DICA #6 – Quem vê design pouco vê conteúdo

Eu poderia dizer que “quem vê cara não vê coração”, mas do jeito que tem um monte de gente “cool” por aí, poderiam achar clichê e talvez ignorariam isso aqui que eu tenho pra dizer.

Já repararam que pra galera dar credibilidade no conteúdo alheio, primeiro eles vêem o layout da produção do cara?

Esse texto nasceu de uma analise que fiz a respeito da credibilidade dada à muitos ocultistas apenas por terem “sites bonitos”, fanpages bem movimentadas e um puta marketing pessoal que lambe cada testículo e grande lábio que se aproxima de seus conteúdos super visuais e de pouca profundidade informativa.

Gente! Ninguém nasceu designer, ninguém tem a obrigação de ser, e inclusive, se todos fossem designers, provavelmente eu seria outra coisa, isso aqui é minha fonte de renda.

Não queiram justificar preconceitos com problemáticas ligadas à estética de sites ou ao português das pessoas, além de todos sermos passivos de erros, ninguém é obrigado a saber de concepções estéticas pra “agradar publico alvo”, estamos falando de magos, adeptos, ocultistas que levam a sério seus estudos e que as vezes não tem interesse ou tempo pra se doar ao “estético”, mas se preocupam muito com o conteúdo abordado.

Deem chance aos conteúdos pouco desenvolvidos tratando-se de imagem, muitas pessoas tem dificuldades quanto a adaptação estética dessa geração, tudo é muito rápido e nem todos tem tempo de acompanhar “MTV” ou “Tumblr” pra saber o que agrada a “moçada”.

Estamos aqui pra falar de algo que vai além da estética, estamos falando da escrita, e é nisso que devemos focar, ESCRITA, afinal de contas não são todos que conseguem se comunicar de forma visual, mas não existe maravilha maior na escrita que ela por si mesma, que é a pura codificação dos pensamentos de quem escreve, ou melhor, é uma verdadeira forma de construir sigilos, onde você transforma o pensamento em palavra, a palavra em simbolo e o simbolo em uma gama de “ressignificados” a partir da forma como quem lê o guia dentro de si.

Conhecimento é sobre como lidar com o que chega a você,  tudo depende mais da sua interpretação que apenas a forma como o outro lhe ofereceu o conteúdo.

Eu sei que isso tudo parece fugir muito do conteúdo abordado na magia, mas se eu não disser que mesmo aquilo que não é “bonito” pode carregar uma grande fonte de ensinamento, você pode acabar no erro de ir atras de informação e encontrar um “VJ da MTV” ensinando alguma coisa de forma genérica como se fosse algo definitivo e único.


Para ficar de olho em mais textos, vá em Arte Abismal e dê uma mãozinha com o polegar em rije na página!

3 comentários em “DICA #6 – Quem vê design pouco vê conteúdo

  1. Como vc mesmo disse, a escrita é uma arte capaz de produzir imagens que direta ou indiretamente transferem certa gama de símbolos que interagem com a psicosfera. Então, a estética da escrita já diz muito sobre a dimensão da obra, por mais iconográfica que a cognição atual seja. A arte magna é o todo em um, do contrário, não o é. A lupa iniciática vê segundo o grau de aprofundamento e sensibilidade da consciência presente. O resto são só idiossincrasias passageiras.

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  2. Em um mundo onde o acesso a informação é tão difundido, ao se comparar com décadas ou até mesmo séculos atrás, a quantidade absurda de desinformação é alarmante…
    Mas assim como qualquer outro estudo, quando se aprofunda no ocultismo, a dedicação e persistência do aluno será sua espada e escudo, para finalmente encontrar conteúdo relevante, muito além da “tampa do iogurte”, da figura bonita no livro, do site com CSS foda…
    Conteúdo de qualidade pode ser encontrado de toda forma, afinal, pra bom entendedor, nem meias palavras são necessárias…

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    1. Vc captou a essência do que escrevi. Bem isso. Pra bom entendedor um sopro é vida. Quem deseja alcançar compreensão dos universais ocultos presentes nos grandes arcanos tem que lapidar a alma pra receber tal primor. Não que eu tenha alcançado tal iluminação. Mas é um processo até previsível. O design associado a uma grande obra pode até gerar esclarecimentos, mas uma obra sem os atributos da iniciação pode se associar ao melhor design que pouco a pouco se dissolvera em mundano. É natural. E viva os portadores da Lux!

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