Centro.

Arte: Victor Vieira [@unholyvictor]